segunda-feira, 31 de março de 2014

Vende-se PUSSY; quem vai querer?


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>> Mesmo discordando em parte do resultado da pesquisa feita por um instituto sobre o assunto em que a maioria dos brasileiros acredita que mulher com a roupa muito curta "está pedindo para ser estuprada", é impossível não admitir que a danada da atração é inevitável. A carne não é fraca? 

Pois bem. É como chacoalhar um pano vermelho na arena para atiçar o touro. Sim, a ausência dos panos vulgariza a imagem feminina. Nenhuma mente sã é favorável ao estupro, atitude violenta e criminosa.

Mas hoje em dia, a bem da verdade, são os homens é que precisam ter cuidado para não serem molestados por certas fêmeas sexualmente insaciáveis. Elas não respeitam mais os limites, já vão deixando de lado os "entretantos" e partindo para os "finalmentes".

Na década de 1960, quando surgiu a mini-saia, foi um verdadeiro escândalo. Hoje a indumentária não mais existe por que é muito pano para cobrir bundas & pererecas. O chique agora é mostrar tudo ou quase tudo que as retinas masculinas possam ver.

A tatuagem que se via discretamente desenhada no pescoço, desceu tanto pela carcaça que passou do tolerável, invadindo até mesmo o que poderia cobrir um minúsculo fio-dental.

Por sua vez, a pode mídia se encarregou de tornar a mulher um produto de banca de frutas de supermercado, quando inventou a a “Mulher Melão”, “Mulher Melancia”, “Mulher Pêra”, “Mulher Uva” e mais um caminhão de adjetivos que soam de maneira pejorativa entre as exceções que tem o desconfiômetro ligado.

Frutas de feiras e supermercados, como sabemos, passam de mão em mão, tipo moeda de um real na roleta dos cobradores de ônibus. Até mesmo os tradicionais concursos de Miss Beleza, Miss Simpatia, Miss Primavera, Miss Brasil, Miss Mundo, etc, perderam espaço para algo do tipo”Miss Bumbum”, em que as candidatas pululam no tablado mostrando literalmente tudo para a plateia embasbacada.

A vulgaridade feminina é tanta que agora tem até leilão de virgindade na internet. Filmes e revistas pornográficas são coisas do passado. Quem gosta de assistir a uma caliente seção de putaria basta ligar a TV. Novelas e os abomináveis “reality shows” vão muito além.

O mesmo pode se dizer relação às “músicas” mais tocadas nas paradas de sucesso. Eis um dos mais perniciosos exemplos: “Na cama faço de tudo/ Sou eu que te dou prazer/ Sou profissional do sexo/ E vou te mostrar por que/ My pussy é o poder/ My pussy é o poder/ Mulher burra fica pobre/ Mas eu vou te dizer/ Se for inteligente pode até enriquecer...”

Para quem não sabe, a palavra “my pussy” traduzida do inglês significa “minha buceta”. Tal pérola foi gravada por uma indigesta representante do ainda mais medíocre“funk carioca”. Depois, se dizem "vítimas". Mulheres sérias e responsáveis — espécie em extinção — não se vestem mostrando peitos & bundas, nem tampouco estimulam a prostituição com o aval do sistema midiático. Sabem ser sexy e bonitas sem apelar para a vulgaridade.

Na Feira Livre de Juiz de Fora, ouvi um senhor conversando sobre o assunto e ele disse algo que me fez refletir sobre a inversão de valores nesses tempos modernosos: "Havia uma época em que o homem para ver o joelho da moça, só depois do casamento. Hoje, basta botar o pescoço do lado de fora da janela para enxergar até o rego delas."

PS:. O “protesto” articulado via Facebook por algumas mais afoitas que se dizem contrárias ao resultado da pesquisa em que a maioria dos brasileiros revelou “que mulher de roupa muito curta merece ser estuprada”, não pode ser levado a sério. Elas estão exagerando na dose. Querem respeito? Façam se respeitar, vadias!
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