sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Corrida de cavalos


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Às vésperas das eleições presidenciais, ainda não vejo um candidato confiável no qual eu possa votar. A Dilma seria, em última instância, a meu ver, a verminose mais "branda" entre a trinca que fomenta dúvidas, acalorados debates e intermináveis discussões físicas e virtuais nos quatro cantos do país.

Aécio, o boa-vida, desnecessário dizer o motivo que o torna um sujeito antipático e sem chances de vencer a disputa. Por sua vez, a mestiça e ex-seringueira Marina Silva — apesar de um passado supostamente imaculado, é público e notório que não reúne qualidades necessárias ao exercício do cargo pretendido. 

A formação política dela é tão obscura quanto o lado oculto da lua e suas ideias atuais podem ser consideradas sob um ponto de vista mais crítico, confusas e contraditórias.

Marina começou a ganhar mais popularidade no cenário político a partir da trágica morte de Eduardo Campos, o então candidato do PSB à presidência que a tinha como vice em sua chapa.

Na revista Carta Capital, o articulista Mino Carta lembra que ela atribui sua chance à Providência Divina. “Teríamos de entender que a mesma manifestação do Altíssimo determinou a morte trágica de Eduardo Campos?”, questiona.

Entre uma das maiores besteiras ditas pelo candidata ultimamente, esta foi hilária: "Os militares ajudaram na transição democrática", matracou.

Recentemente, o Clube Militar do Rio de Janeiro havia anunciado apoio à Marina, chamando sua candidatura de "Fio de Esperança". Poucos dias depois, porém, a entidade retirou o apoio anunciando voto em Aécio Neves por ser o "menos pior".

Diante do cenário político que vai tomando forma, é como bem disse o amigo Cláudio Moura no Facebook: "A eleição presidencial no Brasil está parecendo uma corrida de cavalos, em que a maioria do eleitorado vota a partir do resultado de questionáveis pesquisas e não por convicção."

Aliás, continuo sem saber onde, de fato, as tais pesquisas desses duvidosos institutos midiáticos são realizadas. É chover no molhado dizer que nunca vi ou conheço alguém que tenha dado de cara com algum recenseador do Ibostiope, DataFalha ou o tal do VoxPorrapuli, por exemplo. Não resta dúvida que essas mulas sem cabeça influenciam o voto dos indecisos, mal esclarecidos e companhia ilimitada.
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MORTE DE TONY CÉSAR É UMA PERDA IRREPARÁVEL


A recente morte do radialista Tony César (foto), de 70 anos, deixa o rádio baiano ainda mais pobre. Ele foi vítima de problemas cardíacos. O comunicador atuou desde a década de 1960 nas principais emissoras de Salvador. Popular e carismático, figurava com uma das maiores audiências em um programa matinal nos bons tempos da Rádio Sociedade da Bahia.

Foi nesta emissora que tive o privilégio em conhecê-lo, em 1985, quando eu atuava no Departamento de Jornalismo da empresa. Amigo sincero e confiável, andava sempre com um sorriso estampado no rosto.

Não havia tempo ruim para ele. Tony foi de uma época em que o rádio era habitado por grandes figuras profissionais e humanas — algo tão raro atualmente quanto encontrar agulha no palheiro. Tony César deixa, acima de tudo, um exemplo de dedicação e respeito ao próximo. Descanse em paz, nobre speaker.
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AGENDA CULTURAL

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