segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Azul destaca nomes de pássaros, personalidades da aviação civil e cidades brasileiras em sua frota


Por Marcos Niemeyer
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>> Nesses tempos cada vez mais necessários de preocupação e preservação com o meio ambiente, louvável a atitude de diversas companhias aéreas do Brasil e do mundo — que a exemplo de embarcações marítimas e fluviais costumam dar nome a esses meios de transporte homenageando animais aquáticos — tem usado a mesma prática em seus aviões ou simplesmente o desenho de um pássaro na fuselagem.

O logotipo tradicional da alemã Lufthansa, por exemplo, é representado por um Grou (grande ave voadora, citada em fábulas, poemas ou contos de fadas onde era mensageira de boa sorte e símbolo de vida longa. Na "América Airlines", os aviões apresentam a pintura de uma águia estilizada sobreposta ao par de letras. A ave é um forte símbolo nos Estados Unidos, país de origem desta companhia aérea.

Outra que, não só tem a logomarca que lembra uma ave de asas abertas como também o próprio nome em homenagem aos voadores criadores pela natureza, é a Passaredo. Conforme o Aurélio, Passaredo significa “uma grande porção de pássaros, uma passarada”. 

No Brasil, tal procedimento tem sido inteligentemente utilizado pela Azul Linhas Aéreas em sua frota composta por inúmeros Airbus e aviões de menor porte. Alguns deles trazem estampados em sua dianteira nomes do tipo "Tuiuiu Azul", "Gralha Azul" e "Ararinha Azul". Símbolo do Pantanal brasileiro, habitante de trechos da Mata Atlântica e da Serra do Mar e, ameaçada de extinção, voltou a ser vista em diversas regiões do nordeste, sobretudo na Bahia, Pernambuco e Piauí, respectivamente.

No caso do Tuiuiu, o bicho nada de azul tem. É branco na plumagem, bico preto e pescoço vermelho. O "azul" foi mesmo uma sacada inteligente de marketing da empresa para ficar o nome composto, obviamente destacando “Azul” como referência. Fundada em 2008 por David Neeleman na cidade de São Paulo, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras é a terceira maior companhia do gênero no Brasil em número de passageiros e a segunda maior em frota de aeronaves.

Atua em 99 aeroportos brasileiros e em oito internacionais. O atendimento excelente, descomplicado e a pontualidade nos horários fazem o diferencial em relação à concorrência. O nome da empresa foi escolhido através de um website, onde o público poderia registrar sugestões de nomes bem ao estilo brasileiro. Entre milhares de ideias (Samba, Abraço, Alegria, etc), o próprio Neeleman optou pelo nome da cor celeste.

"O nome Azul inspira sentimentos positivos, remete ao céu e é mais neutro do que “Samba”, nome que de fato recebeu mais votos"", disse o empresário. Já o autor da ideia, um paulista da capital, ganhou passe vitalício na companhia aérea com direito a acompanhante. Que outras aeronaves a cruzarem os céus do Brasil e do mundo continuem a esbanjar imagens e nomes de pássaros. A natureza agradece e todos aplaudem.

MAIS AZUL 

Outra boa sacada da Azul foi colocar nomes de cidades ou estados brasileiros em suas aeronaves. Tudo sugerido por internautas através do site da empresa. Vencedores ganharam passagens durante um ano nos voos da operadora para qualquer parte do país e com direito a um acompanhante.

Confira alguns nomes já pintados nos jatos da Azul: “Azul Paulista”, “Céu Azul”, “O Rio de Janeiro continua Azul” “Azulville”, “Azul é Brasil” “Tudo Azul”’ e “A Liberdade é Azul”. Nomes de pioneiros da aviação brasileira também são destaque nas aeronaves da Azul.
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domingo, 26 de novembro de 2017

Momento MPB estreia em nova plataforma digital



Por Marcos Niemeyer
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>> O Momento MPB" estreia em sua nova plataforma digital, MixCloud, onde passa a ser exibido às sextas-feiras (e não mais aos domingos), mantendo, porém, o horário que vinha sendo apresentado, das oito às dez da noite. Outra novidade é que a atração ficará disponível a partir do momento em que for postada em forma de podcast para quem quiser ouvir a hora que achar mais conveniente. 

A medida possibilitará que os programas sejam acessados na íntegra de qualquer ponto do Brasil e do mundo, inclusive através dos dispositivos móveis. Com cerca de duas horas de duração, o Momento MPB mantém sua proposta de resgatar e tocar o que existe de melhor na música brasileira, além de abrir espaço para novos talentos do gênero.

E nesta nova versão, estamos contando com algumas parcerias comerciais. São pequenos intervalos entre os blocos melódicos, mas nada que incomode a franciscana paciência do ouvinte. A produção e seleção musical  tem como responsável Selma Quintão e apresentação de Marcos Niemeyer. O primeiro programa desta nova etapa já está no ar. Clique no play para ouvir:
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O coice da Mula sem Cabeça



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


>> Em nossa época de criança era comum acreditar nas lendas que os mais velhos contavam com "conhecimento de causa". E não faltavam assuntos, principalmente na casa dos avós.

Causos a exemplo do Lobisomem, da Mula sem Cabeça, do Saci Pererê, do Caboclinho D'água (um sujeito mulato e miudinho que ficava às margens dos rios e virava as embarcações, caso os pescadores não levassem sua oferenda preferida: (farofa de galinha caipira & fumo de rolo) davam arrepios na criançada que sequer tinha o direito de duvidar daquilo que os adultos contavam seriamente.

Tinha até um tal de Boto-cor-de-Rosa que "engravidava" as mulheres como que num passe de mágica. Bastava uma fêmea, por menos vistosa que fosse, se aproximar do bicho para a barriga da distinta crescer que nem rosca fermentada no tabuleiro embaixo da brasa.

Os coitados dos maridões viviam com a pulga atrás da orelha. Esses e outros casos de mil novecentos & antigamente relembramos neste domingo (5), durante visita que fizemos à casa dos sogros (Dona Luzia & Sêo Calixto — ambos com quase oitenta anos) na aprazível localidade de Tarumirim, localizada a setenta quilômetros de Governador Valadares, no Leste mineiro, via BR -116, no sentido Salvador-Rio de Janeiro.

Enquanto preparava a mesa estrategicamente instalada na varanda de frente para o quintal repleto de árvores, pássaros e hortaliças com sabores típicos da culinária mineira feitos no fogão a lenha, Dona Luzia Angélica contou um causo dos mais "assombrosos".

Segundo ela, o fato ocorreu lá pelos longícuos anos cinquenta quando ainda era mocinha e morava com seus pais numa cidadezinha por nome de Itanhomi, a uns vinte quilômetros de Tarumirim, onde, nesta última, em comum acordo com o marido, Sêo Calixto, escolheu para viver após o casal residir por quase trinta anos em São Paulo, cidade em que seus três filhos foram criados.

Era noite de lua cheia e uma Mula sem Cabeça surgiu inesperadamente soltando imensas bolas de fogo pelas orelhas e narinas na rua do pacato lugar. Apavorados, todos trataram de entrar em suas casas trancando portas e janelas. Ato contínuo, o bicho tentou entrar pela janela lateral de uma vizinha que tinha ficado aberta para "roubar" um bebê recém-nascido, que descansava feito anjo no berço preparado pela mãe.

Foi aí que o povo começou a gritar desesperadamente na tentativa de escorraçar a entidade fantasmagórica. Acuada, a Mula sem Cabeça relinchou parecendo que pegava fogo e sumiu na brenha da mata mais próxima. "Antes, porém, deu um baita dum coice na porta da casa e a marca desse coice tá lá até hoje", conta Dona Luzia com ar de seriedade. 

DETALHE IMPORTANTE

Aprendemos desde a infância que nomes próprios devem ser escritos com iniciais maiúsculas. Também está escrito no Fomulário Ortográfico que devemos escrever com iniciais maiúsculas os nomes de seres mitológicos, o que é uma redundância, pois esses nomes são próprios e estão incluídos na regra maior dos nomes próprios.

Apesar disso, estranhamente, alguns gramáticos recomendam que se escreva os nomes de entidades do folclore brasileiro em minúsculas. Quer dizer: o nome dos seres da mitologia grega se escreve com iniciais maiúsculas (Minotauro, Cérbero, Esfinge, etc).

Mas os coitados do Saci Pererê, Lobisomem, Mula sem Cabeça e outros menos cotados, pertencem a uma mitologia das classes baixas de um país subdesenvolvido e por isso não merecem a deferência de uma inicial maiúscula. De minha parte, continuarei escrevinhando o nome desses indefectíveis bichos do folclore brasileiro com letras maiúsculas.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Rio Doce apresenta sinais de recuperação dois anos após a grande tragédia



Por Marcos Niemeyer
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>> Dois anos após a tragédia provocada pela Samarco com o rompimento da barragem de Mariana, na região central de Minas, o Rio Doce vai aos poucos se recompondo – em que pese o fato de dificilmente voltar a ser como antes com sua verdejosa vegetação nativa e uma fauna repleta de animais.

Em Governador Valadares, no Leste mineiro e a maior cidade banhada pelo Rio Doce, já é possível ver pescadores em diferentes pontos do município retirando das águas — que ainda não estão totalmente limpas da lama apocalíptica da mineradora — peixes das mais diversas espécies. Observa-se, também, animais de pequeno porte e inúmeras aves bordejando às margens do rio. São pacas, capivaras, jacus, macacos, garças, tucanos, patos pretos, lagartos, cobras e até filhotes de jacaré.

Na ilha dos Araújos, bucólico bairro de classe média alta localizado na área central da cidade, há uma grande concentração de animais silvestres no trajeto do Rio Doce que segue na direção do Atlântico, no Espírito Santo. Uma atração à parte na Ilha é o calçadão de cinco quilômetros (todo revestido de pedra portuguesa) que contorna o bairro e serve para caminhadas de nativos e turistas. Imensas árvores e outras de menor envergadura acompanham o trajeto do calçadão. Quem passa pelo local pode até colher com as próprias mãos manga, banana, mamão, acerola, etc.

O pico da Ibituruna, com mil 128 metros de altitude em relação ao nível do mar e considerado um dos melhores pontos do planeta para a prática de voo live, é visto de todos os bairros da cidade. Anualmente, em março, é realizado em Valadares o Campeonato Mundial de Paraglider, com a presença de inúmeros competidores dos mais diferentes pontos do país e do exterior. "Gevê", como também é conhecida, conta com outros locais interessantes a exemplo do Mercado Municipal, o Museu da Cidade, a Praça Serra Lima, a Estação Ferroviária, a Catedral, a antiga Açucareira, etc.

O comércio é forte e bem diversificado, com centenas de lojas espalhadas pela cidade. Quem gosta de visitar bazares e brechós não pode deixar de conhecer um dos mais charmosos deles. Trata-se do “Brechó Cotidiano”, localizado no número 325 da Rua José Luiz Nogueira, ao lado do mercado, no centro da cidade. Bem movimentado, o estabelecimento possui roupas e acessórios que agradam a gregos & troianos. A proprietária do brechó é a paulista e budista Selma de Lima Quintão, 53 anos, que estudou filosofia e gosta de música boa. Em sua loja, uma vitrola vintage toca diariamente em som ambiente Bossa Nova, Clube da Esquina, jazz, música clássica e até canto gregoriano.

Cidade planejada e relativamente nova (completa 85 anos de emancipação política em janeiro de 2018), Valadares tem ruas e avenidas amplas e retas. É toda arborizada e sua população atual é de cerca de 300 mil habitantes. Registrando altas temperaturas na maior parte do ano, Governador Valadares tem vivido momentos atípicos nesses últimos meses.

Esse ano fez até frio na cidade (em julho os termômetros chegaram a registrar 12 graus pela manhã), o que raramente ocorre por aqui. E após um longo período de estiagem, esta semana voltou a chover na região. Não o suficiente para deixar o Rio Doce caudaloso, mas contribuiu de maneira significativa para manter a temperatura agradável.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Vinhetas produzidas pela Rádio Globo são inigualáveis



Postado´por Marcos Niemeyer
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>> As mais belas vinhetas produzidas na história da radiodifusão brasileira foram feitas nas décadas de 1970/80 pela Rádio Globo do Rio de Janeiro. Uma das mais conhecidas em todo o Brasil e até no exterior é aquela precedida por um assobio e que diz o nome da emissora na sequência: “Fiu fiu Rádio Globooooo...”.

A ideia surgiu a partir da música “Stella”, composta no final da década de 1960 pelo cantor Fábio em parceria com Paulo Imperial. O Refrão da canção que Fábio acabou incorporando ao seu próprio sobrenome dizia “Stellaaaaa, em que estrela você se escondeu...”.

A partir desse mesmo refrão, a emissora carioca lançou dezenas de vinhetas numa espécie de “grito de guerra” dos times de futebol. “Flamengooooo”, “Fluminenseeeee”, “Vascooooo”, “Botafogooooo”, “Corinthiansssss”, “Palmeirasssss”, “São Paulooooo”. 

Neste especial com quinze minutos de duração, onde contamos com a brilhante participação do radialista, jornalista, escritor e humorista baiano Paulo Gomes através de seu comentário sobre o tema procuramos resgatar a importância do referido trabalho produzido pela Rádio Globo e que sempre será lembrado e pesquisado através dos novos dispositivos de mídia.
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