domingo, 6 de outubro de 2013

Mulheres da banda larga e fêmeas desbundadas


Por Marcos Niemeyer


>> Recente pequisa feita pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, alardeando que fêmeas com traseiro avantajado vivem mais, são amplamente inteligentes e estariam livres de diabetes pode ter uma gota de verdade, mas não absolutamente confiável.

Mesmo porque, não existe verdade absoluta. Sem contar que uma bunda acima dos padrões normais costuma deixar sua proprietária até mesmo em dificuldade na hora das saliências sexuais.

Se o cabra for magricela e a distinta resolver  partir pra cima como quem pula na piscina numa tarde de sol é aí que a cobra vai fumar o cachimbo. E quando ficar velha então? Cai tudo que nem uma abóbora madura.

Ao jogar luz no caso da tal pesquisa acadêmica, isso parece-nos mais uma estratégia mercadológica em benefício da indústria silicônica produtora de mulheres com traseiros imensos e cérebros de menos.

No entanto, não resta dúvida que as nádegas arrebitadas chamam atenção até dos mais puritanos dos mortais. Mas não se pode duvidar do bom nível intelecto das fêmeas menos beneficiadas pela natureza, ou seja, aquelas da bundinha miudinha tipo frangas apetitosas.

A pesquisa da Oxford parece ter baseado-se no instinto masculino, principalmente dos homens brasileiros, que elegeram ao longo da história um traseiro bem torneado como “preferência nacional”.

Aliás, todos os dotes que realçam a beleza são bem-vindos quando o assunto é mulher. Isso é coisa de homem mesmo. Quanto mais feminina for a gazela, melhor. Nádegas chamativas, seios fartos, cintura de pilão, rosto angelical.

Se a mulher parece uma tábua de passar roupa, fica mais difícil despertar interesse no sexo oposto. Da mesma forma que as mulheres gostam de homens grandes, com peitoral desenvolvido, pênis de ampla envergadura, etc.

Se é a genética que beneficia a formação dos traseiros vistosos, por outro lado as fêmeas modernosas inconformadas com glúteos menores injetam silicone e vão malhar nas academias na tentativa de moldar o corpo para mostrar ao mundo que nasceram com a “banda” virada para a lua.

Na embolada de cordel da dupla Caju & Castanha há rimas que dizem tudo sobre os traseiros femininos voluptuosos. Acesse o vídeo e confira.
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“Até um tempo atrás a palavra bunda não frequentava a roda dos intelectuais e filósofos, ficando por isto confinada aos ambientes próprios onde se praticava a lascívia. Atualmente a 'coisa' frequenta até mesmo o horário nobre da TV”, lembra o site Acidez Mental que elenca em sua página onze tipos clássicos de bunda.

01) Desbundada: É a realização filosófica da ausência, da nulidade. Normalmente este fenômeno ocorre com as mulheres muito magras, brancas e européias/americanas.

02) Bunda mole: Depois de vários ciclos do efeito sanfona engorda/emagrece, aliado ao um sedentarismo desenfreado, a mulher adquire um dos mais feios tipos de bunda, mole, flácida e normalmente cravejada de celulite.

03) Bunda caída: Quando se nota os vincos inferiores da bunda extremamente acentuados, é sintoma sério de bunda caída – um sinal inequívoco de sedentarismo terminal.

04) Bunda tábua ou chata ou panqueca: Esta é herança genética maldita de caucasianas e eslavas. Por isto os europeus nortistas se preocupam pouco com bundas. As portadoras deste tipo também são chamadas de “duplex”, pois não importa frente ou traseira, tudo é a mesma coisa.

05) Bunda siliconada: Para tentar resolver os problemas acima, algumas mulheres apelam para a implantação de próteses de silicone. Apesar de resolver parcialmente o problema, nunca supre a falta exercícios físicos, porque até o silicone pode acabar caindo por falta de sustentação dos tecidos musculares adjacentes.
06) Bunda grande: Quando a bunda inicia abruptamente na linha da cintura e cresce, cresce até acabar lá em baixo, pode crer que se trata de um bunda grande em termos latitudinais, não confundir com bunda gorda.
7) Bunda photoshopada ou virtual: Para resolver de uma vez todos os problemas acima, as revistas masculinas criaram virtualmente a mulher ideal através das mágicas oferecidas pelo programa de computador Photoshop. É incrível ver a transformação que eles operam nos verdadeiros dragões que lhes caem nas mãos. Quando a revista sai nas bancas, todas têm a mesma silhueta, textura, cor e formato de corpo, porém a única coisa que eles não se atreveram a tirar foi a cara de vagabunda das mulheres-fruta.
8) Bunda saúva: Quando as negras escravas chegaram ao Brasil, enlouqueceram os portugueses sodomitas que não obtinham tanta distração com as índias debundadas. Cintura fina e bunda redonda e farta é um traço predominante do fenótipo africano que foi muito festejado por estas bandas. Dizem os especialistas que as festanças havidas nos tempos da colonização originaram a preferência nacional.
9) Bunda pequena: As europeias que escapam da maldição da bunda tábua, ou do desbundamento, no máximo chegam ao biótipo da bunda pequena. Não chega a ser muito empinada e para alcançar a perfeição peca no tamanho. É um tipo que mais comumente aparelha as mulheres reconhecidamente bonitas dentro do padrão estético do hemisfério norte.
10) Bunda empinada: Este tipo é quase perfeito. Um biótipo destes é capaz de parar o trânsito e causar engarrafamentos. O principal objetivo das próteses é dotar a mulher de uma bunda empinada, já que bunda perfeita só a natureza dá.
11) Bunda perfeita: Deus, na sua infinita misericórdia, somente dá este tipo a poucas escolhidas. Começa pela cintura perfeita, tamanho perfeito, circunferência perfeita, enfim, proporções perfeitas que só o nosso Senhor poderia conceber. Toda a bunda perfeita deve atender a um requisito de ouro: cada glúteo dever formar um círculo mágico que, segundo a matemática grega, encarna a figura mais perfeita do universo. Todo este assunto de bundas tem algo muito mais divino e filosófico do que a mixórdia cantarolada pela igreja católica dia após dia.