terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Ateeeeeende, safadinha!"

>> Alguém conhece algo mais irritante nesses tempos modernosos do que celular tocando alto e emitindo luzes como se fosse um disco voador? Aliás, hoje em dia esses aparelhos não trazem o ruído tradicional de telefone ao receber uma ligação.

O que se ouve são verdadeiros ataques aos tímpanos mais sensíveis, essas caquéticas trilhas sonoras da podridão melódica produzida com o aval da  mídia para idiotizar o povo e denegrir ao máximo a imagem da verdadeira cultura musical brasileira.

Não bastasse a falta de bom senso e o respeito ao próximo –  como se todos fossem obrigados a escutar o mau gosto em altos decibéis desses selvagens – os celulares atuais trazem, também, recursos técnicos permitindo que os botocudos instalem nos aparelhos sinais exóticos e extravagantes - acionados feito ruidosas lavadeiras por alguém que os contacta do outro lado da linha.

Segunda-feira (13), seis da da tarde, um calor infernal e a pressa de chegar ao trabalho. Na fila do supermercado – a  caminhar igual passos de tartaruga – o aparelho da periguetchy oxigenada enfiado no bolso traseiro do minúsculo short colado nos glúteos disparou parecendo uma buzina de caminhão:

Ateeeende, safada... ateeeeende, safadinha... diz aí pru seu pintoso que você é minha putinha! A declaração de "amor" tinha ritmo de pancadão funk carioca.

Conclusão da história:
O ridículo de certas inovações telefônicas agora é moda. Das mais cretinas já inventadas. Graham Bell deve estar  mutcho  puto da vida. E com razão.

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