quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Acabou o carnaval. É hora de trabalhar, Brasil


Por Rosilene Carvalho, radialista apresentadora/redatora
REG – 1192 - DRT- MG
rosecarvalho@hotmail.com

>> Vale até lembrar aquele velho "causo" - Quantos dias por ano você trabalha? A piada, que de tão velha está caducando, provavelmente tenha sido articulada por algum funcionário público ou qualquer político desocupado, claro. E alguém conhece político que trabalha?

- Rapaz, que pressa é essa?
- Vou correndo ao trabalho. Já estou estou atrasado.
- Trabalho? Não me diga, você trabalha?
- Claro que sim. E você, não trabalha?
- Nem eu, nem você. Ninguém trabalha.
- Calma lá, eu trabalho sim senhor!
-Então vamos ver. Quantas horas você trabalha por dia?
- 8 horas.
- Muito bem. O ano tem 365 dias de 24 horas. Se você trabalha 1/3 do dia, 1/3 são 121 dias por ano.
- Certo.
- E quantos domingos há no ano?
- 52.
- 121 menos 52 são 69. Você só trabalha 69 dias por ano.
- Tá..
- Quantos dias de férias você tem?
- 30 dias.
- 69 menos 30 são 39, portanto você só trabalha 39 dias por ano.
- ??
- Contando o Natal, o Ano Novo, Sexta-Feira Santa, aniversário da cidade, carnaval e o caralho elevado ao quadrado, nós temos 12 dias de festas, nos quais não se trabalha. Portanto, 39 menos 12 são 27. Você só trabalha 27 dias.
- !!
- Sábado, você só trabalha 1/2 expediente, certo? Meio dia durante o ano são 26 dias, não é verdade?
- Exato.
- 27 menos 26 resta 1. Você só trabalha 1 dia por ano.
- De qualquer forma eu trabalho um dia no ano. Preciso ir andando.
- Aí é que está o seu engano. Esse dia que sobrou é o dia 1º de maio, Dia do Trabalho e nesse dia ninguém trabalha.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Haja amor!


>> A imagem que ilustra este artigo é da fotógrafa gaúcha Nádia Jung e foi feita nesta terça-feira de Carnaval, na periferia de São Paulo. Um casal de cães entrelaçado em plena via pública recebe a "visita" de um terceiro cachorro que tenta forçar a barra ao entrar no páreo.

Diferentemente do homem, porém, que busca no sexo a sua mais estilosa forma de prazer, os animais só "pensam" naquilo quando a fêmea está no cio e tem o instinto biológico incontrolável, para preservação da espécie. Fora da época de reprodução, eles não se aproximam para fazer essas coisas "erradas" nem com reza brava.

Já a frequência sexual dos insetos é algo que até os cientistas desconhecem. Mas eu arrisco dizer que é voraz e contínua. Não é à toa que passa de 1 milhão o número das diferentes espécies descritas.

Há poucos dias, por exemplo, entrei em um restaurante de beira de estrada e pedi aquele tropeiro bem temperado com uma pura do alambique. Nem bem dei a primeira garfada e um graúdo casal de mosquitos "sedentos de amor " fez um voo rasante sobre a mesa, indo cair justamente dentro do prato. - Oxente! Que sacanagem na minha comida, resmunguei.

Estudos mostram que entre os mamíferos, os predadores que estão no topo das cadeias alimentares "pululam" mais do que os que são presas. O motivo é simplex: como os predadores não sofrem a ameaça de outros animais, podem aproveitar as delícias do sexo sem se preocupar com as intrigas da oposição. As presas, por sua vez, carecem de sexo apressadamente, até por uma estratégia de sobrevivência.

Segundo especialistas no assunto, os leões (meu signo é lion) são os amantes que aparentam ter o maior apetite sexual do reino animal. O danado do bicho trepa 50 vezes vezes em um mesmo dia. E olha que o rei da selva não precisa de viagra. Yo también no! Insaciável, a fêmea até atiça o macho quando ele está todo borocochó.

No período fértil, leões e leoas "ciscam" no tapete a cada 15 minutos. Algumas espécies de chipanzé são também chegadas a uma extravagância sexual. Costumam exibir suas peripécias sexuais até pendurados em árvores.

Parecem, inclusive, algumas periguetchys atrevidas e desengonçadas que andam porr aí a perturbar a penumbra dos notívagos de plantão. A diferença é que los macaquitos são in natura.

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RIO 40 graus

Só vejo o esplendor do Carnaval carioca à distância. Com tantos bueiros voadores, bala perdida, "trocentos" assaltos nas esquinas, policiais corruptos tentando extorquir a população, trânsito caótico - além de outras incontáveis mutretas - O melhor mesmo é deitar na espreguiçadeira e acompanhar os principais fatos pela internet (esta urucubaca inventada pelos deuses cibernéticos). De preferência, ao lado de uma #@//+'*..]*delete!!!

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ô Brasil festeiro, sô!


>> O Carnaval deixou Belo Horizonte (foto) - conhecida como uma "roça grande", praticamente deserta. Alguns blocos caricatos  foram vistos na Praça da Estação e em Santa Tereza, tradicional bairro boêmio da capital. Quem marcou presença  afirma que "tava bão dimais da conta". A maioria  dos farofeiros, porém, correu para o litoral capixaba e praias do sul baiano.

Os mais afoitos seguiram em direção a Salvador. As três opções caem como uma luva para quem não tem dó dos próprios tímpanos. Recife, que mantém a tradição do Frevo, está muito distante das montanhas mineiras.

A turma mais light pegou a estrada com destino ao Rio. Menos ruim, já que os desfiles das escolas tradicionais ainda fazem o diferencial - mesmo que não seja como nos áureos tempos da folia. Ninguém fala em São Paulo, o "túmulo do samba".

Uma boa alternativa para quem não abre mão dos antigos carnavais são as marchinhas, confete e serpentina nas cidades históricas da terra do pão de queijo. O bom mesmo é ficar longe da barulheira, ouvindo o canto dos pássaros ou um jazz e uma MPB de qualidade. Afinal, o Brasil só acorda da ressaca na Quarta-Feira de Cinzas.

Enquanto isso vale a pena relembrar o mestre Zé Keti, ícone da Portela. Entre seus grandes sucessos que marcaram época, destaca-se Máscara Negra: Tanto riso, oh! quanta alegria/ mais de mil palhaços no salão/ Arlequim está chorando pelo amor da Colombina/ no meio da multidão.../ Confira no vídeo.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Brechó, o elo amigo


Nosso comentário:
>> Uma roupa usada por outra pessoa pode trazer carga negativa a quem vesti-la? Claro que não! Caso contrário, não seria muito pior aproveitar órgãos para transplantes de quem  morreu? 

Assim como se compra  um imóvel, um carro ou qualquer outro objeto de segunda mão, não existe nada que impeça o interessado em adquirir algo já usado - desde de que seja  de forma lícita, claro. 

Outro clássico exemplo está incorporado no próprio aspecto físico e emocional do ser humano. Poucos são aqueles que nunca trocaram de parceria amorosa. Um novo marido, uma nova esposa, uma outra paquera. Lavou, tá limpo. O mal é o que sai da boca.  

Por Celso Lima e Selma Quintão*

Com o advento da globalização e o fenômeno da internet, o salto do conhecimento foi muito grande. Porém, entre um passado não muito distante da atualidade, abriu-se um “buraco negro”, ou seja, nossos jovens pularam muitas etapas práticas e acumularam conhecimentos conceituais.

No entanto, temos alguns instrumentos capazes de unir certos pontos de contato entre o conceito e a realidade, pois o lego que os liga está pulverizado na âmbito da sociedade. Dentre esses, encontra-se o brechó, que a partir da sua cultura de liberdade, proporciona ao indivíduo condições de posicionar-se em face dos valores instituídos.

Durante muito tempo o brechó carregou uma certa repulsa por parte de pessoas que vivem em um mundo infantil e foram mantidas em estado de ignorância e que por isso mesmo, não conseguem romper a barreira que une seus elos preconceituosos. Não nos preocupemos, porém, com esses seres menores.

Quando observamos os acontecimentos que nos circundam, com uma atitude endereçada a obter uma compreensão clara, observamos que a ligação do conceito à imagem é uma condição clássica para preservar os elos das normas sociais.

De uma maneira comparativa, podemos observar que quando seu querer se aproxima das tendências, e também que suas atitudes desmentem seu querer, devemos dar atenção à vontade. Conhecer e querer são dois modos fundamentais de uma pessoa. Porém, a vontade pode leva-la à escolha.

A tendência de moda, na realidade, é um bem que não deve vigorar como fundamental . No entanto, a sua escolha é a afirmação de seu valor e sua faculdade espiritual revela seus elos intelectuais.

O brechó é um lugar legal, não deixe que ideias mal concebidas venham interferir no seu impulso irrefletido. Vá lá, entre, seja você mesmo. Uma pessoa jamais é grosseira se ajusta seu estilo, fala e comportamento às suas necessidades.

* Celso (51) é formado em filosofia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Trocou a vida acadêmica pelo comércio ao instalar um mega brechó em Governador Valadares, MG. Selma (47), sua irmã, é empresária de idêntico ramo na mesma cidade.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Cadê o cupido?


Por Rosilene Carvalho, radialista apresentadora/redatora
REG – 1192 - DRT- MG
rosecarvalho@hotmail.com

>> Manter o figurino nos eixos tanto profissional, quanto pessoalmente, tornou-se algo cada vez mais difícil para mulheres honestas, decididas e corajosas.

É o que revela o livro “'F#d@-se o cupido!”, da escritora Samantha Scholfield (editora Best Seller). Nas livrarias custa 29 reais. No Sebo do Golias, no centro de Vitória (ES), paguei apenas e tão somente 10 mirréis.

O "Guia de meninas atrevidas para pegar gatos", é uma autêntica aula de autoconfiança para que nós abordemos os homens sem arrumar encrenca com eles nem tampouco qualquer bronca em relação ao ambiente que frequentamos. Afinal, não vale mesmo a pena comprometer bom humor e a autoestima.

Hoje (15), debatemos o tema em nosso programa de rádio, com participação de ouvintes e especialistas no assunto. Ao folhear a obra, a amiga leitora ficará por dentro entre outras coisas –,  de orientações incríveis sobre os melhores lugares para uma paquera saudável.

E de quebra, dicas e truques para que os homens não percebam que estão sendo abordados com segundas intenções, honestas, claro. Queridinhas, ser natural e espontânea é algo que macho nenhum resiste.

Só não sei se após escrever sobre algo relacionado a nós, mulheres, neste espaço, terei nova oportunidade de aqui voltar. Mas ao ser convidada para participar do Cacarejada, ouvi repetidas vezes que o referido palanque virtual é “democrático”. Vamos aguardar e torçam por mim, prometo não me esquecer de vocês.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Ateeeeeende, safadinha!"

>> Alguém conhece algo mais irritante nesses tempos modernosos do que celular tocando alto e emitindo luzes como se fosse um disco voador? Aliás, hoje em dia esses aparelhos não trazem o ruído tradicional de telefone ao receber uma ligação.

O que se ouve são verdadeiros ataques aos tímpanos mais sensíveis, essas caquéticas trilhas sonoras da podridão melódica produzida com o aval da  mídia para idiotizar o povo e denegrir ao máximo a imagem da verdadeira cultura musical brasileira.

Não bastasse a falta de bom senso e o respeito ao próximo –  como se todos fossem obrigados a escutar o mau gosto em altos decibéis desses selvagens – os celulares atuais trazem, também, recursos técnicos permitindo que os botocudos instalem nos aparelhos sinais exóticos e extravagantes - acionados feito ruidosas lavadeiras por alguém que os contacta do outro lado da linha.

Segunda-feira (13), seis da da tarde, um calor infernal e a pressa de chegar ao trabalho. Na fila do supermercado – a  caminhar igual passos de tartaruga – o aparelho da periguetchy oxigenada enfiado no bolso traseiro do minúsculo short colado nos glúteos disparou parecendo uma buzina de caminhão:

"Ateeeende, safada... ateeeeende, safadinha... diz aí pru seu pintoso que você é minha putinha!" A declaração de "amor" tinha ritmo de pancadão funk carioca.

Conclusão da história:
O ridículo de certas inovações telefônicas agora é moda. Das mais cretinas já inventadas. Graham Bell deve estar  mutcho  puto da vida. E com razão.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Oxente, mainha!


>> Baianas vestidas a caráter fizeram na noite deste domingo (12) a lavagem da Marquês de Sapucaí, o templo do samba, na região central do Rio. No ato ecumênico elas usaram incenso, galhos de arruda, moringas com água de cheiro e vassouras de ervas. Distribuíram, também, fitinhas do Senhor do Bonfim.

Os orixás foram convocados para a "proteção" do carnaval carioca. Pombas brancas foram lançadas ao vento e uma salva de palmas, oferecida aos santos.

"Nunca tomei tanto passe na minha vida. Agora estou protegido", disse um político gaiato que participava do evento. E eu, humílimo escrevinhador desta página cacarejante, vos vocifero: Saravá, misifí!

Parece que as baianas esqueceram mesmo foi de "lavar" a própria Bahia, onde a greve da PM resultou em quase 200 assassinatos - somente na capital, Salvador - centenas de assaltos, lojas saqueadas, carros incendiados ou roubados, numa desordem generalizada como há muito tempo não se via por aquelas bandas. Dá pra mode entender, meu rei?
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ME ACODE QUE EU VOU TER UM TROÇO

Fãs, digamos, um “pouco” desajeitosas do bloco – “Fogo e Paixão” –  homenageiam o cantor Wando, que morreu na semana passada. A trupe reúne amantes da música brega no Largo de São Francisco, no centro do Rio de Janeiro. Confira que "beleza" de imagem.


Por outro lado, é evidente que não podemos comparar a chamada música "brega" do Wando com o lixo sonoro que hoje toca no rádio, na TV, na rua e na casa do vizinho, em alto volume (PASMEM!). Vamos deixar o artista descansar em paz. Afinal, o que ele cantarolava era um "brega chique".

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

"Sexo não é pecado. Fazer amor é preciso"


>> Fui recentemente ao centro de Belo Horizonte deixar a filmadora na assistência técnica, cuja loja se localiza em um antigo edifício de estilo neoclássico. Quando embarcava no elevador com destino ao quinto andar, uma jovem das madeixas pintadas de amarelo me entregou vistoso e insinuante panfleto entre tantos que o transeunte recebe por onde circula.

Como tenho costume, até mesmo por educação, recebo esses anúncios de maneira gentil e agradeço com um leve sorriso ao responsável pela distribuição do material.

Habituado à leitura, costumo me interessar pelo conteúdo escrito desta engenhosa estratégia de marketing. O que eu acabara de receber anunciava um sex shoping instalado no décimo andar do prédio.

Sem pressa naquele momento, resolvi ir até o local verificar com minhas próprias retinas as novidades e tendências que embalam fantasias sexuais dos apaixonados.

Tinha de tudo um pouco: preservativos em variadas cores e sabores, órgãos genitais artificiais (alguns, pasmem! assombrosos de tão perfeitos), cremes lubrificantes, pomada japonesa, gel para penetração anal, bonecas e bonecos infláveis, peças íntimas arrasantes, cinto de castidade (para quê eu não sei), máscaras da Mulher Maravilha e de outros personagens famosos e até chicotes... ui ai ui ai, além de uma abundância (sem trocadilho) dos mais bisonhos acessórios sexuais.

A trilha sonora que toca no estabelecimento tem formato de som ambiente, com sussurros e suspiros de dar arrepio no mais gélido dos mortais. Nada de axé, pagode, funk ou breganejo. Menos mal.

As funcionárias se vestem de maneira discreta, porém, perfumosas. Conversam apenas o necessário e fingem que não estão vendo quem entra e sai. A clientela idem, mantém a cautela e evita qualquer espécie de ruído que atraia atenção de curiosos.

"Sexo não é pecado. Fazer amor é preciso", avisa uma placa estrategicamente pendurada na sessão mais erótica com a imagem de Afrodite por testemunha.

O entra e sai é constante, tudo muito rápido. O perfil do consumidor dos sex shops se revela mediano, em sua maioria. Ele vai ao local já sabendo o que deve ou não adquirir, paga a mercadoria e desaparece como que num passe de mágica.

Meio sem graça diante daqueles apetrechos “pecaminosos”, achei por bem dar meia-volta e bater em retirada. Qual não foi minha surpresa ao me ver de cara com uma conhecida de outros carnavais que se dizia "evangélica" e alardeava aos quatro ventos não admitir nada de “errado” enquanto fosse solteira. Sem graça, diante de mim, olhou-me de cima em baixo, respirou fundo e questionou desembestada:

– Maaaarcos, o que sua pessoa está  fazendo aqui?

– O mesmo que você, respostei meio almocreve.

– Cuidado! Não é nada disso que você está pensando. Entrei no lugar “errado ”,  tentou explicar com visível nervosismo.

– Quer saber de uma coisa? Quem entrou no lugar errado foi eu e já estou de saída. Sinta-se em casa, respondi energicamente, mas com cuidado para não ofendê-la. Tchau mesmo, a gente se vê por aí, boa sorte.

Deixei aquele recinto de fininho e a menina ficou lá, estática. Parecia uma gazela petrificada diante do óbvio ululante. Sem a bíblia nas mãos, como costumeiramente faz em nome de "Jesus". Quem pode com essas mulheres modernosas?

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