domingo, 1 de dezembro de 2013

Black Friday e Lulu; dois cacetes armados


Por Marcos Niemeyer


>> A grande piada da semana no Brasil foi essa tal de "Black Friday", estratégia de marketing criada pelas redes varejistas americanas para nomear ação de vendas anual, que acontece sempre na última sexta-feira de novembro. A invenção chegou ao país em 2010 e o "tiro" tem saído pela culatra.

O consumidor não está acreditando na mirabolante jogada do comércio, tanto online quanto física, para "queimar" o estoque às vésperas do Natal. Fizemos várias incursões na internet e em lojas de Juiz de Fora.

Em todas elas percebemos que as empresas aumentaram o valor do mesmo produto um dia antes para que o desconto do dia seguinte parecesse maior do que era de fato. Percebemos sem mais delongas que tudo estava pela metade do dobro do preço.

Dezenas de lojas do centro da cidade "vestiram" a frente do estabelecimento com panos pretos para impressionar os menos informados e havia filas de dobrar quarteirões. Tudo para enganar o consumidor, já que só mesmo produtos menos relevantes apresentavam descontos mais atraentes.

Como se não bastasse a roubalheira dos políticos, agora até o comércio quer botar no phiofó do povo. O Procon vai ter muito trabalho para evitar as artimanhas travestidas de "descontos nunca vistos". Minha saudosa vovozinha cairia de costas.
....

Lulu é o caralho, vagabunda!


Além da famigerada "Black Friday", com milhares de críticas online, outro assunto que pipocou nas redes sociais esta semana foi uma geringonça conhecida por "Lulu", aplicativo desenvolvido nos Estados Unidos e que nem bem chegou ao Brasil já permite que fêmeas folgadonas avaliem machos amigos ou não no Facebook.

Detalhes como “aparência”, “performance sexual” e “educação” estão no topo da lista. Fato preocupante: os homens ganham perfis sem prévia ou posterior autorização. E fiquem atentos com o que vem pela frente (ou por trás!).

As ninfomaníacas marcam o sexo oposto com hashtags que podem ser positivas ou tão letais quanto uma carga de dinamite. Uma amiga minha de Belo Horizonte esculhambou com o ex-ficante ao contar sobre seu fraco desempenho sexual. Disse que o cara era "ui ui-*#...@!%48-.=#pp,rdc, 1 vfdp e que nsncub.scc...".

Emputecido com a indelicadeza da dita cuja, o sujeito lambuzou na timeline dela: "Lulu é o caralho, vagabunda! aguarde e irei mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa. Você não passa de uma m, p d c e q + c1pc e dessas que gostam de e a p dos sm. Vade retro, pombagira!".
.