quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ruminâncias phodásticas



>> Apavorado com o calor infernal que tem feito ultimamente em Juiz de Fora (99 vírgula nove graus à sombra), meu vizinho Severino Caio Pinto Lacerda, primo do estimado jornalista Jota Lacerda, voltou pru Ceará e jogou no lixo várias preciosidades. Entre as quais, uma edição do “Jornal das Moças — de l957. Eis algumas pérolas da publicação:
— Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.

— Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto.

— A desarrumação numa casa-de-banho desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.

— A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos.

 — Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinzas nos tapetes. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.

— A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma fêmea que não tenha resistido a experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exactamente como ele a idealizara.

— Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.

—  Depois de casados, podem jactar-se deliciousamente com os prazeres do sexo anal, oral e até do directo "fio terra". Mas cuidado com o andor, mulheres, pois o santo é de barro. Homens verdadeiros não admitem jamais considerar a possibilidade de a fêmea introduzir o dedo indicador na cavidade terminal do intestino masculino.

— É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.

E tem uma máxima que é a mais phodástica de todas: —  Lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza. Caso contrário, o homem pode derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recepiente (chutar o balde).

Moral da história

Já não se faz mais revistas didácticas e carregadas de bons costumes como antigamente.
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Só depois do casamento

Eu cá sou do tempo que quando ia namorar (era proibido fazer isso fora da casa da moça), o pai dela puxava um banquinho, sentava ao lado e ficava vigiando o casal apaixonado pra evitar que os dois arriscassem alguma saliência, além de rezar uma longa e repetitiva ladainha nos tímpanos do pretendente à mão da filha.

A mãe da menina também circulava estrategicamente ao redor como "reforço de segurança".Ficávamos acuados diante do aviso ameaçador dos pais: "Só depois do casamento. Se ocorrer alguma coisa antes, a cobra vai fumar".

Fulaninha e este aprendiz de escrevinhador que vos fala apenas pegávamos "respeitosamente" na mão um do outro. Não podia nem beijar. Hoje em dia, as fêmeas levam o homem pra cama debaixo do nariz dos pais e se lambuzam até dizer chega. E ninguém fala nada. É proibido proibir.
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Bicho do cacete

O jornalista Xico Sá tem razão ao dizer que o galo é o único animal que canta depois do orgasmo. Bem diferente do homem que fica triste, absurdado e com vontade de dar uma surra na cara metade.
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O buraco é mais embaixo

Uma ativista do Greenpeace, acompanhada por uma equipe da “Folha Online”, pergunta a um sujeito com cara de estressado que circulava maconhadamente pelo centro da Pauliceia Desvairada:

—  Olá, o senhor se importa com o meio ambiente?
—  Vai tomar no seu cu, responde sem mais delongas o dito cujo.
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