terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Intolerância sonora é combatida em São Paulo


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>> A prefeitura de São Paulo adotou recentemente justa e necessária medida com o objetivo de inibir uma das maiores bizarrices desses últimos tempos: o som automotivo de grande potência nas ruas da cidade. 

Agora, na “Terra da Garoa”, tal ato de vandalismo é proibido por Lei municipal. O cabra que for pego pela fiscalização perturbando a ordem pública tem o carro apreendido, além de pagar multa de mil reais. Em caso de reincidência, o valor pode quadruplicar.

Tal medida bem que poderia ser aplicada em todo o Brasil, através de Lei federal. Se antes eram caros e de difícil acesso para os ignorantes, esses equipamentos sonoros capazes de estremecer a mais franciscana das paciências pipocam descontroladamente até mesmo pelos centros urbanos mais pacatos.

O jornalista mineiro Alex Ferreira lembrou o perfil e o “modus operandi” dessas foras da lei: “O fato consumado é que, raramente, se vê jovens em busca de um rumo na vida, seja com curso técnico ou superior, envolvidos em ocorrência policial de perturbação do sossego alheio com som automotivo. Em geral, jovens que adotam esse tipo de comportamento não costumam ser vistos carregando livros debaixo do braço.” 

Se não bastasse a infernal barulheira, a preferência musical dessa tribo é cada vez mais questionável. Vai do tal do “axé” ao “arrocha”, “funk carioca”, “sertanejo universitário” e outras ofensas aos tímpanos. Na esteira dos protestos, quem também reclama é a jornalista Darliéte Martins, de Itabira (MG), amiga deste espaço virtual:

“Aqui no meu bairro está cheio desses camaradas, tenho a maior birra disso. Eles merecem pó de mica pra se coçar, já que gostam de se remexer. O barulho é tanto que acorda a minha linda netinha.”
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O Rei não é tatu 


"O cara tem perna mecânica, usa dentadura, olho de vidro, prótese peniana e agora não pode nem mais comer carne? Ô povim disgraçado, sô! dexurei em paz. Ele não é tatu, mas sabe onde fica o buraco." Conversa ouvida por este aprendiz de escrevinhador na manhã desta terça-feira no Parque Halfeld, no centro de Juiz de Fora, entre duas senhoras de meia-idade acerca da polêmica parceria Roberto Carlos/Friboi. 
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Da Série — Os phodásticos 


Em Juiz de Fora — a mais "carioca" das cidades mineiras, tem um dono de açougue que é vegetariano, uma proprietária de restaurante vegeteriano que adora churrasco, um dentista cujo sorriso mostra a falha de três dentes na arcada superior e um crente apocalíptico que nas horas vagas costuma atacar de pai de santo. Isso sem falar de uma perua rica, brega e morena, que fez implante com dentes de ouro. "É pra combinar com a cor dos meus cabelos loiros", disse a um colunista social que costuma atropelar a gramática escrevinhando, inclusive, cemitério com S.
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Não confie na memória, escreva

Ao sair recentemente para uma caminhada no fim de tarde pelos arredores do rio Paraibuna, que atravessa a região central de Juiz de Fora, encontrei uma bolsa com alguns pertences, documentos e uma pequena quantia em dinheiro. Ao procurar o possível endereço ou fone do proprietário para devolver-lhe o objeto deparei-me com alguns lembretes que o distinto, precavido, escrevinhou na agenda para não esquecer os compromissos diários. Confira algumas pérolas: