sexta-feira, 14 de junho de 2013

Esquisitices cotidianas



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
Nova Virtual FM - música civilizada

>> A edição especial da revista "Abril na Copa" traz uma matéria especial com 26 figuras e a seguinte manchete: "26 grandes brasileiros explicam o futebol". Alguns - a exemplo do escritor João Ubaldo Ribeiro, do narrador esportivo Osmar Santos e do ator Toni Ramos - fazem jus ao título. 

Mas quem disse que a tal da subcelebridade Sabrina Sato, da insossa Adriane Galisteu ou essa outra figura que atende pelo nome de Ivete Sangalo e mais o chato conhecido por Luciano Huck merecem idêntico tratamento?

Só podia ser mesmo invenção da mídia e sua onipresente inversão de valores. "Assim não dá pra ser feliz, filho!", diria minha saudosa vovozinha.

Por sua vez, Nelson Sargento - uma das maiores referências do samba carioca, revela sua insatisfação com essa coisa conhecida por 'funk', que a mídia descaradamente classifica como "diversidade cultural". Sargento participou de obras artísticas ao lado João Bosco, Aldir Blac, João Nogueira e muitos outros nomes da verdadeira MPB.

E um internauta por nome de Sérgio Abreu postou no Feicebuque: "Lula PT = Chico Buarque = Genro Carlinhos Brown = Caxirola = lucro. É assim que se faz os conchavos políticos".

Salvemos o Chico Buarque, cambada. Por conta de sua obra incontestável, ele não merece ser associado a algo de tão medíocre natureza.

E a razoável cantora Ana Carolina, que jamais será uma diva da música brasileira, esfregou a toalha dos pés à cabeça (na periquita, inclusive) após um show no Rio de Janeiro. Ato contínuo, atirou o tecido para a plateia, que foi ao delírio. Tem gosto pra tudo.

Viver nos grandes centros urbanos deixou de ser um bom negócio. A violência não dá trégua, as autoridades não conseguem barrar a fúria dos botocudos. A pena de morte, pois, faz-se necessária.

Em Juiz de Fora, um 'di menor', armado com uma peixeira, assaltou duas mulheres no centro da cidade. Roubou vinte mil reais que elas haviam acabado de retirar da agência bancária e disse, sarcástico: "Vão cum Deus!".

Uma légua adiante, no  saída da Rodovia Rio/ Juiz de Fora, uma outra violência. Dessa vez, contra a ortografia. Alguém escrevinhou na porta de um boteco pé sujo: "Admitice aociliar di cusinha".

E este humílimo aprendiz de escrevinhador que voz fala circulava pelo centro da mais 'carioca' das cidades mineiras numa destas tardes invernosas de outono quando ouvi um 'casal' de homens barbados dizer na porta de uma loja da C & A: "Agora é chique ser gay, meu bem! A Rede Globo já deu o veredicto".

O jornalista paulistano Afanázio Jazadj vai mais além, ao comentar no FB: "A Globo quer implantar o viadismo no Brasil e acha que todos devem obtemperar tamanha aberração".

Pior do que isso só os médicos portugueses que podem ser importados para trabalhar no Brasil. Nas terras d'além mar, os patrícios chamam band-aid de 'pense rápido', cólica é 'dor de período', paciente é 'utente', camisinha é 'durex' e injeção é chamada de... pica! Ainda dá tempo de tirar o fiofó da reta.  
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