quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O abominável "Rei do camarote"


Por Marcos Niemeyer



>> A execrável figura que tornou-se nacionalmente conhecida como o “Rei do camarote”, é uma das coisas mais bizarras que se tem conhecimento neste fim de ano.

O milionário esbanjador paulistano Alexander Almeida, 39 anos (foto), que a revista Veja SP — especialista na invenção de celebridades tão vazias de conteúdo quanto às periguetchys — colocou como destaque em uma de suas recentes edições, tem recebido merecidamente milhares de críticas e deboches nas redes sociais.

Sem noção do ridículo, o boa vida declarou ao periódico que chega a gastar cinquenta mil reais por cada uma de suas noitadas com festas colossais, mulheres hiperproduzidas e tudo mais que o vil metal possa comprar.

Por outro lado, se com dinheiro é possível adquirir até casamento e prazeres carnais fumegantes, o sujeito parece ter deixado passar em branco algo fundamental: a sutil elegância e simplicidade de um homem com H, além da falta de investimento em seu pobre vocabulário.

Após ver no YouTube as idiotices  alardeadas pelo sujeito, é possível perceber a falta de familiaridade do distinto com a leitura. Duvido, por exemplo, que ele sequer tenha ouvido falar de “Memórias de um cabo de vassoura”, de Orígenes Lessa. De tão infame e descartável especula-se, inclusive, se o infeliz “Rei do camarote” não seria algo fictício  —  entre os milhares surgidos no mundo virtual. 

Que as mais gritantes desigualdades sociais continuem, infelizmente, a existir em pleno século XXI não é novidade. O que fere a lógica e o bom senso é a existência de bestas humanas dessa natureza que em nada contribuem para um mundo menos medíocre e enfermo das armadilhas inventadas pelo homem. Ser rico deve ser bacana quando o dinheiro vem do próprio suor, de maneira honesta. 

Pessoas calejadas que trabalham duro e geram riqueza coletiva, ao criar empregos são dignas de todo respeito possível. Todo cidadão responsável e consciente gostaria de usar sua  influência intelecta e financeira para dar um sopro positivo nas condições de vida do país. Não é o caso do esquisito "Rei do camarote", cuja genitora deve sentir-se envergonhada por ter parido criatura tão pobre de espírito.

Como bem disse um conhecido jornalista de São Paulo, em relação ao excêntrico caso:  —  Isso explica, em parte, a pujança dos Estados Unidos, onde um Bill Gates gasta agora sua energia e dinheiro para resolver não os problemas de empresa, mas a miséria mundial. E, assim, ganha um respeito planetário e, podem apostar, eterno. Se rico quiser ser, de fato, celebridade duradoura vai ter de ficar mais próximo das ruas do que dos camarotes.
....

Da série   O buraco é mais embaixo

"Não tem problema, é só treinar em casa com a namorada, mamão com açúcar." OBS: apenas transcrevo na íntegra o que vi numa postagem na internet. Não sei de nada sobre essas saliências modernosas. Revoguem-se eventuais disposições contrárias. O exame de próstata, porém, é necessário. Prepare o fiofó! Tá bão, mizifí?