quinta-feira, 27 de março de 2014

Os encoxadores


Por Marcos Niemeyer 


>> Esses tipos denominados "encoxadores" não são novos no cenário urbano. Existem há décadas. Só agora, porém — com a popularização da internet — é que começam a ser denunciados nas redes sociais, em sites e blogs, além de destaque na mídia tradicional. 

As vítimas preferidas são mulheres, mas nem mesmo homens escapam da fúria sexual. A prática leva o nome técnico de “frotteurismo” — que significa o ato de esfregar-se em outra pessoa sem o consentimento da mesma. Você, caro internauta, que costuma utilizar transporte coletivo é bom tirar o seu da reta.

Uma revista de circulação nacional constatou com base em denúncias que eles têm em média 32 anos, preferem atacar pela manhã — horários em que ônibus, metrôs, trens e estações estão lotados  —,  escolhendo vítimas na faixa dos 28 anos.

Além de assediar, os cabras fotografam, filmam e publicam na internet. Em Vitória, a ensolarada capital do Espírito Santo, um vídeo feito no interior do busão Transcol, linha 591- Serra/ Campo Grande, e publicado na internet, revelou a ousadia desses tarados.

Nas imagens, um sujeito aperta sua perna na farta bunda de um mulher chegando, inclusive, a mostrar o “instrumento” em ponto de bala para a passageira.

Tão constrangedor é entrar num banheiro público para tirar água do joelho e dar de cara com figuras barbadas de plantão a pescoçar a genitália alheia.

Na semana passada uma amiga minha e eu pegamos o metrô em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em direção ao centro da cidade para gravar um vídeo sobre MPB. Desembarcamos na Presidente Vargas e me deu vontade de urinar. Fui até um dos assombrosos banheiros da Central do Brasil aliviar-me.

Um sujeito de quase dois metros de altura, musculoso, cabeça raspada, brinco nas orelhas e tatuado ficou de tocaia assim que entrei no sanitário. Ato contínuo, olhou pra mim e disse na maior cara de pau: "Noooossa, quanto você calça? Seu 'pé' é grandalhãoooo..." 

Fato igualmente repudiável ocorreu na década de oitenta dentro de um ônibus que fazia a linha Federação/ Bonfim, em Salvador, na Bahia, após um nativo afrodescedente no mais autêntico estilo rastafári embarcar no coletivo, na altura do Mercado Modelo.

Para surpresa da galera, a bizarra figura resolveu revelar em público seu mais desembestado e excêntrico desejo sexual. “Ai, que vontade de comer um cu!”  disse com vozeirão impostado, tipo locutor de FM breganeja.

Indignados, todos os passageiros voltaram os olhares para ver de onde vinha tamanho atentado contra a moral e os bons costumes. Sem mais delongas, o cabra completou: “Eu disse um só!”



ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE 

Esse mundão desembestado está cada vez mais cheio de armadilhas e costumes discutíveis. Agora é a vez de um cientista italiano prever que no futuro todos serão bissexuais. Segundo o distinto, tal possibilidade é “resultado da evolução natural das espécies". Imagina você transando com a namorada e a cachorra resolve inverter os papéis. “Fica de quatro, mêo beeim, agora é a minha vez”. Meu saudoso e bigodudo vovozinho, diria: “É o fim do mundo filho, isso não é cousa de cabra macho.”
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PODRIDÃO 

É impossível — para quem bom senso, obviamente — suportar a mediocridade dos programas televisivos, bem como ouvir as FMs popularescas. Nunca na história desse país houve tanta idolatria e glamourização de falsas celebridades e até mesmo de bandidos que se dizem "artistas". Os insatisfeitos com esse incontrolável despropósito que a mídia classifica de "diversidade cultural" são tachados de "elitistas", "retrógrados", "fascistas" e "preconceituosos". Às vezes sinto vergonha em ter nascido no Brasil.
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SUVACO CABELUDO 

A tal da Madonna, que muitos acham tratar-se de uma "grande cantora", resolveu inovar mais uma vez seu visual escalafobético. A moça tem aparecido na mídia com um quilo de cabelo debaixo dos braços. Nada que uma boa lâmina não resolva. Deve ser terrível uma fêmea peluda. Cruz credo!
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PARECE MENTIRA, MAS É VERDADE 

Uma professora aposentada de Juiz de Fora atende pelo inacreditável nome de Cadelíssima Pinto de Jesus Contente. Aos 92 anos, ela apresenta ótima saúde, tem 12 filhos, mais de vinte netos e uma penca de bisnetos. Popularmente é conhecida como “Dona Cadê”. Esperta para a idade avançada, é flamenguista “doente”, não abre mão da resenha diária no portão de casa com os vizinhos, costuma dar pitacos políticos e filosóficos, adora tango, bolero, bossa nova, blues e jazz. Fala mal do celular, da internet e de outras invenções modernosas. Diz que fumou maconha até por volta dos quarenta anos de idade. "Só andava de cabeça feita, menino. Naquela época a erva tinha qualidade", ressalta aos risos.
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