segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fome de sexo



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Um ano após sua estreia no Brasil, o site para encontros extraconjugais Ashley Madison já conta com mais de 1 milhão de pessoas em busca de uma aventura, tornando o país, que esbanja sensualidade, um dos maiores mercados da empresa canadense.

O espaço virtual foi lançado em 2002 e está disponível em 24 países. Nos Estados Unidos há oito milhões de usuários, seis milhões no Canadá e um milhão no Brasil, que tem o crescimento mais explosivo em número de clientes e quantidade de dinheiro investido nas tentações que oferece.

 Os responsáveis pelo portal dizem que o povo brasileiro tem uma tendência ao prazer, ao sexo e à diversão. A isso se uniu o gosto pela tecnologia, a experiência de se comunicar e a conhecer mais pessoas. sutilmente

No Brasil, junta-se a fome com a vontade de comer para dar lugar a esta equação bem sucedida que, segundo os idealizadores, não promove a infidelidade, sutilmente oferece alternativas para realizá-la de forma "correta".

O site foi pensado para as mulheres. Elas não pagam nada para se registrar nem por fazer contato com os homens, que são os que devem pagar para enviar e-mails, mensagens de diversas, desenhar corações ou usar outras técnicas de sedução virtual. Cada pacote de 100 créditos, que permite contatar 20 mulheres em média, tem um custo de 25 dólares.

Para buscar um par ou aventuras fugazes há uma grande variedade de sites no Brasil, onde também estão presentes outros destaques mundiais do setor a exemplo do Harmony e do Second Love, novo especializado em acender a faísca e deixar a fogueira das paixões desenfreadas arder em chamas.

Conformado

Tem gente que até gosta ou, mesmo não gostando, acaba por aceitar a traição. Meu vizinho do prédio ao lado, por exemplo, garante que jamais se importou com as chifradas da mulher.

"Sei que ela é bandida, dá pra todo mundo, mas eu gosto dela. E foda-se o mundo que eu não me chamo Raimundo", diz com cara de quem entende do assunto. Já um colega de trabalho repete com frequência uma frase de parachoque de caminhão: "Chifre foi feito pra boi. Homem usa de teimoso."
  
Maridão desconfiado

Conclui-se o seguinte: a traição amorosa nunca esteve tão em moda como nesses tempos modernosos. Traí-se por vários motivos: vingança, insatisfação sexual com o parceiro, a sensação de experimentar algo novo, etc.

Há sempre motivo para dar uma escapulida e arrumar aquela desculpa esfarrapada diante da eventual desconfiança daquele que foi chifrado.

Foi o que aconteceu com aquela esquálida figura que diante do maridão desconfiado, disse-lhe sorridente ao chegar em casa após uma genial trepada no motel com o amante:

- Te amo, meu bem! Só tenho olhos pra você. Jamais vou traí-lo. Nem no pensamento me apetece  fazer isso.

- E cumé cocê misprica elssas arranhadura no seu cangote, essi cabelo moiado, elssa latrinha de pumada japunesa e elssis preselvartivo qui ocê comprô no tar do sexshop? Tô sabenu de tudo, valgabunda!"
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Da série - Cenas urbanas

Dona Teresa Angélica de Castro, 85 anos - e bastante lúcida para a idade - passava pelo Parque Halfeld, no centro de Juiz de Fora, quando flagrou dois gays abraçadinhos e aos beijos (na boca!).

- Crendeus pai, todo poderoso, criadô do céu e da terra. É o fim do mundo! Onde já se viu homi beijá homi? Isso é coisa do demônio. Exclamou com repugnância.

- Qual é a sua, vovó homofóbica? Quem não quer ver estrela, não olha para o céu.

E continuaram se amando na praça como dois animais.
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