sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ser patriota não significa ter a obrigação de torcer por futebol


Por Marcos Niemeyer


>> Gosto muito do meu Brasil. No entanto, além de detestar futebol — com todo respeito aos inúmeros amigos que tenho na crônica esportiva nacional — estou torcendo mesmo para que essa tal de "seleção brasileira" perca a competição, não importa para quem quer que seja.

Sempre abominei toda e qualquer espécie de fanatismo — seja religioso, político, ideológico e o caralho a quatro. Enquanto não acabar esse negócio chamado "copa do mundo" — faço questão de escrever com letra minúscula despropósitos dessa natureza — vou ficar camuflado em casa.

Tenho medo de botar o pé do lado de fora e levar uma garrafada na ideia, deparar com bombas a explodir no meu caminho, ouvir buzinaços (maldita essa coisa chamada vuvuzela — quem inventou essa maldição merecia ser trucidado no ninho) —, enfrentar gigantescos engarrafamentos, dar de cara com alcoólatras cambaleantes urinando, cagando e vomitando pelas ruas e ostentando no chifre bandeiras com as cores da terra descoberta pelo desocupado Cabral.

Ora, ganhando ou perdendo, jogadores — a maioria não passa de autênticos analfabetos, não contribuindo em absolutamente nada para o desenvolvimento político/sócio/econômico/cultural do país — já estão com suas vidas arrumadas, com o burro na sombra. Andam em carrões, habitam mansões, passeiam de iates e jatos, comem periguetchys curvilíneas e com essas putas vagabundas fazem até fio terra e beijo grego. (Dizem por aí que essas práticas modernosas, inconsistentes e escalafobéticas agora estão na pauta dos instintos carnais dos "três" sexos). — "Assim não dá pra ser feliz, filho!", diria meu saudoso vovozinho.

Em contra-partida, milhões de idiotas phodidos, assalariados, com o nome no SPC e na Serasa, devendo até os cabelos do fiofó, se matando por conta de futebol. Tenho mais o que fazer. Que essa porcaria de "seleção brasileira" entre pelo cano e não encontre a saída. Caiam na real, cambada de fanáticos. URGENTE! Juizinho bandido, ladrão, prejudicou a Croácia. Mas esses estrupícios porras loucas vão ter o troco no momento exato. A batata deles está assando na brasa. E não esqueça, cambada: o pé quente do papa Chico é argentino desde pequenininho.
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A verdade tem que ser dita

Somente cinco vozes femininas conseguiram interpretar de maneira inconteste e insuperável a linda canção Aquarela do Brasil, de Ary Barroso: Carmem Miranda, Elis Regina, Gal Costa, Dionne Warwick e Sarah Vaughan. Escolhida para a abertura da Copa, seria um fato de grande relevância não fosse confiar a interpretação da melodia a intrusos oportunistas.

Essas cantorzinhas midiáticas de meia-pataca da cabeleira borrada de amarelo-canário que aparecem por aí tentando fazer bonito, só sabem mostrar peitos e bundas siliconados já que carecem de talento. Tão evaporáveis quanto a fumaça que sai de uma chaminé. Por outro lado, o notável compositor de uma das músicas mais conhecidas da MPB merece respeito por conta de sua obra indelével. 
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Gostei do artigo postado no Face pelo amigo Cláudio Carvalho de Moura, sonoplasta da Rádio Globo/CBN do Rio e que transcrevo na íntegra: 

Não sou eleitor e nem defensor da presidente Dilma e nem do PT, mas achei uma falta de educação e civilidade o ocorrido na abertura da copa do mundo, ontem, no "Itaquerão", em São Paulo. Mesmo achando que quase tudo o que envolveu a preparação da copa no Brasil tenha sido, no mínimo, nebuloso, não havia um porquê de vaias gratuitas à presidente, pois a mesma sequer fez um pronunciamento oficial.

As vaias vindas das arquibancadas foram dadas por pessoas que seguramente têm uma condição social boa, muito distinta da imensa maioria do povo brasileiro, que assistiu ao primeiro jogo da copa em casa, com amigos ou em lugares públicos, como é a nossa tradição. 

As vaias das elites e da classe média conservadora mostram o ranço mais do que secular dessas minorias, que não aceitam que um partido com nome de "dos trabalhadores" governe o Brasil há 12 anos, mesmo que esse partido pouco ou nada tenha feito para mudar o perverso quadro de contraste social tenebroso que existe no país desde o seu descobrimento.

É a vaia pela vaia. Os que se prestaram a esse triste e ridículo papel também não têm projeto algum a oferecer à nação, pois de fato estão pouco se lixando para mudanças estruturais que, aí sim, atenderiam aos interesses da maioria afastada das riquezas produzidas por milhões de brasileiros e apropriadas pelos mesmos parasitas de sempre. Mais uma bola fora na abertura da copa, e dessa vez não foi dada pelo governo do PT. Sejamos justos!
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