quinta-feira, 17 de abril de 2014

Bandidos sacolejam "funk ostentação" e atualizam Facebook diretamente do xilindró


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>> Não é a primeira vez e obviamente não será a última em que um bandido zomba de tudo e de todos ao cantarolar o tal “funk ostentação” numa delegacia do país. Desta vez, o fato ocorreu na eternamente calorenta & “e-mosquitada” Governador Valadares, cidade de 260 mil habitantes, encravada no Leste mineiro.

Guilherme Eduardo (foto), de 21 anos na cacunda, proporcionou um “espetáculo” na cadeia local após ser preso por roubar uma moto na periferia do município. Visivelmente drogado ou embriagado, o bandido — que a exemplo de qualquer outro filho do exu com a pomba gira resolva confessar o crime é tratado, por lei, apenas como “suspeito”, — é conhecido pela polícia valadarense de outros carnavais. 

O repórter responsável pela matéria levada ao ar pela TV Alterosa de Belo Horizonte, disse durante a gravação das imagens que a “música ensaiada pelo sujeito fazia parte do repertório dele”, Imagina, um jornalista chamar isso de música. É muita falta de conhecimento, um erro imperdoável saído da boca de quem leva informação ao público. 

O ladrão “cantor” não deve ficar atrás das grades por muito tempo. Afinal, no Brasil, já está provado que lugar de bandido é na rua, livre leve e solto.

Protegidos pelos “direitos humanos”, marginais da mais alta periculosidade circulam tranquilamente pelos quatro cantos do país enquanto o cidadão de bem é obrigado a fincar grades nas janelas, suspender muros altos e até mesmo evitar sair às ruas. Veja a performance do "artista":



Falar que o “funk ostentação” e suas diversas variações não só estimulam mas também andam de braços dados com banditismo e a violência, é chover no molhado. Só a mídia, governantes e seus aliados, além de “sociólogos”, “antropólogos” e outros intelectos “urubólogos” é que não conseguem enxergar, ou melhor, admitir o imensurável lamaçal.

Dizem que é discriminação e uma forma preconceituosa em não admitir a “diversidade da cultura popular em sua mais expressiva característica e um grito de alerta contra as desigualdades sociais que segrega classes sociais distintas”.

Bonita retórica, né? Pois bem. Em Juiz de Fora, há pouco mais de uma semana jovens participantes de um encontro de “funk ostentação” na área central da cidade exibiam cordões de ouro, pulseiras de prata, carros “tunados”, além de muito álcool, drogas e periguetchys da mesma laia.

Alertados por vizinhos, policiais cercaram o local. Foram recebidos a tiros e gritos de “Fora, seus imundos, aqui vocês não tem vez, somos da paz”.

Outra situação que revela a audácia da bandidagem é a atualização do perfil de diversos criminosos no Facebook diretamente das imundas celas.

Para isso, eles usam o celular que costumam ter acesso das mais diversas e inacreditáveis maneiras. Ou quem não sabe que suas amantes, por exemplo, costumam transportar minúsculos dispositivos móveis escondidos na periquita e até mesmo nas entranhas do fiofó?

Na localidade de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém, no Pará, o bandidão conhecido como “Cidinho di Marituba” continuou ativo nas redes sociais mesmo após ser preso por motivo não relevado mas que, certamente, não deve ser à toa. 

Nas redes sociais, que tem se transformado numa autêntica cópia do finado Orkut, além de postar imagens que teriam sido feitas no xilindró e frases de “músicas” do “funk ostentação”, ele refere à prisão como "veneno", e diz que, apesar desta ser a justiça dos homens, apenas Deus pode julgá-lo e ironiza do sistema carcerário: "Vida de ladrão é sofrida, mas é divertida", avalia, e conclui dizendo "vou sair daqui pior".

Se o Brasil fosse um país sério e zelasse pela segurança da população — bandidos, principalmente os de alta periculosidade, receberiam tratamento à altura do conjunto de suas "obras".

Mas como não passa de uma nação governada por crápulas e terroristas, os foras da lei costumam ser transformados, inclusive, em “celebridades intocáveis” e protegidas por leis mirabolantes e arcaicas. Até quando, ninguém sabe.
....

AS VOZES ENGANAM 

Na década de oitenta, este humílimo aprendiz de escriba atuava como redator e noticiarista no Departamento de Jornalismo da Rádio Sociedade da Bahia, em Salvador. Emissora de alcance nacional, éramos ouvidos nos mais diferentes pontos do país, sobretudo no Nordeste. 

Certa ocasião, um "speaker" que cobria as férias do saudoso amigo Elias Alves  relojoeiro na Baixa dos Sapateiros e pai do vocalista Missinho, da primeira formação da tal banda Chiclete com Banana — no programa "Vamos acordar com a Sanfona e a Viola" encantou, entre outras ouvintes através das ondas da emissora uma cearense de Fortaleza, a mais ensolarada capital do Nordeste. Os dois combinaram um encontro.

Aposentada e já com os "burros na sombra", a distinta embarcou num voo da antiga e saudosa Varig com destino a Salvador. O radialista, apesar do vozeirão "sexy e sensual" (segundo suas ouvintes) era franzino, magrelinho, não impunha respeito do ponto de vista físico.

Desapontada diante do cabra, a visitante esbravejou: "Mas por causa de conta, sêo minino, ocê num mim falô antes que era esse pingo de gente? Eu tô pensano cocê era um tipão do zói azulin, dus braço musculoso. Oxente! Acuma? Tô abestada, apalermada, que burundanga brocoiosa, desapeteço de homi das cousa pequena. Tá marrado e aperreado com as benção do meu santo Padim Padi Ciço!"
....

FULANINHA CHATINHA

Não aguento mais ouvir falar nessa tal de Sheherazade. Que mulherzinha chata do c....! Fiquei ainda mais possesso ao ver uma imagem da dita cuja sentada na bancada do jornal do SBesTeira. Sim, ela estava com o baita traseiro esparramado feito rama de abóbora em cima da mesa onde os apresentadores ficam de frente para as câmeras. Tive acirrada discussão com uma estagiária numa grande emissora de rádio em que atuei por conta de algo idêntico. A menina tinha acabado de sair da faculdade e era viciada em colocar os glúteos alguns palmos além do normal nas mesas da redação
....

TAPETE

Das vinte melhores rodovias do país, dezenove estão no estado de São Paulo. A vigésima, digo eu, sem medo de errar, fica por conta da BR/ 040 — Rio/ Juiz de Fora. Um verdadeiro tapete. No Brasil, ao contrário do Primeiro Mundo, a coisa só funciona bem com a iniciativa privada.

.