sábado, 20 de agosto de 2016

Em grave crise financeira, Rádio Tupi demite funcionários


Por Marcos Niemeyer
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>> Enfrentando uma crise financeira sem precedentes em sua história com salários em atraso e frequentes greves ou paralisações dos funcionários, a Rádio Tupi do Rio de Janeiro vem demitindo nos últimos meses dezenas de jornalistas, apresentadores  e técnicos diversos.

A conceituada comunicadora e astróloga Glória Britho é uma dos que receberam cartão vermelho da emissora. Indignada, como todos nós profissionais do setor que a cada dia somos abandonados à própria sorte, Glória, que mantém sua própria página online — gloriabritho.com/ — se diz, no entanto, otimista com a receptividade de seu trabalho na internet.

Sobre a rádio, a astróloga ressalta: "Fiz o que pude para prestigiar, enaltecer, promover o veículo. É meu procedimento em qualquer lugar para o qual presto serviços. Mas se acabou o milho, acabou a galinha. Vida que anda, página que vira."

Vale lembrar que o declínio da radiodifusão nacional, que teve início a partir do final da década de 1990 com o atualmente quase finado CD, intensificou-se nos últimos dez anos a partir da popularização da internet e o avanço incontrolável dos dispositivos móveis.

Com um simples pen drive de oito gigas, por exemplo, um cartão de memória acoplado ao smartphone ou simplesmente acionando outras dezenas de dispositivos online, é possível programar a própria trilha sonora sem depender das até então "insubstituíveis" emissoras radiofônicas.

Diante da perda acentuada de audiência (as novas gerações não ouvem rádio) e a consequente dificuldade em conseguir bons patrocinadores que garantam o faturamento para manter as despesas, o rádio, principalmente o AM, despenca no abismo. Para quem, a exemplo de nós, dedicou toda uma vida a esse meio de comunicação e vê-lo agora praticamente tombar feito um velho elefante irresistente, é um golpe dos mais implacáveis. 

A Rádio Tupi do Rio de Janeiro, remanescente dos Diários Associados de Assis Chateaubriand e a mais notável grande emissora vítima da crise que assombra o setor radiofônico brasileiro, teve em seu comando nos últimos vinte anos, ninguém menos que Alfredo Raymundo — com o qual fomos pivilegiados em atuar nos tempos áureos da Rádio Sociedade da Bahia em Salvador e, posteriormente, no Sistema Globo de Rádio em São Paulo (Globo AM/ Globo FM e Excelsior — a extinta e saudosa 'Máquina do Som'). É mais um quadro que vai ficando pendurado na parede da memória
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nomes complicados deixam jornalistas em apuros


Por Marcos Niemeyer
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>> Apresentadores e narradores esportivos do rádio e da TV do Brésil varonil passam o maior sufoco quando precisam anunciar nomes de alguns atletas estrangeiros. Engana-se quem pensa que é por causa da pronuncia correta.

Afinal, todo jornalista que se preze deve saber falar ou, no mínimo, ter noções de inglês e espanhol. Os mais instruídos costumam dominar várias línguas faladas ao redor do planeta. O phodástico é quando deparam-se com assinaturas do tipo: Milan Bochetti, jogador italiano; Milton Caraglio, atacante argentino; Lukas Merda, goleiro polonês; Verônica Boquete, jogadora da Espanha; Franco Foda, ex-zagueiro alemão; Marco Casseti, lateral do Watford; Shinji Kagawa, meia japonês; Louis Picamoles, jogador de rúgbi francês, Chana Masson, ex-goleira da seleção brasileira de handebol e outras graças não tão famosas.

O sobrenome de atleta mais "delicado", porém, é de uma jogadora de futebol espanhola. A distinta recebeu na certidão de nascimento a assinatura de ANA BUCETA. Na década de 70, quando este humílimo aprendiz de escrevinhador dava seus primeiros passos em locução de cabine na TV Globo do Rio, os apresentadores da "Vênus Platinada" também passavam aperto ao anunciar o nome do mafiofoso TOMASO BUSCHETTA — preso no Brasil, e extraditado para a Itália.

Quem atuava naqueles tempos numa redação de rádio ou TV (e não era locutor) dava cambalhotas de tanto rir ao verificar o apuro em que se encontrava a rapaziada da locução. A única saída pescada pela turma era ler BUSQUETA, que nada tem a ver com a pronúncia italiana. E tome BUSCHETTA pra lá, BUSCHETTA pra cá.

Até que o chefe da Máfia Italiana sumiu do pedaço. Mais tarde, porém, o cabra teria fugido da prisão em seu país de origem e voltado ao Brasil. Ainda bem que a notícia não se confirmou, porque seria novamente, naquele tempo, o "caos" da locução radiofônica e televisiva no país descoberto pelo desocupado Cabral.
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sábado, 23 de julho de 2016

Movimentos na internet estimulam mulheres a abrir mão da maquiagem


Por Marcos Niemeyer


>> O recurso do embelezamento artificial remonta à antiguidade. Nesses tempos modernosos, porém, as fêmeas vaidosas andam a exagerar na dose. Como todo excesso é prejudicial, tornou-se praticamente impossível ver uma mulher a bordejar no pedaço em sua mais pura essência.

A maioria delas excede na maquiagem e nos cabelos pintados de amarelo-canário. A impressão que se tem é de um produto feito em série, tudo igual, tudo padronizado de acordo com as normas ditadas pela racista indústria cosmética e aval dos mafiosos meios de comunicação. 

Mas parece que nem tudo está perdido. Na internet, sobretudo no Facebook, têm surgido diversos grupos de mulheres em defesa da naturalidade feminina. Até mesmo algumas famosas artistas vêm abraçando a causa deixando se fotografar diante de sua verdadeira identidade estética.

Já estava mesmo passado da hora de surgirem coletivos contestatórios dos padrões de beleza europeus que nossas belas morenas e mulatas tentam imitar na marra. Um dos mais atuantes neste sentido é o "Encrespa Geral", — Instituto de Promoção Humana, Desenvolvimento Social e Cultural. 

O projeto incentiva o uso do cabelo natural, crespo e cacheado, a valorização da autoestima, estética e identidade negra. As ações do instituto englobam ainda, a divulgação da cultura popular afro-brasileira e africana, por meio de eventos periódicos em diferentes cidades brasileiras.

Atualmente o uso do cabelo natural é um movimento crescente no Brasil e em diversas partes do mundo. De fato, uma fêmea discretamente trajada, sem esses artifícios exagerados, resplandece a beleza que nenhum recurso maquioso consegue superar.

Em sua sabedoria de poeta da música, o mestre Caymmi já dizia em uma de suas canções: Marina, morena/ Marina, você se pintou/ Marina, você faça tudo/ Mas faça um favor/ Não pinte esse rosto que eu gosto/ Que eu gosto e que é só meu/ Marina, você já é bonita/ Com o que deus lhe deu.../.

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Não é assim que a banda toca


Por Marcos Niemeyer
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>> Se para ser "culto" e "avançado" for preciso concordar com cenas de sexo na TV, ainda mais com o objetivo de anabolizar relações homossexuais, confesso que vivo na idade da pedra lascada. As imagens de sexo entre dois homens levada ao ar recentemente pela Rede Goebbels numa de suas famigeradas novelas deveria ter sido evitada pela emissora.

Condeno a homofobia (afinal, cada um faz da sua vida o que bem entende e ninguém tem nada com isso). No entanto, ninguém é obrigado a achar normal imagens como essas através de um meio de comunicação criado com o objetivo de divulgar cultura e entretenimento sadio.

Sabe-se que no meio artístico é comum práticas homoafetivas, mas é inaceitável forçar a barra com esse tipo de comportamento diante da população com o falso argumento de que a sociedade brasileira precisa se "modernizar".

Parece que a Rede Goebbels não percebe que o "tiro" pode sair pela culatra, ou seja, quem é contra vai ficar ainda mais inflamado diante desses gritantes despropósitos. Afinal, como os pais vão explicar para seus filhos pequenos algo dessa natureza que a TV faz questão de exibir?

Cenas de sexo, sejam ou não homossexuais, deveriam ficar restritas às telas dos cinemas especializados no tema e em DVDs, onde há mais possibilidade de controle por parte dos pais. 

No meio dessa barulheira, os jornais e a internet divulgam que a primeira cena de sexo entre homens na TV brasileira é "elogiada" na internet, tentando passar falsa impressão sobre o caso. A informação é duvidosa e tendenciosa.

Não é à toa que maioria da população brasileira condena tais atitudes da emissora dos Marinho. Faça, internauta, sua própria pesquisa entre amigos e demais contatos para ver o resultado. O fato em questão é mais um desserviço que a Globo presta à sociedade brasileira.

Não bastasse o jornalismo manipulador e mentiroso da emissora, sua teledramaturgia se faz repleta de bandidagem, golpes, traições, adultério, sexo explícito e todo tipo de violência contra milhares de telespectadores.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Músicos de rua são vítimas da truculência de seguranças no Metrô carioca


Por Marcos Niemeyer
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>> Ao contrário do que acontece nos países do Primeiro Mundo — onde são aplaudidos e respeitados — bons músicos de rua que atuam nas estações do Metrô carioca continuam sendo perseguidos e levando porrada dos seguranças que atuam no referido sistema de transporte de passageiros.

Recentemente dois saxofonistas que tocavam "Carinhoso", "Rosa" e "Lamentos", de Pixinguinha, na Estação Cinelândia, no centro do Rio, foram agredidos moral e fisicamente por um bando desses truculentos leões de chácara.

Num país em que a boa música e a cultura são ignorados ou desconhecidos pela maior parte do povo, iniciativas que possam contribuir para melhorar tal situação deveriam ser incentivadas e não recebidas com paus e pedras. Os músicos de rua precisam se unir para cobrar das autoridades providências urgentes contra esse inaceitável tipo de "receptividade" a que estão sujeitos diariamente.

Aliás, não só músicos de rua vem tornando-se vítimas da truculência dos "seguranças" do Metrô. Skatistas e qualquer outro transeunte considerado "suspeito" ou "inadequado" — a exemplo de fotojornalistas — costumam levar golpes de cassetete da cacunda.

Diante dos boletins de ocorrência feitos pelas vítimas nas delegacias, a gerência do Metrô apenas informa que os "agentes de segurança" são afastados do cargo até o final da apuração do caso. Esses botocudos precisam aprender urgentemente como separar o joio do trigo.

Tal responsabilidade, sem dúvida, é da empresa que os contratam. Caso não haja medidas urgentes para controlar a situação, pessoas indefesas vão continuar a sofrer diante da violência desenfreada dos abomináveis "seguranças" do Metrô e outras espécies do gênero.
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