sábado, 8 de março de 2014

Evitem os Supermercados Bahamas


Por Marcos Niemeyer


>> Os engenheiros que projetaram os espaços físicos da rede de supermercados Bahamas, em Juiz de Fora, deveriam voltar aos bancos da faculdade para aprender como distribuir o público nesses espaços comerciais.

Empreendimento midiático, cujo garoto propaganda é o nativo humorista "Nerso da Capitinga", raramente há uma queixa da referida empresa na imprensa local. Essencialmente na “Tribuna de Minas”, principal diário da mais “carioca” das cidades mineiras. 

Quem arrisca-se nas filas do Bahamas, nunca espera menos de quarenta minutos ou até mais do que isso para ser atendido. As filas quilométricas empacam que nem jumento diante de assombração. Corredores e balcões não respeitam distância mínima para fluidez da clientela. Carrinhos para conduzir as mercadorias serpenteiam vagarosamente parecendo  uma procissão de beatas.

Sem contar que diante desse sofrimento, o transeunte costuma ser "presenteado" com as "músicas" oriundas do carnaval baiano em altíssimo volume nas caixas de som estrategicamente espetadas nas paredes das lojas em questão. Existe desgraça pior?

Nos horários de maior movimento, diversos caixas exibem o indigesto aviso: "Encerrado". Depois que inventaram essa coisa batizada de "fila única", a situação ficou ainda mais complicada. Além de fazer o recebimento das mercadorias, as moças dos caixas são obrigadas a embalar os produtos o que dificulta ainda mais a desembuzetação do expediente.

Mulher de malandro 

Apesar de tudo isso, o povo de Juiz de Fora parece hipnotizado diante das ofertas sempre enganosas do Bahamas. É igual mulher de malandro; quanto mais apanha, mais pede para levar tapa na bunda oxigenada. É inacreditável como a segunda maior cidade do interior de Minas Gerais continue na dependência desses grupos retrógrados e inconsistentes. 

A segunda imagem de cima para baixo que ilustra este artigo é  do carrinho com as minhas compras na loja da Avenida Brasil, próximo à Praça da Estação. Adquiri menos de vinte itens, mesmo assim, não tive como escapar da indigesta fila única. É a última vez, porém, que entro numa loja do cabuloso Bahamas.
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Da Série — Nossos ouvidos não são penico

Após embarcar no meio da semana num voo da Gol com destino a Vitória (ES), onde tínhamos um compromisso profissional agendado, fomos surpreendidos por um grupo de estudantes de medicina procedente de Salvador e que, infelizmente, resolveu pegar a rota via Galeão para fazer o mesmo trajeto.

A aeronave ainda sobrevoava o espaço aéreo quando as figuras (quatro jovens casais), começaram uma infernal batucada com diversos instrumentos sonoros a qual classificaram de “axé”, “sertanejo universitário” “arrocha” e “funk carioca”. 

Diante da ofensa sonora, os passageiros, inclusive eu, decidimos dar uma basta naquela coisa de qualidade duvidosa. Acionamos uma das aeromoças, que imediata e justamente, decretou que os folgadões respeitassem o bom senso e a opinião da maioria, caso contrário o comandante do aparelho voltaria ao Galeão e os entregaria à Polícia Federal por desordem e perturbação do sossego alheio. Os cabras trataram de ficar quetinhos e a viagem prosseguiu sem alteração até seu destino, em solo capixaba.
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8 de março 

Neste Dia da Mulher, nossa homenagem musical a todas essas fêmeas divinas e maravilhosas. E um recadinho apoquentado para você, inesquecível fulaninha: Me espere! Eu volto logo.