quinta-feira, 3 de julho de 2014

Os vídeos compartilhados e outras armações Facebookianas


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
cacarejadavirtual/


>> Eu cá já num 'guentava' mais abrir o maldito Feice Buque e ver a tela pipocando de vídeos compartilhados com carregamento automático, precedidos de todo tipo de publicidade. Cães, gatos, a tal da seleção besteleira, selfies de peitos, bundas e o carai elevado ao quadrado pululavam na página night and day. Foi aí que um amigo de Portugal (e ainda falam mal dos patrícios) me deu a dica:

— O que estás à esperar, José Boschetta, que não vos paralisa tal cacete armado, ora pois pois? Basta que tu abras as configurações do Chrome, vá em Configurações de Conteúdo/ Plug-ins e selecione sem mais delongas “Bloquear Tudo”. Ficarás, com certeza, livre dessas tais coisas anti-porreiras. E avisa pru povo brasileiro que nós de além mar estamos a torcer fervorosamente para a Colômbia. Um braço do amigo Joaquim, sobrinho do Manuel e — como diria o poeta e filósofo Celson Tadeus de Lima, "até mais vê."

Rápido no gatilho — quer dizer, nas palavras e no teclado, Celson respostou diretamente de Governador Valadares, no Leste de Minas, cidade que escolheu para viver, apesar do calor exagerado e da grande quantidade de mosquitos a infernizar a vida dos nativos e visitantes. O filósofo fez uma breve e crítica análise do cada vez controvertido mundo virtual chamado Facebook. Confira:

O que é essa rede social? Que sociabilidade é ver nomes e imagens? Onde estão os olhos que se cruzam e os brindes de nossos copos de cerveja? Quando abro o computador é mais uma cerveja que não abri, essa falsa sensação de inclusão é uma grande desilusão, pois quando a bateria do celular cai ou a internet sai do ar, é como se retirasse nossa estrutura, estamos nus em um mundo que fica cada vez mais distante e confuso, somos novamente escravos, porém, agora da tecnologia. Essa ideologia nos é vendida como excepcional, lá podemos colocar nossas melhores fotos, vídeos e compartilhar com os melhores amigos, talvez para as mentes infantis, pois para quem gosta de convivência, isso é um isolamento social. No meu pileque falo besteiras e não tem jeito de fazer edições e deixar minha fala 'bonitinha' e sem falhas. Sou um ser humano e necessito delas. Sei que vou falar dobrado, triplicado, mas, afinal, amigo é assim. Vai te ouvir e, se necessário, pedir desculpas, coisa que se você publicar mais de meia dúzia de linhas não tem possibilidade de nem dez por cento de seus 'partilhantes' lerem. A coexistência acaba com a distração de mãos e mentes ligeiras agarradas a teclados... não somos robôs. Nossas crianças fazem o que fazemos, muito mais, do que o que falamos. Não vamos esperar até passar dos quarenta anos para poder dizer que a vida começa aí. É maior a experiência adquirida, porém, não se engane, é ladeira abaixo. Não passemos a vida como surfistas: Só 'curtindo' ondas, a vida é mais do que isso. Abração, saúde, até mais vê.
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