domingo, 8 de dezembro de 2013

Praça da Estação em Juiz de Fora sofre com o descaso da prefeitura


Por Marcos Niemeyer


>> Conhecida popularmente como Praça da Estação, a Praça Doutor João Penido é um espaço público na região central de Juiz de Fora. O verdadeiro nome é em homenagem a um médico de grande credibilidade no município, no século XIX.

A praça surgiu com a construção da estação da Estrada de Ferro Central Brasil, em 1875 e fica localizada na parte baixa da Rua Halfeld, às margens do Rio Paraibuna.

Abandonado pelas autoridades municipais, o local tornou-se nos últimos tempos palco de violência com os constantes assaltos, briga de gangues, tráfico de drogas, mendicância e prostituição em plena luz do dia apesar de uma unidade da PM instalada na área.

No entorno da praça, por onde circulam milhares de pessoas diariamente entre o centro comercial e inúmeros bairros além da linha férrea, há um comércio diversificado que inclui botecos de quinta categoria, pequenas lojas, hotéis centenários, farmácias, barbearias, etc.

Só na época das eleições

Considerado um dos principais pontos do Centro Histórico de Juiz de Fora, o logradouro pena também com a falta de limpeza e a carência de arborização. Um dos aspectos negativos do centro de Juiz de Fora, aliás, é exatamente a falta de árvores. As poucas unidades existentes podem ser contadas num piscar de olhos.

Revitalizar a Praça da Estação — além de todas as outras igualmente entregue às traças — seria de grande importância para a preservação da história e respeito ao cidadão que paga seus impostos caríssimos e não vê, na prática, o retorno do dinheiro que serve apenas para rechear ainda mais a conta bancária dos políticos.

No poder há dois anos, a atual administração sequer toca no assunto. O prefeito e seu séquito não devem nem saber pra que lado fica a Praça da Estação. Eles só aparecem por lá na época da campanha política. Em seguida, somem como que num passe de mágica. Veja as imagens que fizemos recentemente no local.



Morena Jeitosa

Foi neste mesmo local que Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, serviu o Exército em Juiz de Fora, na década de 1930. Certa noite, Gonzagão voltava para casa quando encontrou uma "morena curvilínea" na Praça da Estação, no centro histórico desta city, também conhecida como “carioca do brejo”.

Após uma prosa “apaixonante”, o "casal" foi sem mais delongas para um hotel no quarteirão mais próximo. O autor de Asa Branca e  outras notáveis melodias do cancioneiro popular, só descobriu que estava ao lado de um traveco após apagar a luz do quarto e sentir algo muito estranho a roçar suas mãos. "Oxente! vô chamá a puliça, sêo desavergonhado. Isso num é cousa de homi, num sabe? Que safadeza das mais medonha", esbravejou.
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