terça-feira, 17 de junho de 2014

O lado "bom" da chifrada


Por Marcos Niemeyer


>> Li um artigo no site UAI dando conta de que nem o mais seguro dos cabras macho, imponente com sua arrogância e  fama de Don Juan, está livre de ser presenteado com um estiloso par de chifres na parte mais elevada do esqueleto.

Conforme a publicação, o maior dos comedores, o garanhão dos garanhões, nem sempre usufrui da sabedoria de um macho experiente, que sabe não possuir nenhuma espécie de antídoto capaz de escorraçar a eventualidade de uma dolorida chifrada.

O ego ferido ensinaria o sujeito que é preciso aprender a perder na vida. Espécie de um processo educativo, de um evolução natural de um futuro homem de verdade. Há, inclusive, quem acredite que o chifre "humaniza" qualquer distinto. Pobre daquele macho, insinua o texto, que diz que quem leva chifre não come direito.

Se esquecem que para elas terem certeza se seus machos estão trepando direito, precisam provar, experimentar. É aí que o valentão fica vulnerável como um adolescente ingênuo. Lições, humildade e critério: somente o gosto amargo e cruel de um galho bem dado traz maturidade a um macho orgulhoso.

Passando por esse mal é que ele aprende a respeitar, a distinguir e a valorizar uma mulher parceira de verdade. Culpado ou não, isso não importa. O que importa é olhar para trás, reconhecer as falhas e entender que não existe imunidade para ser traído. 

Ninguém é de ninguém, e ninguém é melhor do que ninguém. Por outro lado, não é preciso ter bola de cristal para perceber que as chifradas aumentam consideravelmente em dias de clássicos e grandes decisões do futebol, sobretudo na tal Copa do Mundo. Afinal, não é todo macho que baba a cueca por causa de futebol.

Enquanto fulano, beltrano e cicrano acompanham alcoolizados e cambaleantes o analfabeto Neymar & Cia pelos gramados ao vivo ou nas telas virtuais, suas curvilíneas e cobiçadas mulheres podem estar ciscando no tapete feito cadelas no cio.

Depois vem a choradeira desses machos que estão trocando suas jeitosas namoradas e esposas para delirar diante de vinte e dois cabras correndo atrás de uma bola.
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Sinal dos tempos

Sou do tempo em que o cabra apaixonado fazia questão de levar para sua amada, além de beijos e carinhos infinitos, flores das mais diferentes espécies. Nem que fosse uma simples rosa respeitosa e honestamente roubada no jardim da praça ou no quintal do vizinho.

As moças recebiam o presente que ficaria de enfeite em suas indefectíveis penteadeiras até que as folhas secassem. Ato contínuo, essas mesmas folhas eram guardadas nas gavetas ou entre as folhas dos cadernos e livros escolares. Hoje, a mulher que ainda recebe flores de algum raro homem do coração deverasmente dilacerado não espera mais do que um par de horas para atirá-las no lixo.
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Temporada de rock em Juiz de Fora

Teve início no último sábado (14), a Décima Sexta edição do Festival de Bandas Novas de Rock de Juiz de Fora. O evento, que ocorre simultaneamente na Praça da Estação e no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, prossegue até dezembro com apresentações durante todos os finais de semana. No total, foram 218 bandas inscritas e 21 selecionadas.

A noite fria (com sensação térmica de 8 graus) não impediu que a multidão lotasse a praça. Detalhe importante: nunca vi um encontro de roqueiros terminar em pancadaria e tiroteio — ao contrário dos famigerados bailes funks e similares, por exemplo.

Com imagens da cinegrafista carioca Isa Carla Miranda, transmitimos lances do evento ao vivo na Connection Rio/Juiz de Fora (TV a Cabo) e também no nosso canal do YouTube. Conheça detalhes do festival clicando aqui.
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