quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Diretamente do fundo do baú


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Encontrei num brechó de rua em Madureira, na Zona Norte do Rio, um exemplar de "O Jornal das Moças"  antiga publicação carioca em formato de revista distribuída para diversas regiões do Brasil entre 1914 e 1965. Extremamente conservador, como eram os costumes da época, pautava seus assuntos exclusivamente para as donzelas (algo praticamente impossível hoje em dia) e mulheres recém-casadas.

Os temas abordados discorriam sobre receitas culinárias, leitura, cinema, poemas, cosméticos, curiosidades e conselhos diversos do tipo: "Não deixe se levar pela boa conversa do seu namorado. Coisas mais íntimas, só após o casamento. No máximo um beijo rápido e nada mais." Confira alguns "conselhos" do Jornal das Moças, que dificilmente não eram cumpridos por aquelas jovens de outrora:

Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.

— Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto.

— A desarrumação numa casa-de-banho (banheiro) desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.

— A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.

— Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.

A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma fêmea que não tenha resistido a experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara.

— É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.

Nos tempos atuais, as recomendações do "Jornal das Moças" provocariam risos e piadas irônicas por parte das mulheres. Diferentemente daquela época, hoje são elas quem jogam as cartas. Falaram, tá falado e ponto final. É o caso de uma dessas subcelebridades inventadas pela mídia que disse durante um programa de TV:

"Tenho marido, mas também, tenho amante. Gosto de transar com os dois ao mesmo tempo. Qualquer hora dessa vou arrumar mais uns três daqueles bem quentes. Adoro uma suruba."

Um certo articulista da Folha de São Paulo disse bem na página de humor do diário: "Mulher de um homem só é sofrida, de dois é evoluída, de três é atrevida, de quatro é bandida e de cinco não tem dó da perseguida."
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