sexta-feira, 3 de maio de 2013

Elas já vão partindo para os 'finalmentes'


Por Marcos Niemeyer
Jazz FM. Música civilizada


>> Essas mulheres modernudas se enchem de todo tipo de apetrechos e penduricalhos para despertar a sensualidade reinante na distinta figura retirada da costela de Adão, o garanhão. Mas, afinal, como é o crítico olhar feminino em relação aos nossos costumes pessoais?

- Puta que pariu, tive uma ficante que criticou até a posição das minhas aquarelas penduradas na parede. Assim não dá, prefiro uma tela pintada do Mercado Modelo com uma mulata do Pelourinho em pose sensual do que você de quatro, disse o distinto para aquela  esguia fulaninha.

- Foda-se você então com suas telas. Não gosto dessas frescuras. Isso é coisa de gay. Homem pra mim ter que ser musculoso, macho, sem viadagem, retrucou a malcriada.

- Mas eu sou macho, ponderou o jovem mancebo. Apenas queria viver um romance com arte... em todos os sentidos. Dei com os burros n´água!

As mulheres de hoje não querem saber de leitura, cultura, nada disso. A maioria delas jamais ouviu Tom, Chico, Caymmi, Milton, Frank Sinatra, nem tampouco sabem que Shakespeare foi um poeta e dramaturgo inglês.

Fui pesquisar no 'São Google' e lá encontrei: "Guarde o seu pijama velho para as noites de solidão, porque o que elas querem mesmo é um cara de cueca ou pelado na cama".

E uma leitora desta humílima página pede para avisar que a maioria das voluntárias prefere os caras bem dotados. E eu vos lembro: quem disse que tamanho não é documento?

As mulheres de hoje, caros amigos do passado, fazem de tudo: barba, cabelo, bigode... e ainda dão o troco. Fio terra e beijo grego? Isso não é problema, aliás, pode ser uma solução.

As cachorras topam tudo. Até mesmo deixar o abestalhado maridão a sacudir nos braços o rebento, cujo genitor é uma incógnita, enquanto a inquieta periqueta procura mais um no meio da multidão. De preferência 'turbinado'... literalmente.

Fiquem agora com nossa próxima atração

Love in C minor, do músico francês Cerrone, é a mais perfeita tradução de um orgasmo melódico dançante. Foi sucesso na década de 1980. De uma maneira bem sutil, diferentemente de hoje quando o bom senso deixou de ser regra e passou a ser exceção.
.