quinta-feira, 5 de junho de 2014

164 anos: Parabéns, Juiz de Fora!


Por Marcos Niemeyer


>> Juiz de Fora, a efervescente cidade que no final do século XIX reivindicou a primazia em se tornar a capital mineira  —  perdendo a condição para uma tal de "Belzonte" que acabara de sair do papel — está completando 164 anos.

A expressiva cultura local é constituída por uma mistura de diferentes origens, tanto nacionais quanto estrangeiras. O município foi o centro cultural do estado até a década de 1920.

A cidade possui diversas atrações turísticas. Entre os pontos mais visitados estão os museus, a exemplo do Museu Mariano Procópio e o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes.

Há, também, dezenas de antiquários, livrarias, cinemas, teatros, parques, lojas de grife, cafés, etc. Grandes espetáculos artísticos, incluindo apresentações musicais com relevantes nomes da MPB e internacionais, são frequentes.

Ao lado da modernidade urbana é possível observar construções seculares a exemplo do prédio da Usina Bernardo Mascarenhas, do edifício do Banco de Crédito Real e da Estação Ferroviária da EFCB. O centro Histórico de Juiz de Fora tem dezenas de edificações nos estilos art decó e Art Nouveau.

A proximidade com o Rio de Janeiro transformou a cidade numa espécie de "Zona Sul" carioca. Só faltaram as praias. Para o historiador Roberto Dilly, Juiz de Fora sempre foi distante da capital mineira, até mesmo quando era Ouro Preto, e não Belo Horizonte.

"Estamos quase na divisa com o estado do Rio de Janeiro e, por isso, criamos uma dependência muito grande", destaca. Ainda, conforme Dilly, essa não é apenas uma característica da mais importante cidade da Zona da Mata. "No sul de Minas ocorre o mesmo, só que com a influência paulista", lembra.

A verdade é que Rio de Janeiro e Juiz de Fora sempre tiveram uma ligação cultural e econômica das mais expressivas. A alcunha pejorativa "Carioca do Brejo", criada não se sabe por quem para criticar o jeito do morador da cidade mineira, costuma ser ouvida nas mais diferentes rodas de conversa.

Ao completar mais de um século e meio de existência, Juiz de Fora se destaca no cenário nacional como importante cidade nos mais diversos aspectos. O ponto negativo fica por conta da violência descontrolada, trânsito caótico, mendicância, tráfico de drogas, além de outras incontáveis mazelas políticas e sociais.

O vídeo que ilustra este artigo é justa e merecida homenagem do flautista juiz-forano Estevão Teixeira — renomado artista nativo nacionalmente conhecido —  em defesa da Mata do Krambeck, área de maior reserva de Mata Atlântica em espaço urbano do país e que num passado recente quase foi destruída pela especulação imobiliária.

O crime ecológico só foi impedido a partir da mobilização de moradores, estudantes e setores da sociedade civil organizada. Parte do Krambeck agora é de propriedade da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que criou na importante área verde o Jardim Botânico da instituição.

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