terça-feira, 25 de abril de 2017

Está caindo uma lágrima!


Por Marcos Niemeyer
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>> O Brasil acaba de perder um dos nomes mais conhecidos e carismáticos da música popular. A morte do cantor Jerry Adriani, no último domingo (23), no Rio de Janeiro, deixou seus fãs, amigos e admiradores inconsoláveis. Jair Alves de Souza, seu verdadeiro nome, nasceu em 1947 no bairro do Brás, em São Paulo. Tinha, portanto, setenta anos de idade.

Ele lutava nesses últimos meses contra um câncer devastador descoberto há pouco tempo. A situação se agravou após o cantor ser acometido por uma trombose venosa que o deixou internado num hospital da Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca.

Figura de amplos conhecimentos, modesto e solícito com o público por onde se apresentava, Jerry era um dos ícones da Jovem Guarda, movimento musical de boa qualidade surgido em meados da década de 1960 a partir da extinta TV Excelsior de São Paulo. O artista tinha aquele jeitão de galã na fase inicial de sua carreira. Foi autor e gravou incontáveis canções dos mais diferentes compositores.

Mesmo com o fim cronológico da Jovem Guarda, no início dos anos oitenta, Jerry permaneceu transitando na música popular. Notabilizou-se, também, a voz brasileira das canções italianas que tocavam mundo afora naquela época com letras em tons sentimentais. Amigo de Raul Seixas, teve participação direta no início da carreira do "Maluco Beleza".

Foi o responsável pela ida de Raul para o Rio de Janeiro. Eram amigos desde a época em que o artista baiano tinha uma banda em Salvador, chamada 'Raulzito e os Panteras", que posteriormente viria apoiar as apresentações de Jerry durante três anos. Entre as músicas que a banda tocava, compostas por Raulzito, destacavam-se "Tudo Que É Bom Dura Pouco", "Tarde Demais" e "Doce Doce Amor". Entre 1969 e 1971, Raul Seixas foi seu produtor, até iniciar a carreira solo.

O artista tinha planos, inclusive, de gravar neste ano de 2017 um disco com canções desta face pouco valorizada da obra de Raul. Jerry preparava ainda sua autobiografia, com apoio do pesquisador musical Marcelo Fróes. A obra, provavelmente faria referências sobre semelhança vocal com Renato Russo (1960-1996), o mentor e vocalista da banda Legião Urbana, lançada em 1985, época em que a música pop era ouvida e prestigiada no Brasil.

O estilo de voz parecido entre os dois artistas, inspirou Jerry a gravar um álbum com versões em italiano dos maiores sucessos da banda criada por Renato Russo. O disco "Forza sempre" foi lançado 1999, já como uma homenagem póstuma a Russo e fez com que Jerry voltasse em grande estilo às paradas de sucesso durante um considerável período.

Adriani tinha um público fiel de norte a sul do Brasil. Era praticamente unanimidade no meio artístico (algo raro) por conta do seu estilo gentil e desprovido de estrelismo com o qual tratava a todos. Jerry é desses artistas que o público jamais vai esquecer. O cantor deixa um legado de notáveis canções para quem viveu numa época em que as melodias, diferentemente desses tempos atuais, não ofendiam nossos tímpanos nem tampouco nossa sensibilidade.

Clique no play para ouvir "Está caiando uma lágrima", um dos primeiros sucessos de Jerry Adriani.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Trapalhada do Facebook bloqueia e até encerra amizades na rede social


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


>> Um fato dos mais lamentáveis vêm ocorrendo ultimamente no Facebook deixando milhares de usuários desta rede social intranquilos. É que muitos deles estão sendo excluídos de maneira aleatória e à revelia de seus respectivos grupos de amigos ou até mesmo bloqueados como se isso fosse de responsabilidade das partes envolvidas na questionável atitude.

Ainda não havia prestado atenção em algo dessa natureza e só me despertei diante do caso — embora já tivesse sido "deletado" ou "bloqueado" por alguns contatos de minha confiança — quando uma pessoa da nossa mais alta estima e consideração tocou no assunto conosco em, "off", na madrugada deste sábado (15).

A figura em questão foi por nós apresentada virtualmente nos últimos dois anos a contatos diversos, incluindo pessoas do meio artístico com as quais temos certa afinidade. Afinal, divulgar a arte e a cultura contribuindo para aproximar ideias em comum nunca é demais (principalmente nesses tempos modernosos em que a inversão de valores ditadas pela mídia tornou-se palavra de ordem).

A surpresa, porém, é que pelo menos vinte desses amigos acabaram por "excluir" tal pessoa pela qual fui o responsável por apresentá-la, mesmo que do ponto de vista virtual, ao sugerir o elo de amizade entre as mesmas. Como não é de criar polêmica ou a ponto de tentar saber o motivo de sua "expulsão", a excluída simplesmente ficou em silêncio e somente agora numa bate-papo informal é que veio dar-me conhecimento do episódio. Senti-me culpado, mesmo sem nada ter a ver com a história.

A senhora, por sua vez, discreta e com sua pontual elegância chegou a imaginar sem qualquer alarde que aqueles que a "excluíram" assim o fizeram em solidariedade a mim por algum motivo. Isso, de fato, não ocorreu, não houve uma causa que justificasse o suposto procedimento. Entrei em contato com alguns amigos em comum mais próximos e todos foram unânimes em afirmar que eles é que pensaram terem sido apagados da página da mesma.

"Cheguei a imaginar que ela é quem havia me excluído. Não disse nada para não parecer inconveniente", disse-nos um amigo que supostamente teria deletado a moça de seu espaço virtual. Inconformados com a situação pesquisamos na internet objetivando tomar conhecimento do que estaria a ocorrer, se haveria situações idênticas, reclamações de usuários da rede social, explicações do Facebook, etc.

Encontramos dezenas de internautas relatando o mesmo problema. E o pior, não há praticamente nenhuma justificativa por parte do Facebook diante do impasse. Após mais de duas horas de pesquisa encontramos numa comunidade isolada da internet reduzida postagem feita por um internauta do Rio Grande do Sul dizendo que o Face têm adotado um sistema de mostrar amigos somente onde há interação.

"Muitos perigam ser automaticamente excluídos em função desse detalhe", acrescenta a nota. Isso significa que, se alguém passa certo tempo sem pelo menos "curtir" o que o outro posta, corre o risco de ser automaticamente deletado. "Percebi que o Facebook anda excluindo meus amigos sem minha permissão, gostaria de receber um esclarecimento sobre isso, pois esta ação me deixou chateada", escreveu na mesma comunidade uma internauta paulista.

Já um amigo nosso de Salvador, na Bahia, acredita que isso possa ser mesmo impulso aleatório do Facebook. Relatou que tem problemas com sua lista de amigos o tempo todo. Disse ainda que enviou uma mensagem ao Face expondo a situação, mas ainda não houve resposta. Quem é deletado por um amigo ou conhecido de seu leque de amizade, seja lá por que motivo for, fica sempre com aquela sensação de 'desprezo" e "abandono" por parte de quem o excluiu.

Não raramente esses imprevistos acabam gerando discórdia, inimizades e mal-entendidos. Afinal, quem é escorraçado dos contatos de alguém e por mais que não admita, fica mesmo com a pulga atrás da orelha sentindo-se rejeitado e na maioria das vezes sem sequer saber o motivo. Pinta uma sensação estranha.

É como se fosse o namorado apaixonado que recebeu um "cai fora" da cabrocha e viu o fim do romance no qual apostava todas as suas fichas rolar por terra. Ou mesmo o jogador expulso num momento importante da partida, numa falha clamorosa do juiz absolutamente desproporcional à falta cometida pelo atleta.

Agora, portanto, prezado internauta, quando isso ocorrer diante de seus amigos e demais contatos "feicebuquianos" e ninguém saber de quem é a culpa, quem deletou quem, já temos uma pista, um "suspeito em potencial" ou seja, o próprio Facebook. Cuide-se, pois, essa rede armada pelo tal do Mark Zuckerberg. A qualquer momento todos podem ficar de saco cheio e decretar o falecimento de uma das mais mirabolantes gerigonças cibernéticas desses últimos tempos. Como foi o caso do finado Orkut. Quem viver verá!
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JÁ PASSOU DA HORA
O Brézyl varonil precisa urgentemente de uma "reforma cultural", principalmente na música. Chega de tanto lixo sonoro!
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sábado, 15 de abril de 2017

O brasileiro tem os programas televisivos que merece


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Graças à ignorância da maioria do povo brasileiro, programas cretinos a exemplo do tal "bbb" (deveria mesmo ser escrito com letra minúscula diante de sua mais absoluta insignificância) fazem tanto sucesso e transformam-se num dos principais assuntos das rodas de conversa nos mais diferentes pontos do país.

A podre mídia, por sua vez, contribui para divulgar ainda mais esse que sem dúvida é um dos maiores despropósitos já surgidos na história da TV brasileira. Jornais, revistas e sites destacam em suas principais páginas algo que (não estamos aqui a defender a ditadura) jamais seria exibido pela televisão no período do regime militar.

Naquela época havia uma censura e todo excesso ou material "artístico" de procedência duvidosa eram devidamente barrados. Os principais programas televisivos não iam além de uma saudável forma de entretenimento. Impossível negar! Foi um dos períodos que o país mais cresceu no aspecto artístico/cultural. Só para citar um exemplo: comparem a música dos anos 60, 70 e 80 com o que toca atualmente na preferência popular.

Nos países do Primeiro Mundo também há programas tão repugnantes quanto essa bosta exibida pela mafiosa Rede Goebeels. A grande diferença é que lá eles são poucos vistos e comentados. O público daquelas bandas é mais instruído e exigente. Não costuma aceitar passivamente o lixo imposto pela mídia.

Aliás, ninguém precisa nem ser muito esperto para perceber que o tal programa não passa de um lixo fétido. Um estudo conduzido por Markus Appel, professor associado da Universidade de Linz, na Áustria, concluiu que quando as pessoas não pensam criticamente sobre o que estão consumindo numa mídia correm o risco de “assimilar características mentais expostase”.

Em outras palavras, a estupidez de participantes e apresentadores de absurdos como o "bbb" é desastrosa para a saúde de quem o assiste, ainda que temporariamente. “Não é como uma doença que você pode ter por um longo tempo. Nós não estamos dizendo que você será prejudicado um dia depois de ler um livro estúpido ou ver um programa de TV ruim”, disse Appel.

Mas a pesquisa mostrou que o desempenho em testes de conhecimento é prejudicado por situações dessa natureza. Num experimento com 81 pessoas, Appel pediu a diferentes grupos que lessem um roteiro que contava o caso de Meier, um hooligan alcoólatra e intelectualmente debilitado. Metade recebeu a instrução de pensar de maneira diferente do protagonista, enquanto a outra metade não teve instrução nenhuma antes de ler. Em seguida, todos fizeram um teste. 

O grupo que fez uma leitura crítica se saiu muito melhor — um processo que Appel considera ser responsável por manter longe do efeito contagioso da imbecilidade. Conhecimento geral não é o mesmo que QI, sem dúvida. Os resultados, de acordo com Appel, “contribuem para reforçar a tese de que as pessoas são influenciadas de maneira sutil, mas significativamente, por produtos de baixa qualidade”. É o caso desse canalhice  conhecida por "bbb".  
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domingo, 9 de abril de 2017

A irritante buzina automotiva

Por Marcos Niemeyer
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>> Motorista brasileiro é uma desgraça. Não suporta a igualdade no trânsito e jamais comporta-se de maneira igual aos demais nos espaços públicos. Um das situações mais irritantes provocadas por quem está ao volante de um veículo ou pilotando uma moto é o uso abusivo da buzina.

Quando o sinal verde abre, há sempre um filho de uma que ronca & fuça pressionando-a prolongadamente, seguido logo por outros como se fosse uma espécie de contágio. Algo do tipo: "Sai da frente! Se não eu passo por cima".

A função da buzina automotiva deveria ser usada com um único propósito: alertar. Exemplo: pedestres que passam distraídos com o sinal amarelo ou vermelho, um motorista mais imprudente que atravessa a rua sem a devida atenção ou em outros casos que justifiquem o ato.

Mas, na prática, a desgraça da buzina transformou-se numa espécie de autoafirmação, símbolo de "virilidade" desses ignóbeis que se acham os donos da cocada preta. Buzina-se a qualquer hora do dia ou da noite de maneira desnecessária.

Vejo pessoas "cumprimentando" ou chamando as outras com a irritante sonoridade, como se fosse algo bonito e desejável. Recentemente, no centro de Juiz de Fora, ouvi uma insistente buzina há poucos metros de onde eu estava. Fiquei na minha, porque evito dar atenção a essas atitudes insanas. Ato contínuo, um "amigo" meu gritou: "Ô Marcão, num tá ovindo eu te chamá não?".

Só não mandei o cabra tomar no YouToba dele porque o mesmo se fazia acompanhar pela esposa. Mas, disse-lhe sem mais delongas: — Não sou puta pra atender chamado de buzina de carro. Se não bastasse tamanho despropósito, ainda há aqueles que personalizam a buzina com hinos de clube de futebol, cachorros latindo, cavalos rinchando, gritos de guerra e "músicas" no estilo funk e "sertanejo universitário".

Esses imbecis que gostam do buzinaço esquecem que são passíveis de penalidade pouco acima de cinquenta reais (deveria ser, no mínimo, de mil reais) e multa na Carteira de Habilitação, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. A falta de fiscalização para multar os infratores é um dos maiores agravantes. E como no Brèzyl varonil as leis não costumam ser respeitadas, a situação se faz cada vez pior.

Não é sem motivo que brasileiro arruma encrenca nos países do Primeiro Mundo. Lá por aquelas bandas, não se ouve buzina de maneira desnecessária pelas ruas ou qualquer outra atitude incoerente com as leis e costumes do povo. E como nos países desenvolvidos as leis são válidas para todos, os indisciplinados acabam dando com os burros n'água.

DATACORNO 

Um estudante de design gráfico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) promete lançar, em breve, um aplicativo que vai detectar se o cabra está sendo traído pela esposa ou namorada e mostrar até o nome do "Ricardão" na tela do celular. Segundo o distinto, a engenhoca também é válida para as fêmeas descobrir se estão sendo enganadas. Amiúde se faz, pois, botar as barbas de molho.
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segunda-feira, 3 de abril de 2017

DVD do flautista juiz-forano Estevão Teixeira traz boas sonoridades


Por Marcos Niemeyer
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Em recente visita de cortesia ao Conservatório Estadual de Música Aydeè França Americano, no centro de Juiz de Fora, fomos presenteados pelo amigo e flautista Estevão Teixeira (professor de música da instituição) com seu primeiro DVD — Estevão Teixeira 'em música '—, bancado com recursos próprios e gravado em dezembro de 2011 no Teatro Solar, em Juiz de Fora. A obra, com dez faixas e apresentada no final do ano passado em Paris, na França, onde o artista ministrou oficina de musicalização infantil de sua autoria, é uma compilação dos quatro CDs já gravados por ele. 

O lançamento do trabalho em Juiz de Fora ainda não tem data prevista, mas deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2017. Estevão é inventor do TEDEM — teclado Didático para o Ensino da Música, no qual criou inovadora metodologia de ensino/aprendizagem, com base na visualização das formas do teclado. Em Juiz de Fora, o projeto é Lei Municipal sancionada e regulamentada. Na prática, porém, não funciona até o momento (coisas do Brasil).

Formado no curso de Bacharelado em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estevão atou como músico contratado da TV Educativa, além de participar ativamente da noite artística carioca ao lado de importantes nomes da MPB — entre os quais Nico Assumpção, Vitor Biglione, Alberto Continentino, Paulo Malaguti (MPB4) e Nelson Faria.

O flautista trabalhou também como transcritor de músicas para o Songbook de Caetano Veloso e para cinco volumes da Bossa Nova produzidos por Almir Chediak. Estevão participou ainda dos trabalhos de transcrição de músicas do "Livrão da Música Brasileira", produzido por Toninho Horta — ao lado do qual se apresentou durante show de ambos no início deste ano em Juiz de Fora.
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