sábado, 15 de fevereiro de 2014

A impunidade não pode prevalecer


Por Marcos Niemeyer
cacarejadavirtual/




>> Apesar de desmoralizadas diante da opinião pública, quando querem as polícias brasileiras descobrem os mais diversos crimes. A prova mais concreta é a prisão praticamente imediata do responsável por acender o pavio do rojão que tirou tragicamente a vida do cinegrafista da TV Bandeirantes. Qualquer um que estivesse naquele local poderia ter sido atingido. Menos um “black block” ou um desordeiro, por exemplo.

Mas o que adianta a polícia prender se a justiça mandar soltar? Vejam que a terminologia “suspeito”, no contexto do Direito, designa: “Uma pessoa sobre a qual existam indícios, “não muito fortes”, que revelem sua proximidade com um crime que cometeu, participou, ou prepara-se para participar. 

Quando os indícios são suficientes para formular uma acusação o suspeito é constituído arguido embora considerado inocente dos fatos da acusação até ser condenado ou confirmada a sua inocência.”

Ora, no caso em questão, está mais que provado quem são os responsáveis pela tragédia. E o mais agravante é o depoimento do advogado Jonas Tadeu, que defende esse tal de Caio da Silva Souza que, aliás, já confessou ser o autor da explosão da bomba mortal.

Jonas Tadeu afirma que jovens periféricos são pagos para participar dessas indigestas manifestações e, diante de cada “vamos quebrar tudo”, recebem 150 reais por cabeça, quantia paga por políticos influentes e ativistas de “causas sociais”. Sob pretexto de ter o direito em guardar sigilo, o advogado não revela nomes daqueles que estariam envolvidos na modalidade criminosa.

Enquanto o Brasil não adotar medidas severas para punir os foras da lei, aplicando o Código Penal de maneira inflexível, o cidadão vai continuar refém desses criminosos covardes, cujo verdadeiro lugar é nas profundezas do inferno. Fogo neles!
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Assim fica difícil, "Sêo Dotô"


É mais fácil aprender japonês do que decifrar letra de médico. Tempos atrás ouvi dizer que o garrancho ilegível, que costuma ser sinônimo de letra dos especializados em medicina estaria com os dias contados, em função de um novo código de ética da classe e com base na lei Federal 5.991, de 1973, que diz no artigo 35, alínea A: 

"Somente será aviada a receita que estiver escrita de modo legível. Além de infringir uma lei federal, ao escrever de forma ilegível você também está ferindo o Código de Ética Médica. O capítulo III, artigo 11, veda ao médico "receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível". Mas como no Brasil ninguém respeita as leis, os “dotô” continuam rabiscando embaralhadamente suas receitas.

No início desta semana fiz um exame de vista numa clínica em Ipanema, na Zona Sul do Rio e, ao comprar o medicamento indicado na farmácia, o funcionário que me atendeu ficou confuso diante do que estava estava escrito no papel. Precisou pedir auxílio ao colega mais experiente no balcão.
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