quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"Sensação de dever cumprido"

Por Marcos Niemeyer

>> O título que ilustra este artigo teve por base a  afirmação de Jorge Luiz Carvalho Loureiro, cabo da PM de Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória (ES), após matar a tiros um bandido que minutos antes havia assaltado uma loja de celulares e ameaçava atirar contra a multidão ao tentar fugir pela principal avenida da cidade.

Parabéns ao corajoso militar que, diferentemente dos defensores dos “direitos humanos”  especialistas em jogar confetes nos bandidos da pior espécie, mandou o facínora para as profundezas das cucuias. 

Por conta da reinante falta de segurança e sabendo de antemão que podem ficar impunes graças às leis brasileiras cada vez mais falhas e flexíveis, marginais ditam as normas e ainda encontram insensíveis para dizer que “são vítimas de uma sociedade injusta”.

Que as desigualdades sociais são perversas não há quem duvide. Isso, porém, não é motivo para atos covardes e sanguinários a exemplo do latrocínio (roubo seguido de assassinato da vítima).

Para quem quer viver honestamente, há sempre uma ocupação. Mesmo que seja das mais humildes. Trabalhar não é desonra nem pecado. Quem nos dera se todo policial rezasse na cartilha do PM capixaba matando um bandido por dia. A polícia, sem dúvida, não é flor que se cheire. Mas não deve receber os foras da lei com se fossem pessoas de bem. 

Neste sentido, o blog Cacarejada Virtual concede ao cabo Jorge Luiz uma simbólica medalha de Honra ao Mérito. Tranquilo, ele respondeu cinco perguntas feitas pela equipe de reportagem do jornal  A Gazeta.

Como começou a perseguição? 
Estávamos passando em baixa velocidade quando uma pessoa disse: ‘Acabaram de assaltar a loja de celular, e o ladrão está entrando no táxi’. Dei ordem de parada, mas o homem não obedeceu. Chegou a abrir a porta do táxi e estava rendendo o taxista, mas quando nos viu, fugiu a pé. Eu fui atrás dele gritando: ‘Polícia, polícia!’. Então ele subiu na grade do lado da farmácia, jogou a mochila para o alto e se virou para atirar em mim. Eu estava me abrigando atrás da parede da farmácia. 

Acredita que ele ia atirar?
Sem dúvida. Atiraria em mim e atingiria outras pessoas que passavam na rua. Ele apontou a arma para mim. E a arma já estava com munição na câmara, o carregador estava lotado de munição. Ele ia me acertar e atingir várias pessoas.

Onde o senhor atirou primeiro?
Eu empreguei a técnica que a gente aprende na polícia, o método Giraldi. Tentei atirar em local não letal, nas pernas. Mas ele não caiu do portão e continuou me procurando com a arma para atirar em mim. Quando recebeu o tiro na costela, acho que foi aí que começou a cair. Eu tive que atirar, para evitar que inocentes fossem atingidos. Preservei a minha vida e a dos munícipes.

Como se sente agora? 
Estou com a sensação de dever cumprido. Saí de casa para trabalhar e estou aqui trabalhando. Durante a sua carreira, já havia vivido situação semelhante? Sim. O confronto é inerente ao trabalho do policial que está na rua.

Durante a sua carreira, já havia vivido situação semelhante?
Sim. O confronto é inerente ao trabalho do policial que está na rua.
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