sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O phodástico internetês e a simpatia pra escorraçar Ricardão


Por Marcos Niemeyer


>> O 'internetês' é, sem dúvida, hilário e surpreendente. No mundo virtual, centenas de palavras foram abreviadas de forma incorreta, comprometendo a ortografia. Vc – você, blz – beleza, naum – não, cmg – comigo, neh – não é ou né, kd – cadê, etc. 

O pior é quando colocam coisas quase indecifráveis nas mensagens. Vejam só:

"Kd vc k naum dexo komemtro no meo feisibuk preu fla ctg?." Tradução: Cadê você que não deixou um comentário no meu Facebook, pra eu falar contigo? "Fikr ligdh naz 9dads é um dsafio." Tradução: Ficar ligado nas novidades é um desafio. 

E o que dizer do tal FDS? As três letrinhas 'significam' fim de semana. Mas a primeira impressão é que alguém está mandando o receptor da mensagem se phoder! 

O recado abaixo, porém, chegou-nos via e-mail de uma leitora baiana que se diz fã das nossas escrevinhanças e comentários. A distinta, uma suposta 'Maria de Fátima', não forneceu maiores detalhes.

"Vc naum rc vu q pd blz m bd+ chp i dps krru q d+ fz 1... 69 BD+ i dx vc gzd+ n mh bk i inx m kra d pr... demorô. Bjs!". Esta não arrisco traduzir, já que a página esforça-se para manter a linha e não podemos fazer do referido espaço uma 'casa de lupanar' virtual.

Outras pérolas garimpadas na internet: "Por que na hora do sexo os homens gostam de judiar da mulher, gostam de bater na cara, puxar os cabelos com força... acho que isso pode até acabar com o tesão da mulher, vcs não acham?" 

Escolhida como melhor 'esclarecimento' pela autora da pergunta, no Yahoo! Respostas:

"Tem mulher que até gosta, mas não são maioria. O que vem disseminando essa prática são os vídeos pornôs da internet. Primeiro veio a prática de ejacular na boca da parceira e agora essa de bater, a próxima vai ser colocar cera quente no fiofó, cabe a mulher por um freio nisso."

Meu comentário: Parece até que as mulheres, principalmente as modernosas, são santas. As fêmeas hoje em dia fazem barba, cabelo e bigode... e ainda dão o troco. Amém!

O 'MELHOR' ESTAVA POR VIR

Achei na rua um celular Nokia modernoso, desses repletos de luzes coloridas piscando parecendo um disco voador. 'Sem querer', resolvo ler algumas mensagens enviadas pela proprietária do aparelho ao amante e que a mesma esqueceu de apagar.

"Meo amô eo ti amu d+ apesa di cê cazada a coiza disgrassada i emfelis qui tem la incaza he um frakaço eli tem u negosso pinquenu e eu ço gostu de koiza grandi d+ ingual ôçeo poriçu eo tin pessu ki naum mim abaudoni eu vô fazê com vc tudim kd vc meo bei naum tô leru homi qui naum mata as cobra nen mostra u pal ecis maxu duz pal pinquenu meressi mora no semitero".

De tão "impagável", nem preciso traduzir. E já sei o que diria minha saudosa vovozinha diante da 'missiva torpedeira'. "Essa foi do carayo, meu filho. Assim não dá pra ser feliz."

Após transcrever o recado no Facebook, recebi vários comentários. Eis um deles: "Você tá colocando a analfa 'in voga', e logo descobrirão quem é a corneadora pelos erros de ortografia, e coitado do Cornélio seu marido, além de ter pinto pequeno ainda deve pagar a conta do celular da ingrata que ainda manda o cara morar no semitero."
MANDINGA PRA ESCORRAÇAR RICARDÃO 

Já o cronista Xico Sá sugeriu na internet uma simpatia pra afastar o temido "Ricardão":

"Banalizar o amante da bendita esposa é o que há de melhor, entendeste? Deixar que eles durmam e acordem juntos por vários dias seguidos. Que tenham seus problemas, que percam o luxo dos encontros fortuitos e vespertinos, que se esbaldem. Nada mais cruel para o amante da tua mulher que presenteá-lo com o pão com manteiga do dia-a-dia. A rotina é o cavalo de tróia do amor. É necessário, ao cão farejador da própria desgraça, deixar a periguetchy sentir o bafo matinal da rotina."
....

JABÁ DO BÃO



Na Rodovia Rio/ Juiz de Fora, logo após a saída no sentido Rio de Janeiro, há um pequeno restaurante por nome de 'Fogão da Roça', cuja comida caseira é uma das melhores que já experimentamos. São vários tipos de pratos que o cliente pode saborear pagando um preço justo, sem exploração. A cerveja é bem gelada, o vinho acima de qualquer suspeita e a "pura" vem diretamente do alambique. O local é extremamente sossegado. Tem pássaros cantando e o sussurro de um riacho que passa ao lado. O proprietário da casa é Jorge Napoleão Duarte, cabra de refinado gosto musical. Em quatro discretas caixas de som instaladas no estabelecimento, é possível ouvir MPB, jazz e música instrumental da mais alta qualidade.
.