sábado, 21 de junho de 2014

Destino cruel



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>> Ao revirar recentemente meus arquivos sonoros encontrei uma fita K-7 com a voz de um famoso comunicador dos bons tempos da Rádio Sociedade da Bahia que entrou em dificuldades pessoais e financeiras após se afastar da emissora e, visto por mim muito tempo atrás, catando resto de comida e guimbas de cigarro nas latas de lixo no centro histórico de Salvador. Fiquei sabendo através de terceiros que ele teria virado morador de rua.

A referida figura, gente muito boa por sinal entre as tantas com as quais atuei na radiodifusão, vivia cercada de artistas famosos em seu horário na emissora. A cantora Sandra de Sá, por exemplo, era "Madrinha" do programa apresentado pelo distinto.

Nunca soube que ela, frequentadora assídua da antiga PR-A4, tenha feito qualquer coisa para minimizar o sofrimento do radialista. Aliás, nenhum outro artista dos que viviam a babar o saco do distinto socorreram o rapaz no momento em que ele mais precisava. 

Há poucos dias eu conversava aqui no Facebook com um conhecido compositor baiano, também "amigo" do comunicador no auge da fama, e perguntei-lhe pela figura em questão.

O cabra ironicamente desconversou, após dizer: "Nunca mais ouvi falar dele. Cabeça que não tem juízo, o corpo paga."

As más línguas dizem que o radialista teria sido vítima de um "trabalho pesado de macumba" feito pela ex-mulher do mesmo, também muito conhecida nos meios artísticos.

Outra ilustre figura artística de origem radiofônica baiana em situação praticamente idêntica é ninguém menos que Waldir Serrão, o Big Ben, parceiro musical de Raul Seixas. Além de comunicador, Waldir Serrão se destacou também como cantor e compositor. 

Participou, nos anos 1960, de movimentos fundadores do rock baiano. Foi nessa época que se tornou amigo do "Maluco Beleza". Atualmente, Big Ben vive de favores morando num pequeno quarto em um bairro periférico de Salvador. Clique aqui para ver detalhes.
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Baile Black 

O cantor e compositor Hyldon  autor de "Na rua, na chuva, na fazenda" e "Na sombra de uma árvore", entre outras canções não menos importantes, faz sucesso na internet com o hit "Foi no Baile Black", fruto do seu novo CD, "Romances Urbanos", num dos eventos mais clássicos do cenário black carioca: o Baile Charme de Madureira.

A canção, que exalta amores e saudade dos bailes que ocorriam na década de 1970, surgiu após uma conversa informal com os parceiros e rappers Mano Brown e Dexter. Lançado digitalmente via Sony Music Digital, “Romances Urbanos” traz 12 canções inéditas de Hyldon com parceiros artísticos insuspeitáveis a exemplo de Arnaldo Antunes, Céu e Zeca Baleiro.

O disco pode ser ouvido no Deezer, Rdio e iTunes. O ritmo das melodias é dançante e cadenciado. Nos anos 70 e 80 ocuparia os primeiros lugares nas paradas de sucesso. Hoje, infelizmente, encontra pouco ou nenhum espaço na grande mídia preocupada apenas em faturar, não importando com a qualidade. Veja o clipe "Foi no Baile Black".

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