terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vagginig-se & abunddig-se


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> A tal da calça legging, principalmente a colorida, deveria ser classificada como "atentado ao pudor" ou "cena de pornografia explícita". Mostra tudo — inclusive, a largura, espessura e demais circunstâncias da "perseguida" das periguetchys. Até muié véia empazinada  tem adoctado o modismo.

Estava eu na fila de um supermercado no Leblon, quando uma dona de apenas e tão somente uns 120 quilos bem pesados trajando uma legging florida, esbarrou na minha mão direita com a xavasca estuphada e disse sem mais delongas: "Desculpe meu jovem, foi sem querer..." — tentou despistar.

Meu saudoso vovozinho diria: "Houve um tempo em que pra ver o joelho da fêmea era só depois do casamento, filho. Hoje, é só abrir a janela e espiar tim tim por tim tim."

Já uma amiga virtual postou em seu feice buque : “Todos os dias, quando venho malhar, sou obrigada a me lembrar das fortes palavras do Senhor, porque Deus mandou dividir o pão, e não a vagina na calça legging.#socorro.”
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ÁGUA GELADA NO CHIFRE

E os modismos não dão trégua. Essa onda de jogar balde d’água gelada na cabeça, só pode ser invenção de um Zé Boschetta sem nada pra fazer. Aliás, isso é coisa de americano com pretexto filantrópico e que logo se espalhou entre os porras-loucas midiáticos.

Funciona da seguinte maneira: num vídeo, os idiotas aceitam a tarefa e lançam o desafio para mais três energúmenos. O cabra enche de gelo um balde com água e despeja no chifre. Se na hora marcada der com a bunda pra trás, deposita cem dólares para uma instituição de caridade. Se prosseguir com a missão e molhar todo o corpo, a doação cai para dez dólares.

Quem quer contribuir com instituições de caridade ou o carayo a quatro, não precisa dessas presepadas. Trata-se apenas de mais uma babaquice entre as trocentas que pululam diariamente nesse mundo modernoso de selfies e até periguetchys com o fucim lambuzado de tanto cheirar rapé. "Assim não dá pra ser feliz, filho!", — diria minha saudosa e inconformada vovozinha.
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AI, QUE SAUDADE DO MOBRAL

E os computadores, celulares, tablets e outras invenções destrambelhadas em que digita-se uma palavra simples e as porqueiras mudam a ortografia e o sentido da frase ou da palavra, enviando uma terminologia ofensiva para centenas de contatos? Phoda, né?
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DOIS PESOS & DUAS MEDIDAS

A tal parada do "Orgulho LGBT", realizada na tarde deste sábado (23), no centro de Juiz de Fora, teve — além de milhares de adeptos e simpatizantes da causa — muita pancadaria, cenas de sexo explícito, pichação de espaços públicos e privados, quebra-quebra de ônibus e veículos diversos e até tiroteio em via pública e o caraio elevado ao quadrado (literalmente). A podre mídia provinciana do brejo diz que tudo transcorreu "maravilhosamente bem."

E enquanto Dona Onça bebe água, o frio não dá trégua por essas bandas da Zona da Mata. Nas ruas, o povo anda mais agasalhado do que pet de madame emergente.

Mulheres grã-finas usam cachecol por cima de toda a vestimenta pra escorraçar a invernada. Os mais phodidos, por sua vez, enrolam até cobertas compradas nas lojas de 1 & 99 no chifre tentando se aquecer de nights and days gelados.
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FLATULÊNCIA AO VIVO & A CORES

Se for verdade que o tal pastor presidenciável peidou durante entrevista ao tendencioso e abominável Jornal Nacional, imagina se o cabra fosse eleito. Daria una cagada ampla, geral e irrestrita no Brézyl varonil, uai. Que catraero avexado e ispritado, sô!
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RPM SACODE A CAPITAL BAIANA


Num país mergulhado na breguice sonora e demais ritmos cretinos inventados e cultuados pelos meios de comunicação, o RPM é uma prova contrária de que nem tudo está perdido. A banda tem talento de sobra pra atrair milhares de fãs até mesmo em Salvador, onde se apresentou na noite deste sábado (23) ao lado de outros bons nomes do rock nacional — durante a Festa PLOC 10 anos.

Como se sabe, a capital baiana — salvo honrosas exceções — é um caldeirão sonoro de qualidade duvidosa que se alastra feito rastro de pólvora, 365 dias por ano para o resto do Brézyl varonil. Na foto, os integrantes do RPM recebem de braços abertos nossa amiga e colaboradora deste blog, a professora Jacilene Lima, momentos antes do show que estremeceu a Arena Fonte Nova.
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