domingo, 8 de setembro de 2013

'Golpe militar' na cultura musical brasileira


Por Marcos Niemeyer


>> A maior baixa deste 7 de Setembro foi a banda do Exército tocar essa coisa midiática ridícula conhecida por 'Show das Poderosas', antes do desfile militar no Rio de Janeiro.

A Assessoria do Comando Militar do Leste disse aos jornalistas que 'a ideia foi homenagear a cultura e a música popular'.

Classificar esse despropósito de "cultura" é linha de pensamento medíocre e infeliz. Até pouco tempo atrás, a Banda do Exército e da PM —  respeitáveis por valorizarem melodias de consagrados nomes da MPB, além das tradicionais marchas militares durante suas apresentações públicas, agora, infelizmente, estão trazendo uma enxurrada de ritmos de péssimo gosto e qualidade seriamente questionável.

E o que é pior: anunciar que foi uma “homenagem a cultura e a música popular do Brasil”. Sem dúvida, trata-se de um duro golpe diante dos verdadeiros valores culturais inerentes aos costumes da nação.

Por essa, acreditem, ninguém esperava. Não é preciso ter bola de cristal para perceber que baile funk é caso de polícia. Raramente um evento dessa natureza não termina em pancadaria e tiroteio. O honrado Exército brasileiro poderia rever seus conceitos em relação ao fato que, por sinal, já começa a causar polêmica nas redes sociais.

Uma instituição com o peso e a responsabilidade do EB não pode deixar-se levar pelos apelos midiáticos que tanto denigrem a imagem e os bons costumes  da nação.

Que as próximas apresentações da Banda do Exército possam restabelecer a ordem musical para o bem das nossas autênticas raízes culturais. Neste sentido, em defesa da verdadeira cultura popular, enviamos uma nota de repúdio ao Comando Militar do Leste sediado no Rio de Janeiro.
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Caetano Veloso e os mascarados


O bufão Caetano Veloso, cujo passado artístico é irretocável, parece não andar batendo bem das ideias ultimamente. Além de apoiar publicamente toda espécie de lixo cultural inventado pela mídia, o filho da saudosa dona Canô decidiu se posicionar favoravelmente ao uso de máscaras durante os protestos que tem pipocado pelos quatro cantos do país.

Caetano quer dar a entender que estaria em defesa da democracia. De boca fechada ele se sairia melhor. Como é público e notório, essas máscaras são apenas um recurso que muitos criminosos e vândalos usam para cometer toda espécie de violência.

Se vivemos duma democracia  —  onde pressupõe-se até prova em contrário que a liberdade de expressão é o direito manifestar livremente idéias, pensamentos e opiniões — não há motivo para esconder a verdadeira identidade. Até porque, como diz velha máxima uma imagem vale por mil palavras. 

Esses mascarados das passeatas servem apenas para provocar o caos nas manifestações responsáveis e ordeiras. Eles não respeitam quem quer que seja. Sendo assim, acredito que a polícia não deve recebê-los com flores nem tapinhas nas costas. Tem mais é que pregar fogo nesses botocudos.

Caetano Veloso perdeu mais uma oportunidade de ficar calado ao invés abrir o bico para falar asneiras e tapar a cara com um pano preto em apoio aos truculentos de plantão. 

Se o distinto cobrisse a face de tal maneira nos Estados Unidos seria facilmente confundido com um perigoso terrorista prestes a detonar com carro bomba algum alvo imperialista. Compondo, Caetano era bem melhor e respeitável.
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