segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amores na corda bamba


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmil.com 
Siga-nos no Facebook. Clique aqui.

>> Missão cada vez difícil nesses tempos modernosos é manter um relacionamento amoroso estável e duradouro. Pelo menos no início, somos ou tentamos ser mais fortes do que a mais dura das pedreiras.

Todo mundo já fez besteira em nome do amor, mas que no fundo costuma não ser nada além de uma paixão fulminante. Vale também perguntar: "Faria tudo outra vez se preciso fosse, meu amor"?

Pode ser que sim, pode ser que não. O grande risco - além da indefectível rotina - são as desigualdades morais, intelectas, financeiras, etc. Se os opostos se atraem, por outro lado só os iguais é que costumam combinar provisoriamente nessas jogadas amorosas. 

Disciplina do amor, quem disse que isso ainda existe? Só mesmo nos floridos inícios de namoros e acasalamentos. Tudo na base do "ora direis, ouvir estrelas". Ou ainda: "O que você não me pede chorando que eu não te faça sorrindo?"

Tudo é possível quando a paixão parece cegar aqueles momentos iniciais do "Eu te amo." Até fazer sexo em pé numa rede nordestina colorida. Essa nem o Kama Sutra descreveu. Mas é só no começo. Depois... tudo acaba. Ficam as dores, as feridas na carcaça e um soluço insistente que nem cachorro vira lata.

Zé Matuto das Gerais, nosso tinhoso caboclinho contador de causos, não perdoa: "Mais pió do que issu só um par de chifres no cocoruco. Ou não te alembra qui as muié de hoje custuma realizá deseju extra-conjugal remuneradu?"