quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Homem que se apaixona por uma prostituta considera todas as mulheres como tal"



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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A leitora da Folhaonline Jussara Cordeiro da Silva, de São José (SC), fez interessante observação sobre o crime praticado pela enfermeira e bacharel em direito Elize Matsunaga, 38 anos, contra o executivo Marcos Kitano Matsunaga no dia 19 de maio, numa cobertura da Vila Leopoldina, em São Paulo.

"Sentir-se traída é motivo para esquartejar um ser humano? Raras são as mulheres que estupram, raras são também as psicopatas, mas quando elas tendem ao crime são cruéis, verdadeiras Medeias. Religião e política são o princípio de todos os males provocados pelos seres humanos: acreditar ser melhor que os demais seres."

A vítima, de 42 anos , foi morta comum tiro na cabeça. Na manhã seguinte, com uma faca de cozinha, Elize esquartejou o cadáver e transportar os pedaços em três malas. Há, inclusive, citações de leitores da Folhaonline sobre psicologias de Freud e Jung para analisar a tragédia.

"Comentar a loucura do freudianismo do século XIX, além de um sonho imaginário ainda é algo já ultrapassado, ou fale de Jung apenas por conta da complexidade do caso. A vida é simples. O Japonês tinha obviamente desvios de personalidade para escolher mulher de programa para casa. A vida tem respostas para a aberração, infelizmente a dele, não permitiu tempo para poder entender e pensar, pelo próprio risco de estar casado com uma pessoa que aprendeu a se defender na rua", escreveu César França, de São Bernardo (SP).

Já o psicanalista Contardo Calligares acredita que o homem que se apaixona por uma prostituta considera todas as mulheres como tal. "É o 'voyer' da fechadura do quarto materno, contrariado por receber da mãe apenas um amor contido", ressalta.

Por e-mail, o leitor do Cacarejada Virtual, Luiz Ribeiro Santana - de Fortaleza (CE) sugere: "A porção monstruosa que toda mulher carrega em seu íntimo parece ser mesmo mais intensa e elevada do que a fúria masculina em determinadas circunstâncias." 

É só dar uma olhada nas manchetes policiais para comprovar esse tipo de comportamento cada vez mais comum. 'Fulana cortou o pênis do marido com uma faca peixeira', 'beltrana traiu cicrano e ainda deu uma panelada no chifre do coitado', Mulher joga água fervente no marido após ser traída.' Casos como esses transformaram-se em rotina nos últimos tempos", sintetiza.

Ainda dizem que mulher costuma perdoar eventuais traições do parceiro. Só se for as antigas. As fêmeas de hoje traem mais do que os homens. Mas quando se sentem enganadas ou rejeitadas, as consequências podem ser imprevisíveis. Todo cuidado é pouco.

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