sábado, 15 de março de 2014

"Jesus não é brinquedo não"


Por marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>>  Em nossas incursões jornalísticas por Juiz de Fora encontramos no início da semana esta verdadeira pérola colada em um poste de iluminação da Cemig no bairro Vitorino Braga, região central da cidade. (Clique na imagem para melhor melhor visualização).

Procuramos o suposto responsável pelo conjunto da obra, o tal do “missionário” Adão Sancho Neto, criador da “Igreja Pentecostal Jesus não é Brinquedo Não”.

Apesar de não ter conseguido encontrá-lo, fomos informados por populares que o distinto seria um cearense de Juazeiro do Norte, terra do “Padim Padi Ciço”, recém- chegado de São Paulo após fracassada tentativa de abrir uma “igreja” na periferia daquela capital.

A despeito de dúvidas sobre a real autenticidade do folheto por conta de seus gritantes erros ortográficos, não é difícil encontrar em bairros populares das grandes cidades brasileiras algo idêntico. A multiplicação das seitas evangélicas cresce mais do que carrapato em lombo de jumento graças a ignorância do povo, ávido por promessas de prosperidade financeira e supostas curas dos males que afligem dez de cada dez mortais.

Como é do conhecimento público, os falsos profetas fizeram dessas arapucas verdadeiras portas comerciais com o objetivo de engordar cada vez mais suas recheadas contas bancárias.

Eles seguem a criminosa estratégia do conto do curandeirismo, charlatanismo e estelionato sabendo, de antemão, que as autoridades dificilmente mão coloca-los atrás das grades já que as leis brasileiras são frágeis e flexíveis.

Prometem, inclusive, um lugar no “céu” aos fiéis. Mas para isso, é preciso que paguem o dízimo e deem suas ofertas sem questionar o destino do dinheiro.
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Primavera antecipada


Às vésperas do outono, e já registrando temperaturas amenas com tendência a esfriar ao cair da noite, Juiz de Fora é contemplada com a exuberante floração de ipês amarelos e quaresmeiras em diversas ruas do Alto dos Passos, bairro de classe média na Zona Sul da cidade.
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O ovo da serpente


Cinquenta anos após o Golpe Militar de 64, cujo ovo da serpente foi gerado em Juiz de Fora, o jornal Tribuna de Minas publica uma série especial acerca da ditadura. Conforme o diário, as histórias são contadas por duas vizinhas do general Olympio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar, e por uma filha de um do veterano da Revolução de 1930. Os encontros entre os articuladores do golpe, incluindo o ex-governador de Minas, Magalhães Pinto, ocorriam em um imóvel do Exército (foto) localizado no centro de Juiz de Fora.
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