domingo, 2 de junho de 2013

O infame "quadradinho de oito"


Por Marcos Niemeyer


>> Jamais me interessei pela vida pessoal de artistas, famosos, ou subcelebridades e suas vertentes. Perder tempo com algo dessa natureza não é, definitivamente, meu passatempo favorito.

Quando comentamos sobre determinados comportamentos e tendências artístico/ culturais, o único e exclusivo objetivo não vai além de uma análise ou pontos de vista gerados a partir das mais diferentes fontes sobre o fato em questão.

Esta semana, porém, li num jornal desses bem populares que circulam na cidade do Rio de Janeiro que o conhecido empresário e apresentador de TV, Roberto Justus, decidiu pelo fim do casamento que mantinha há sete anos com a modelo e socialite Ticiane Pinheiro, filha de ninguém menos que Helô Pinheiro, figura que inspirou os mestres Tom Jobim e Vinicius de Moraes a compor "Garota de Ipanema",  icônica canção da Bossa Nova conhecida nos quatro cantos do planeta.

O motivo da separação, conforme a mídia impressa e sites especializados em fofocas vem divulgando, é que Justus teria sentido-se moralmente ofendido ao ver a mulher exibindo num programa de TV o corpão na tal dança "quadradinho de oito" (com letra minúscula mesmo, diante da insignificância dessa coisa que os meios de comunicação insistem em classificar de 'cultura popular').

Repare a performance phodástica de Ticiane na imagem que ilustra este artigo. Raros são os maridões que conseguem contemplar algo parecido entre quatro paredes. Se bem que tem uns cabras que não merecem. Tipo aqueles beberrões inveterados ou que preferem ver jogos de futebol na Sky - até choram e fazem greve de sexo quando o Flamengo deixa de ganhar - enquanto a fêmea arde no fogo do desejo.

Evidente que por trás da separação do casal tem mais na lenha na fogueira. Os fofoqueiros que vivem a esmiuçar a vida dos famosos dizem, por exemplo, que Justus e Ticiane dormiam em camas separadas e que um dos motivos do casamento ter ido de água abaixo seria o fato de o bacana ter o "negócio pequeno", além de ficar várias horas na frente do espelho se embelezando.

Mas isso não vem ao caso, afinal, são particularidades que não nos dizem respeito. Mas quando a situação envolve algo que teria servido de estopim para o rompimento da relação conjugal e, principalmente exibido diante das câmeras de TV cujas imagens são vistas por milhões de expectadores em todo o país, aí tudo muda de figura.

Ao rebolar na televisão o famigerado "quadradinho de oito", Ticiane não foi apenas mais uma a sinalizar positivamente sua preferência pelo  lixo sonoro/visual  que desafia esses tempos modernosos em nome de uma suposta "diversidade cultural", sem fatores convincentes.

A moça ridiculamente estimulou uma multidão incalculável de jovens a fazer o mesmo. É triste saber que um país tão rico em suas mais autênticas manifestações culturais se renda ao ridículo e ao descartável num estímulo explícito à orgia sexual, violência, tráfico de drogas, além da degradação desenfreada dos poucos e bons relacionamentos familiares que ainda restam.

Faz-se necessário um empenho urgentíssimo da sociedade e autoridades em geral desta nação para combater os excessos "artísticos" incensados pela mídia. As letras e coreografias pornográficas e violentas do funk carioca refletem esse absurdo sem paralelo na história musical do país.

O "quadradinho de oito", por exemplo, é um dos maiores despropósitos desses últimos tempos. A ponto de servir como 'gota d'água' para desentendimentos e separações conjugais.
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