sábado, 26 de novembro de 2016

Brechó estiloso faz o diferencial do gênero na Zona Sul carioca


Por Marcos Niemeyer


>> Quem curte brechó e não abre mão em garimpar roupas e objetos exclusivos nesses incríveis espaços cada vez mais populares nos grandes centros urbanos por preços que parecem ter "caído" do céu, não pode deixar de conhecer um dos mais convidativos deles no Rio de Janeiro (calcula-se em quase duzentos o número desses estabelecimentos espalhados pela cidade).

Trata-se do Brechó Estilo By Celso, localizado em Copacabana, na Zona Sul carioca. A loja dispõe de uma grande variedade de roupas masculinas e femininas novas e seminovas, acessórios, bijuterias e uma infinidade de objetos de decoração e artigos vintage, nacionais e importados. O proprietário do estabelecimento, Celso Quental, recebe diariamente em seu brechó artistas, jornalistas, figurinistas, estilistas e representantes das mais diversas tribos, além do público tradicional.

"Certa vez, ao passar aqui frente, a atriz Sônia Braga resolveu entrar para conhecer o ambiente. Agora, além de cliente, é também minha amiga", revela Celso. O brechó, que começou há treze anos vendendo apenas objetos, hoje oferece ampla variedade de roupas e acessórios de todas as épocas e estilos. Malas e chapéus são alguns dos itens mais procurados por produtores e figurinistas. Já os vestidos de festa dos anos 80 fazem a cabeça de quem busca algo para uma festa à fantasia.

"Sempre trabalhei no comércio e cheguei a ter um antiquário, na rua do lavradio, no centro do Rio Antigo, o 'Antique Center'. Quando foi inaugurado, eu era um dos sócios, mas depois a vida tomou outros rumos. E aí, acreditei no advento do brechó. Curto muito o que faço atendendo a diversas produções de teatro, cinema e TV", fala descontraidamente.

A loja compra artigos e também vende por consignação (nesse caso, o artigo é "emprestado"ao brechó). Se for vendido, o dono da loja divide o valor com o dono da peça. Se não for vendido, o artigo é devolvido. Compras também podem ser feitas online através do Facebook da loja ou via Mercado Livre.

O Estilo By Celso figura na lista dos quinze brechós mais conhecidos e visitados do Rio. Vira e mexe, a loja figura em capas de revistas, programas de TV e referências das mais diversas na internet postadas por clientes e amigos.

O brechó, fica no número 581, loja 352, da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, fone: (21) 2255-4004), bem próximo ao Beco das Garrafas, berço da Bossa Nova, o mais importante movimento da história da música popular brasileira. Portanto, aqueles  que a exemplo deste modesto aprendiz de escrevinhador costumam conjugar o verbo “garimpar” — os brechós são autênticos lugares em que a gente vai e esquece a hora de voltar. 

De miudezas e colecionáveis artigos a roupas de grife de estilistas renomados ou não, esses locais encantam pela naturalidade e descontração. Sem contar que, como diria minha saudosa vovozinha, “Fio, lavou... tá novo!”. Confira uma panorâmica do entorno do Brechó Estilo By Celso no Google Steet View. 
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domingo, 20 de novembro de 2016

Político brasileiro só mija fora do penico

É a primeira vez na história desse país (e tomara que não seja a última) que políticos foras da lei são presos e passam a ver o sol nascer quadrado no xilindró. De nada adianta riqueza, fama e poder, se o espírito e o caráter estão atolados até o pescoço na lama. Afinal, dinheiro nenhum desse mundo paga a liberdade e a dignidade do homem.  

Vendo as imagens de Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, ex-governadores do Rio de Janeiro, numa situação vexatória e humilhante e cujas imagens estamparam as manchetes da mídia nacional e internacional no início da semana, dá pra sentir até "pena" — muito embora eles estejam colhendo aquilo que plantaram. Caso fossem honestos e honrassem suas atividades políticas, certamente não estariam passando por algo dessa natureza.

O encrencado com a lei, Anthony Garotinho (56 anos) — cujo nome verdadeiro é Anthony William Matheus de Oliveira — por exemplo, não é mesmo flor que se cheire. Também, radialista, ele iniciou sua controvertida vida pública no rádio aos quinze anos de idade, em Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense, sua cidade natal. Trabalhou nas rádios Nacional e Tupi AMs, no Rio.

Em suas atividades radiofônicas, em vez de criar sua própria identidade, ganhou o apelido de "Garotinho", ao narrar preliminares de jogos de futebol, na Rádio Cultura, de Campos, com apenas quinze anos de idade, imitando o "Garotinho" José Carlos Araújo, ex-rádios Nacional e Globo e atualmente, na Rádio Tupi.

Ao entrar no ar, era apresentado da seguinte maneira: "Agora, com vocês, o garotinho Anthony Matheus". O apelido pegou, mas rendeu a ele processo na Justiça movido pelo verdadeiro "Garotinho do Rádio", o também radialista e narrador esportivo José Carlos Araújo, que consagrou-se com a referida alcunha — a ponto de registrá-la como sua marca.

Este processo, à época em que Garotinho (o político) concorria ao cargo de governador do estado, em 1998, acabou em acordo nunca cumprido pelo réu, que durante anos produziu e apresentou na Rádio Tupi o programa "Fala Garotinho, Show do Garotinho".

Após ingressar na política, Garotinho continuou a trabalhar no rádio, com destaque para suas incontáveis intervenções diárias na carioca "Melodia FM", de cunho político e religioso. Veículo de comunicação que até a metade do século passado chegou a ser considerado o mais importante de todos os tempos, o rádio, infelizmente, desembestou-se pelo caminho errado.

Atualmente, a maioria das emissoras está sob controle dos vendilhões da fé e dos políticos cada vez mais corruptos. Na condição de radialista profissional aposentado, com atuação em diversos prefixos nos mais diferentes pontos do país — inclusive, em emissoras de TV — confesso que sinto-me envergonhado em saber que as ondas do rádio serviram (e ainda servem) para criar falsos profetas e políticos que jamais deveriam abrir o bico pra falar asneiras frente aos microfones com o objetivo de enganar o povo.

Os verdadeiros profissionais do setor não merecem isso. E o ouvinte, muito menos. Diz o provérbio popular que "quem planta vento, colhe tempestade". No caso do "Garotinho" (e dos demais políticos desonestos), não adianta fazer birra ou tentar dar uma de vítima. Bangu e outros "vistosos" presídios aguardam sem mais delongas a presença deles. .
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Cabra macho: uma espécie em extinção



Por Marcos Niemeyer


>> Nesses tempos em que ninguém sabe mais quem é quem, as mulheres estão sendo obrigadas a dividir com o namorado ou mesmo com o maridão calcinha, sutiã, maquiagem e até (acreditem!) absorventes higiênicos (pra deixar o cenário ainda mais 'real'). Parece mesmo que grande parte dos homens tem decidido abandonar a cara metade e partir de mala e cuia pras "vias de facto" com alguma figura do mesmo sexo, objectivando suas fantasias sexuais sem pecado & sem juízo.

Foi o que aconteceu com um sujeito de 36 anos, morador na cidade de Cacoal, de 78 mil habitantes, localizada em Rondônia. O cabra resolveu dar um basta na vida a dois com sua esposa para morar com o cunhado, de 38 anos. Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.

O casamento parecia um conto de fadas até aparecer Pedro Rochinha Siqueira, irmão de Ana Paula, e até então melhor amigo e único confidente. Pedro, que também já foi casado, era conhecido na cidade como um pastor "íntegro e milagreiro".

Em seus testemunhos se apresentava como "ex-homossexual", e creditava ao poder divino o fato de ter virado "homem de verdade". Durante quase uma década ele se apresentou em boates gays sob o pseudônimo de "Shirley Mac Lanche Feliz". Depois de convertido, transformou-se no "Pastor Rochinha".

Sua fama extrapolou os limites geográficos do município e ganhou aparição nacional em programas sensacionalistas de TV sobre temas que exploravam religião e sexualidade. Ana Paula acredita que seu casamento se desfez por conta da recusa em praticar  intimidades "pecaminosas" com o maridão.

“Ele era obcecado por sexo anal & oral”, disse a dona num programa de rádio. A esposa abandonada acredita que seu irmão, o "Pastor Rochinha", se valeu desta informação das mais picantes para oferecer ao marido um diferencial "competitivo". Flavio, por sua vez, deu entrada na justiça em um pedido de guarda definitiva dos filhos gêmeos por acreditar que “é melhor um filho ser criado pelo pai e pelo tio do que por uma mãe solteira”.
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domingo, 6 de novembro de 2016

Palpite infeliz

Por Marcos Niemeyer
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>> Um dos mais raros documentos da história da MPB, a letra da melodia “Palpite infeliz”, samba composto por Noel Rosa em 1935 e escrita originalmente em papel de embrulhar pão pelo “Poeta da Vila”, foi parar há mais de sessenta anos na cidade mineira de Governador Valadares, onde encontra-se até hoje guardada como verdadeira relíquia na casa de uma advogada aposentada.

O documento foi achado numa lata de lixo no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. A originalidade do mesmo tem comprovação de especialistas no assunto — conforme conta o jornalista Tarcísio Alves, morador em Valadares e que já viu o escrito de perto. “Muitos estudiosos da obra de Noel Rosa já vieram aqui para ver esse documento de perto. Alguns chegaram a oferecer boa quantia em dinheiro por esse tesouro artístico”.

A melodia, gravada por grandes nomes da música brasileira, além do próprio autor, é considerada o ápice da disputa entre Noel Rosa e o sambista Wilson Batista que havia composto "Lenço no pescoço", uma homenagem ao estilo de vida malandro, à qual Noel responde com o samba "Rapaz Folgado", uma crítica àquele estilo de vida. Wilson, então, compõe "O Mocinho da Vila", ao que Noel responde com a obra-prima o "Feitiço da Vila". Wilson segue com "Conversa Fiada" e, finalmente, Noel lança "Palpite Infeliz". Wilson, irritado, compõe uma música criticando um defeito físico de Noel, mas ele não retruca a provocação.

Wilson insiste com outra música, "Terra de Cego", e Noel usa a mesma melodia para compor a resposta, "Deixa de Ser Convencido", que encerra a polêmica. O subsequente sucesso das músicas de Noel "O feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz", indubitavelmente dão a ele a vitória nesta disputa. Ouça a melodia na interpretação de Ivan Lins.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Escalada da violência aterroriza Juiz de Fora



Por Marcos Niemeyer


>> Considerada segura até há pouco mais de uma década, Juiz de Fora passa por uma onda de violência sem precedentes em sua história. As manchetes policiais estampam diariamente casos cada vez mais macabros. 

Assaltos a mão armada, latrocínios, brigas com mortes no trânsito, crescente tráfico de drogas, etc, tornaram-se frequentes na cidade, cuja população é de cerca de 700 mil habitantes. Na noite deste sábado (29) mais um crime estarrecedor chocou a opinião pública. 

A empresária Elisane Aparecida Moreira Dias, 36 anos, foi morta com um tiro na cabeça após criminosos de gangues rivais invadirem um restaurante e pizzaria de propriedade da vítima localizado na Avenida Governador Valadares, no bairro Manoel Honório, na região central e disparar suas armas contra clientes e funcionários que estavam no estabelecimento.

Um rapaz de dezoito anos levou cinco tiros e foi transportado em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro. Uma criança de onze anos também foi atingida de raspão. Elisane foi atingida com vários tiros e morreu no local. Os assassinos, filhos de Satanás com a Pombagira, fugiram num veículo estacionado nas proximidades.

Encurralados por viaturas da PM, eles foram presos no centro da cidade. Um adolescente de quinze anos que fazia parte do bando foi dominado por populares e entregue à polícia. Com o "di menor", os PMs encontraram um revólver calibre 38 carregado e dois celulares, provavelmente roubados.

Pouco antes da tragédia, ocorreu violenta troca de tiros entre bandidos de gangues rivais, e um deles teria entrado no restaurante na tentativa de se esconder. Ato contínuo, os desafetos invadiram o estabelecimento e abriram fogo. Gritos e desespero tomaram conta do ambiente. Um cenário de horror a poucos metros da delegacia do bairro.

Os delinquentes já tem várias passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo. Dois dias após o crime, o restaurante permanece fechado. Populares e amigos da família enlutada depositaram flores e mensagens na porta do restaurante. Comerciantes e moradores da área estão revoltados, inseguros e clamam por justiça.

Enquanto o Brasil não mudar seu arcaico Código Penal, adotando leis mais rigorosas contra a criminalidade, o cidadão de bem vai continuar à mercê da violência desenfreada. Policiamento ostensivo, revistas em suspeitos, busca e apreensão fazem-se urgentemente necessários.

Ainda neste fim de semana, um grupo de menores fez um arrastão na Avenida Rio Branco, em pleno centro de Juiz de Fora. Motoristas e pedestres que passavam pelo local foram saqueados sob a mira de revólveres.
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