quarta-feira, 5 de março de 2014

"O Lepo Lepo que vocês vão ouvir é o chicote do diabo no seu lombo"


Por Marcos Niemeyer


>> Essas “obras musicais” inventadas na Bahia e que a partir do carnaval se alastram feito abelha no pote de mel, revelam a pobreza sonora atual brasileira.

Além de obscena e vulgar, em sua maioria, essa coisa torra o saco do mais franciscano dos mortais já que passa a tocar na TV e nas FMs, na casa da vizinho e onde mais houver gente de preferência musical duvidosa o resto do ano até o próximo carnaval, quando surge algo que consegue ser ainda pior do que os ritmos medíocres anteriores.

Para o jornalista Alexandre Figueiredo, editor dos blogs progressistas O Kylocyclo e Mingau de Aço, só mesmo o marketing midiático para definir a “música” Lepo Lepo, do tal grupo baiano Psirico, como o maior hit do verão brasileiro, e um dos mais tocados no país ultimamente. “Os comentários aparentemente elogiosos não condizem com o que realmente tal despropósito sonoro representa”, afirma Alexandre.

Diante de tanta asneira a fazer sucesso sob os aplausos de uma juventude cada vez mais idiotizada, me lembro que os estudantes da nossa época eram mais exigentes do ponto de vista musical. Não ouvíamos qualquer coisa, sem contar que os cantores de décadas passadas precisavam mostrar talento de verdade para fazer sucesso.

Psirico, por exemplo, era nome de um puteiro da pior espécie localizado na Floresta, tradicional bairro de Belo Horizonte. Hoje, é nome de “artista”. A tal “música” desse grupo baiano é tão ruim, de tão péssima qualidade, que até os crentes pentecostais resolveram dar seu veredicto sobre o assunto.

Panfletos distribuídos por “obreiros” dessas instituições nas ruas de Juiz de Fora durante o carnaval, são taxativos. “Recado aos irmãos que estão deixando poluir seus ouvidos com o Lepo Lepo: se Jesus voltar hoje, o único “Lepo Lepo que vocês vão ouvir e sentir é o chicote do diabo no seu lombo.”
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Torcendo contra 

Se o carnaval faz aumentar a desordem e a violência no país, dá calafrio só em pensar nesse negócio chamado Copa do Mundo. Quem não gosta de bagunça será obrigado a conviver, entre outras outras ofensas, com o barulho infernal das desgraçadas vuvuzelas e o fanatismo doentio do povo. Tomara que essa indigestosa Seleção Brasileira seja eliminada logo no início do evento. Só assim não teremos um mês inteiro de baderna e catinga de urina em nossas portas. Amém!
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O clima é fundamental


Céu nublado, clima ameno, já com aspecto de outono/inverno. No momento, a temperatura no centro de Juiz de Fora é de 18 graus. Imagem obtida a partir do mirante localizado no topo do Independência Shopping no final desta tarde de quarta-feira (05).
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