quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Não se pode mais confiar nos serviços dos Correios


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Enviar uma mercadoria através dos Correios para qualquer parte do território nacional é algo que, além de caro, exige tempo e paciência. No dia 20 de setembro postei na agência Halfed da ECT, no centro de Juiz de Fora, um pequeno objeto com cerca de 200 gramas e cujo destinatário é um amigo radialista da cidade de Guaçuí, no Espírito Santo.

Fui informado pela atendente que a encomenda seria entregue num prazo de três a cinco dias. Uma semana depois, nada. Voltei então ao local responsável pelo serviço para saber o motivo, já que nem mesmo conseguia fazer o rastreamento do material pela internet.

Para minha surpresa, disseram-me que havia ocorrido um "erro de logística" e o pacote ainda não havia seguido para o destino especificado. "Mas pode ficar tranquilo, moço; nas próximas 24 horas a remessa será enviada normalmente", garantiu-me a funcionária do outro lado do balcão.

Mais duas semanas e uma nova e inconformada surpresa; a mercadoria ainda se encontrava em Juiz de Fora. Já puto da vida diante do constrangimento, resolvi dar um ultimato com ameaça de fazer valer meus direitos do ponto de vista jurídico.

Fui cercado por quatro funcionárias da agência com mil pedidos de desculpa e a garantia de que "dessa vez não haveria falha na entrega". Porém, ao fazer novo rastreamento no site dos Correios nesta tarde de quinta-feira (23), constatei que a mercadoria saiu de Juiz de Fora no dia 16 de outubro seguindo para o Centro Operacional em Belo Horizonte e, de lá, até o C.O da capital capixaba, Vitória. Mas ainda não foi entregue em Guaçuí.

Instituição que no passado era tida como uma das mais confiáveis pelo Brasileiro, os Correios tem perdido credibilidade nesses últimos tempos diante do mau gerenciamento, tanto nas agências quanto no âmbito da direção nacional.

Coleta, distribuição e entrega de correspondências e mercadorias passaram a ser um autêntico sacrifício. Até o serviço de Sedex, tido como "infalível", sofre atrasos no prazo estabelecido para entrega. No caso de um simples objeto enviado para o exterior, a situação fica ainda mais complicada.

Postei meia-dúzia de livros raros no início deste ano numa agência do Galeão, no Rio, para uma amiga em Paris, na França. O material só chegou do outro lado do Atlântico (pasmem!), dois meses depois. 

Independente do partido político que esteja no poder, maracutaias, contratos de gaveta, cabide de emprego e roubalheira sem fim fazem parte do cenário da ECT. O pavio que resultou na Ação Penal 470 (Mensalão), por exemplo, ocorreu nas dependências da Estatal, em Brasília.

Há fortes indícios que o doleiro Alberto Youssef fez armações ilimitadas com empresas de fachada que prestam serviço aos Correios. Outro grave escândalo é o rombo nas contas do Postalis (Fundo de Pensão dos Funcionários dos Correios).

Por esses e outros motivos, não dá para ter dúvida: no Brasil, tudo só funciona nas mãos da iniciativa privada. Numa empresa particular o funcionário tem que trabalhar. produzir e não pode roubar. Caso contrário, o sujeito acaba demitido por justa causa, processado e preso — conforme a gravidade da situação.

Por outro lado, acredito que no futuro (possivelmente não estarei mais presente nesse mundo cão) ninguém precisará ficar na dependência de quem ou do que quer que seja ao enviar as mais diferentes encomendas para qualquer parte do planeta.

Um dispositivo inventado por alguma cabeça iluminada vai reduzir o tamanho até mesmo de um automóvel, escanear a peça, enviá-la em questões de segundos pelo computador e fazer com que a mesma seja materializada em seu destino final. Parece ficção científica, mas esse é o caminho. Quem viver, verá.
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XÔ, MICK JAGGER! VÁ BAIXAR SEU SANTO NOUTRA FREGUESIA 



Juiz de Fora vive a expectativa de ver o Tupi Football Club — o “Galo Carijó”, subir para a Série B do campeonato Brasileiro em 2015. Para isso, a equipe nativa precisa vencer por placar mínimo (1 X 0) o Paysandu, de Belém do Pará, popularmente conhecido como “Papão da Curuzu". O jogo será neste sábado (25) na invernosa JF. Ouvi dizer, porém, que um cabra que atende pelo nome de Mick Jagger tá querendo vir a Juiz de Fora dar uma "forcinha" PRU Galo Carijó. É aí que mora o perigo.
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