quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fêmeas da libido hiperativa




Por Marcos Niemeyer


>> O fim da tarde de uma calorenta sexta-feira reserva surpresas incandescentes no terceiro andar de um edifício comercial em Ipanema, na Zona Sul carioca. Mulheres ávidas por sexo aguardam com expectativa o início da aula de saliências.

A professorinha, uma morena na faixa dos trinta e poucos anos, surge no salão trajando minúsculo short e blusinha transparente. Entre os objetos de estudo, pênis de borracha e camisinhas. Trata-se do curso de “práticas picantes”.

Após rápida apresentação, ela recomenda que as alunas se apresentem e escolham um pênis de borracha bem graúdo e uma camisinha (Afinal, mulher que preze não gosta de homem "daquilo" pequeno). “Vamos colocar com a boca?”, sugere.

Depois desses ensinamentos vocês terão condições de fazer 45 minutos de sexo oral sem dificuldade, profetiza com jeito de quem tem amplo domínio sobre o que fala. Alvoroço total no salão das luxúrias.

Trem bão

Uma mineirinha que participava da sessão suspirou fundo e tagarelou sorridente: Aqui, dexeu falá proceis, o trem é bão dimais da conta, sô! Já fiz várias veiz cum meu namorado e quero fazê cum ôtros homi que pintá no meu pedaço. 

Calma, calma, vamos por etapa, adverte a professorinha.  Quando a mulher não consegue fazer um boquete como manda o figurino é porque ela não está respirando direito ou está nervosa e aí logo fica cansada. Além do mais, não sabe explorar o pênis por inteiro. Se ficar fazendo só os mesmos movimentos, nem o parceiro vai aguentar tanto tempo, adverte.

Ato contínuo, percebe-se a máxima atenção das alunas, algumas ainda um pouco incrédulas. Desinibida, a professorinha explica: A aula é prática, então eu quero que vocês acompanhem tudo, mas que façam também. Por isso cada uma tem a sua prótese. Todas parecem animadas e, a essa altura, sem vergonha.

O primeiro passo para um sexo oral bem feito, segundo a professorinha, é conhecer a própria língua. É como se cada pedaço dela fosse um andar diferente”. E continua: “O primeiro andar é a pontinha, o segundo é o meio, e o terceiro é a parte lá de trás. Um bom sexo oral explora os três andares, cada um tem uma textura diferente”.

E apresenta, na prática, os tipos de estímulos que podem ser feitos só usando a língua. Olhando atentas, as meninas repetem o gesto como se estivessem a lamber um sorvete numa noite de verão. E assim elas aprendem a deslizar a boca sem machucar o pênis com os dentes.

O gel lubrificante e a dúvida cruel

Esse tem gostinho de canela e esquenta, mostra a entusiasmada professorinha. Podem chupar a vontade, vai esquentar e não há macho que resista, ressalta para delírio geral das alunas. A próxima atração é o truque do espumante em que as meninas aprendem  algumas fantasias com o líquido. É gostoso mesmo!”, dispara fogosamente uma “loira” com cara de insaciável.

A grande dúvida diante das mulheres que frequentam essas aulas sexuais é saber se, de fato, elas estão treinando apenas para satisfazer seus maridões apaixonados e ciumentos.

Tenho cá minhas dúvidas. Nesses tempos modernosos está cada vez mais difícil encontrar uma fêmea que não tenha matriz e filial. E o que é de todos não é de ninguém ou pior ainda, é de quem pegar pegar primeiro.

Eis aqui um exemplo de  mulher comprometida, pelo menos é o que a distinta anuncia nos classificados de um jornal carioca, especialista em atear fogo nos lençóis : Loira, 25, csd, bbg, tzd, an, or, tpt c/ft, bg e mto +. 200 h c h mcd. Fone: (21) XXXXX.

Tradução: casada, bumbum grande, tezuda, anal, oral, topa tudo, fio terra, beijo grego e muito mais. Duzentos reais a hora com hora marcada. Está provado até o pescoço que refestelar com fêmea da libido imperativa é bilada de baladeira.
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