quarta-feira, 21 de setembro de 2016

No Dia do Radialista, profissionais do setor não tem muito (infelizmente!) o que comemorar


Por Marcos Niemeyer
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>> A exemplo do que ocorre todos os anos, radialistas brasileiros "comemoram" nesta quarta-feira (21) o dia da profissão da categoria que nos últimos anos tem sofrido duros golpes com o desemprego, figuras estranhas ao meio exercendo a atividade, baixos salários, perda cada vez maior de audiência, emissoras controladas por vendilhões da fé e outras mazelas que assombram os profissionais do setor.

A presente data ficou conhecida no meio radiofônico como "Dia do Radialista". Uma lei, porém, alterou a data de comemoração oficial da categoria, passando para sete de novembro. A história teve início em 1943, no Governo Getúlio Vargas. O então presidente sancionou uma Lei com a qual fixava um piso salarial, ou remuneração mínima para os profissionais da categoria.

"Consta que numa reunião realizada na Rádio Nacional teria sido decidida a escolha da data do referido decreto Lei, 21 de setembro, como referência para se comemorar o Dia do Radialista. Na primeira comemoração, todas as emissoras do Rio de Janeiro silenciaram. Os profissionais foram à rua participar de uma gincana com corridas de calhambeques e foi servido um churrasco na Quinta da Boa Vista", conforme lembra a professora de radiojornalismo e pesquisadora carioca Débora Lopez.

A partir de uma mudança estabelecida por lei federal em 2006, os radialistas passaram a ter duas datas para comemorar, além do tradicional Dia do Rádio (25 de setembro). O dia 21 de setembro virou uma data simbólica e sete de novembro a oficial.

A mudança aconteceu em decorrência a uma homenagem ao grande compositor e radialista mineiro Ary Barroso. Portanto, e apesar de tudo, parabéns a todos os companheiros radialistas do país. E no dia 7 de novembro tem mais "comemoração". São duas datas especiais para os profissionais desse que um dia foi o mais importante meio de comunicação do Brasil, mas que ainda tem sua forte marca registrada no imaginário popular.
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sábado, 17 de setembro de 2016

Políticos mentirosos e trapaceiros



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> "Podem esperar um cara totalmente diferente de todos os prefeitos que já tiveram aqui. Quero andar nas ruas, quero ver a necessidade do povo e ver, por exemplo, um vazamento de água e eu mesmo ligar para o Serviço de Água e Esgoto da cidade e dizer: O que vocês estão fazendo aí que não vieram consertar? Eu quero ser o prefeito que vai olhar cada esquina. Comigo não vai ter roubalheira; pau é pau, pedra é pedra."

A manjada retórica é de um certo candidato a prefeito de Governador Valadares, no Leste mineiro, em entrevista ao Diário do Rio Doce — jornal de direita local, que há mais de cinquenta anos defende os interesses das classes dominantes da região. Agora, como de costume, candidatos prometem de tudo.

Após as eleições, somem como que num passe de mágica. Conhecida por exportar nativos para os Estados Unidos desde meados da década de 1950, a calorenta Valadares experimenta um dos piores momentos políticos de sua história, com vereadores de diversos partidos presos ou afastados de suas funções pela justiça por desvios criminosos de verbas públicas.

O milionário esquema de corrupção desarticulado recentemente pela Polícia Federal na chamada “Operação Mar de lama” — numa alusão à tragédia gerada pelo rompimento da barragem da Samarco em novembro do ano passado e que contaminou o Rio Doce em seu trajeto que passa pela cidade —, envolve representantes do primeiro escalão da prefeitura e empresários até então conceituados no município.

A prefeita Elisa Costa (PT) também está sendo denunciada por receber propina dos foras da lei. O dinheiro roubado pelos políticos de Governador Valadares havia sido repassado pelo governo federal para atender vítimas das últimas enchentes que deixaram centenas de desabrigados na cidade.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nando Cordel faz duras e merecidas críticas contra o lixo sonoro


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> O consagrado compositor Nando Cordel acaba de tocar num assunto que a maioria dos verdadeiros artistas da música brasileira tem medo de fazer, seja por cumplicidade com a degradação melódica ou mesmo por covardia. 

Num recente vídeo caseiro de três minutos, Nando baixa merecidamente o cacete no lixo sonoro que tomou conta do país nos últimos tempos. "A música atual tá num nível baixíssimo, cheia de pornografia, degradante, tá no fundo da lama, da lama podre. Essa música de hoje tá atrofiando a mente das pessoas, das crianças. O rádio, a televisão, os jornais, todo mundo nessa onda", dispara.

O artista ainda fala sobre o poder de transformação que a música tem na sociedade. "A música veio para fazer o bem e embelezar as almas, e não para alienação total, como está acontecendo agora. A gente precisa acordar e não deixar essa música dissolver a ética e a moral." 

Com mais de 25 discos gravados, Nando ainda faz um apelo a todos os compositores: "Gostaria de dizer que nós precisamos refletir e oferecer uma música de qualidade, que eleva, que pode fazer você feliz. Pense numa música de paz e faça uma música melhor."

O vídeo postado no Facebook do compositor tem  milhares de visualizações e compartilhamentos e uma incalculável enxurrada de comentários. Se a música brasileira chegou a essa lamentável situação, os grandes nomes da MPB, em sua maioria, tem uma parcela de culpa muito grande.

Afinal, quando a diarreia sonora apenas germinava eles nada fizeram, não criaram uma linha de frente que pudesse evitar o pior, não questionaram, pararam de compor belas melodias, ficaram de braços cruzados. Agora, talvez, seja tarde para chorar o leite derramado. Por outro lado, Nando Cordel está de parabéns pela coragem em dizer a verdade nua e crua. Confira:


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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Duro golpe contra a democracia brasileira



Por Cláudio Moura*
Rio de Janeiro
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>> E o Golpe Branco foi consumado na triste tarde de 31 de agosto de 2016. Dilma Rousseff perdeu seu cargo por 61 votos a favor e 20 contra o Impeachment. Dilma deixa o governo sem que nenhum crime tenha sido provado contra ela.

Sofreu uma cassação politica, o que não é previsto na Constituição brasileira. O governo ruim de Dilma não serve como pretexto para a sua saída. A presidente foi cassada numa trama que envolveu uma série de situações alinhavadas e comandadas pela direita brasileira, derrotada quatro vezes consecutivas pelo PT.

Não satisfeitos, aliaram-se a outros fisiologistas de vários partidos e pequenas legendas de aluguel para derrubar a presidente legitimamente eleita. O deputado federal fluminense, Eduardo Cunha, um dos maiores bandidos do parlamento brasileiro em todos os tempos, foi o principal elemento na detonação do processo que chego ao seu final nesta quarta-feira (31).

Dilma teve sua sorte selada quando a Câmara de Deputados, talvez a mais corrupta do mundo, aceitou o pedido de instalação do processo de impeachment, já à época sem nenhum crime formal provado contra Dilma.

O golpe de misericórdia na presidente Dilma foi dado pelo seu vice-presidente, o ratazana Michel Temer, um oportunista e fisiologista contumaz, conhecido por suas tramas ardilosas no Congresso, que traiu a presidente para servir os interesses daqueles a quem ele sempre serviu: elites brasileiras, o mercado financeiro, o capital internacional e o parasita empresariado nacional.



O Partido dos Trabalhadores tem grande parte de culpa no que ocorreu. Ao aliar-se aos inimigos da classe trabalhadora, desde o primeiro mandato, o PT preferiu fazer o jogo institucional e defender a governabilidade a qualquer preço. Loteou seus governos e distribuiu cargos a todos os partidos que o apoiassem.

Deu no que deu: o PT afundado em corrupção e desmandos de toda ordem, os mesmos cometidos há décadas pelos partidos representantes da burguesia. Com a ascensão do grupo do golpista Michel Temer e seus aliados do PSDB, do DEM, do PSD, do PP e de mais uma dezena de pequenos partidos de aluguel, o futuro será mais duro para a classe trabalhadora; mais ainda que nos governos neoliberais/populistas da era PT.

Toda a sorte de cortes nos direitos trabalhistas, nas regras de aposentadoria e a precarização nas condições de trabalho deverão ocorrer nos próximos meses sob o comando do Congresso, que majoritariamente representa a classe patronal e os interesses do grande capital.

Sérgio Moro, o juiz seletivo, cumpriu o seu papel com a Lava-Jato: desmantelar o PT; vazar áudios seletivos na imprensa; calar-se em temas relacionados ao PSDB e não analisar gravações, antes de Dilma ser cassada, que poderiam colocar na cadeia mais de uma centena de empresários e políticos de vários partidos. 

Moro trabalha duro ainda na sua última missão: a de tentar tornar Lula inelegível. Os brasileiros que têm um mínimo de consciência do que se passa ao seu redor estão de luto. Não há vencidos e nem vencedores. Há sim um grande perdedor: o povo brasileiro, aquele que constrói a riqueza para os poderosos, uma minoria, usufruírem há séculos.
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*Cláudio Carvalho de Moura é gaúcho de Rio Grande e militante ativo do PCB. Radialista, exerce a função de sonoplasta há quase trinta anos no Sistema Globo de Rádio/ Rio de Janeiro (Globo/CBN). Nas Olimpíadas 2016 participou como convidado da CBN em diversos comentários sobre handebol.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Internet transforma usuários em autênticos zumbis


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
novavirtualfm.com 
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>> A nova onda desencadeada no Facebook é postar uma foto em preto e branco numa suposta luta contra o câncer precedida pela hashtag #desafioaceito. Após ver na linha do tempo de amigos e demais contatos desta página o tal "desafio", resolvemos pesquisar no Google na tentativa de descobrir a origem do fato. Constatamos a partir de alguns cliques que até o momento não se sabe ao certo como a campanha começou ou se alguma entidade de combate ao câncer está mesmo envolvida nisso.

Além do mais, #desafioaceito e #challengeaccepted são hashtags antigas da internet, geralmente usadas para desafios envolvendo superações pessoais (como atingir alguma meta de perda de peso) ou em mobilizações para pegadinhas, a exemplo da página de humor "Não Salvo". O que, convenhamos, não passa de mais um modismo dos tantos que pipocam feito formiga no pote de açúcar nesses tempos modernosos.

Descobrimos mais adiante que o perfil do Facebook que curte uma dessas postagens é convidado a participar do ato recebendo através de mensagem privada, um texto “desafiando” o usuário a postar uma foto em preto e branco.

Recentemente, uma atriz norte-americana publicou fotos em preto e branco na web mostrando o momento em que raspou os cabelos no tratamento contra um câncer de mama. Não foi confirmado, porém, se tal medida teve qualquer relação para o desenvolvimento da nova mania.

De minha parte, não postei e nem vou postar qualquer coisa nesse sentido, pois jamais sigo tendências estabelecidas pelos meios de comunicação, inclusive a internet. Não sou objeto para ser manipulado. As pessoas, infelizmente, em sua maioria estão se transformando em verdadeiros zumbis diante do "admirável mundo novo" ao acatarem passivamente essas invenções que surgem a todo instante e tornam-se virais. 

Afinal que diferença, por exemplo, uma imagem seja de que cor for vai fazer na luta contra o câncer? Não há explicação convincente para isso. Alguém mais atento jogou um facho de luz no "desafio aceito" através de postagem no próprio Facebook. Merece uma refexão: — Quer um desafio de verdade? Visite um hospital de oncologia, doe sangue, que pode colaborar com muita gente necessitada. Não pode doar sangue ou medula? Que tal doar aqueles dez reais que seriam gastos em alguma besteira para ONGs como a "Cabelegria", que confecciona perucas para crianças em quimioterapia. Não tem dez reais pra doar? Que tal em vez de compartilhar uma foto sua em preto e branco, pesquisar e divulgar informações sobre prevenção e sintomas do câncer? Isso sim é campanha contra o câncer.
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