segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Apesar de bela, Juiz de Fora continua entregue às traças


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual


>> Fizemos um vídeo na tarde da última sexta-feira (25) na Avenida Rio Branco, esquina com Rua Halfeld, no centro de Juiz de fora, para mostrar ao internauta que transita por este minifúndio virtual um pouco das urucubacas que afligem esta trepidante cidade de quase 600 mil habitantes. 

A qualidade da imagem não ficou das melhores já que usamos um celular de recursos limitados para a conclusão da tarefa. Como podemos observar nas imagens, o concreto praticamente tomou conta desta área restando pouco espaço para o verde isso graças a incompetência das autoridades, se que é assim podem ser chamadas. 

Aqui o pedestre também costuma não ter vez. A imensa quantidade de veículos em circulação na cidade ocupa praticamente todos os espaços. Não há ciclovias. Quem se atreve a pedalar na mais “carioca” das cidades mineiras coloca em risco a própria vida disputando caminho com motoristas mal educados e cada vez mais apressados  

A cidade está repleta de problemas que os políticos prometem resolver sempre que chegam as eleições, mas depois somem como que num passe de mágica.

Violência, tráfico de drogas, ruas sujas e esburacadas, desemprego, prostituição, mendicância e pichações por todos os cantos são fatos corriqueiros. Faltam policiais nas ruas e a mídia (principalmente os jornais impressos) costumam fazer vistas grossas diante das mazelas. 

O prédio monumental que se destaca na paisagem é o paço municipal, que abrigou a prefeitura entre 1918 e 1997. Tem estilo eclético e características neoclássicas . A construção, tombada pelo patrimônio histórico, hoje é sede de órgãos administrativos do município. 

Enquanto o sinal fecha para os automóveis a multidão avança apressadamente. Uma mulher desce do carro e todos olham assustados achando que fosse mais um assalto a mão armada, dos inúmeros que acontecem nesta região em plena luz do dia ou na calada da noite. 

Nesta avenida, os ônibus tem faixas exclusivas para circular o que evita sufocar ainda mais o complicado trânsito. A avenida Rio Branco atravessa toda a extensão central de Juiz de Fora. É considerada a terceira avenida em linha reta do país e sua construção data de 1836. 

A área verde do outro lado da via é o Parque Halfeld, importante espaço público e palco de manifestações das mais diversas. Cartão postal da cidade, o parque está atualmente entregue às traças e não se ouve falar em um plano de revitalização por parte da prefeitura. 

Outro gravíssimo problema é a carência de árvores na região central. Pode-se contar nos dedos de uma das mãos os poucos exemplares que restaram por conta da ação nefasta do bicho homem.

Entre os pontos positivos do município, dois deles se destacam: o clima tropical de altitude, que propicia à população temperaturas agradáveis (e frias) na maior parte do ano, e a vantajosa proximidade com o Rio de Janeiro. 

Para pegar uma onda, assistir a ótimos espetáculos culturais ou simplesmente flanar pela Zona Sul carioca basta, praticamente, descer a montanha. Daqui até Copacabana, Ipanema e Leblon são apenas 180 quilômetros.

A Rodovia Rio/ Juiz de Fora (BR-040), pode ser considerada um tapete e totalmente duplicada de um ponto ao outro. Muita gente reclama do preço do pedágio. São três ao longo da estrada e cada um custa oito reais.

A "recompensa" é a vista cinematográfica, principalmente a partir da descida da serra de Petrópolis. Em dias de céu azul dá até para enxergar de longe a Baía de Guanabara, o Corcovado e o Pão de Açúcar.



Ficar atento é preciso 

Enquanto isso, o calçadão da Rua Halfeld é o retrato do mais autêntico formigueiro humano night and day. Todo cuidado é pouco ao circular por aqui, principalmente nesta época de fim de ano. 

Um batalhão de batedores de carteira, celulares, bolsas e os mais variados objetos transportados por transeuntes costuma ficar de prontidão diante da inércia das autoridades. Muitos deles são "DI MENOR", protegidos por leis fajutas que só fazem aumentar a violência. FOGO nesses botocudos!