segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dura lex, sed lex (em outros países, sem dúvida!)



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Depois da tragédia ocorrida há poucos dias em Paris, na França, o fato mais noticiado pela mídia é o fuzilamento neste fim de semana  na Indonésia do traficante brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, episódio que vem gerando incontáveis discussões e debates nos meios de comunicação, nas redes sociais, nas resenhas de esquinas e até nos botecos de pinguços.

A implacabilidade e a dureza da aplicação da pena de morte imposta a um cidadão brasileiro no país asiático "por um crime não violento", conforme até mesmo alguns setores da imprensa nacional vinham assim noticiando, revela algo público e notório.

Por que o brasileiro costuma esbarrar nas leis em outros países? Fácil entender: lá fora a situação é diferente e quem não anda na linha costuma dar com os burros n´água.

Foi o caso de Marco Acher. Aliás, difícil compreender são os motivos da omissão por parte de setores midiáticos e dos "direitos humanos" que o tráfico de drogas gera uma corrente de violência de proporções cada vez mais alarmantes. 

O traficante carioca metralhado na Ásia viveu uma vida de bacana enquanto pode. Hedonista, andava rodeado de mulheres bonitas (porém, tão vadias quanto ele), carrões, se hospedava em hotéis caríssimos, habitava mansões, enfim, uma vida de verdadeiro marajá  tudo por conta do submundo das drogas.

Archer nunca havia trabalhado de verdade na vida, não tinha conta bancária, jamais declarou imposto de renda, sequer possuía certificado de reservista, conforme ele mesmo disse aos jornalistas.

O sujeito era traficante há 25 anos e usuário de drogas desde a adolescência, quando, aos 17 anos, iniciou sua vida pregressa na Colômbia onde havia ido participar de um Campeonato de Asa Delta e descobriu que podia ganhar muito dinheiro de "modo fácil", de acordo com suas próprias palavras.

Mesmo sabendo dos riscos de traficar em países a exemplo da Indonésia, acreditava que tinha lábia e recursos financeiros para escapulir dos imprevistos já que os lucros obtidos por ele eram de dar inveja ao caixa-forte do Tio Patinhas.

O cabra era reincidente e sua batata já estava assando na Indonésia, onde havia sido preso outras três vezes em função da mesma modalidade criminosa.

Cara de pau, dizia que "Não há país onde não se possa burlar as leis". Pensava que outras partes do mundo são iguais ao Brasil, onde bandidos de alta periculosidade costumam ser glamourizados e, não raramente, recebem até tratamento VIP por parte das autoridades e da podre mídia. Marco Archer tanto fez e aconteceu que a casa, porém, caiu.

De nada adiantaram as condolências que invadiram a internet, redações dos jornais, TVs, revistas e até mesmo a interferência desastrosa da presidente Dilma Rousseff junto ao governo do país asiático para que o distinto fosse perdoado.

Só faltava essa, a maior autoridade de um país se ajoelhando dia e noite pela liberdade de um traficante de drogas. É de lei que o crime não compensa. Mesmo assim, os malfeitores ainda encontram milhares espalhados pelos quatro cantos do mundo em defesa de suas bestialidades. Será que Dilma não tem mais o que fazer?

Pedófilos, estupradores, latrocidas, traficantes de drogas e políticos brasileiros desonestos, deveriam receber o mesmo tratamento dispensado pela Indonésia ao voador de asa delta carioca. Tal medida poderia até não acabar com a violência e a roubalheira. Mas, sem dúvida, reduziria tais infâmias a um nível "suportável", se é que assim possam ser classificadas perante ao bom senso.

Bandidos eliminados jamais fazem falta à sociedade. É o caso do fora da lei Marco Archer, fuzilado e cremado na Indonésia, nação em que as leis são cumpridas pelos cidadãos sem mais delongas. Duvido que algum traficante tupiniquim se arrisque a flanar por aquelas bandas depois do castigo fatal imposto ao brasileiro.

E Archer não pode, jamais, ser considerado um herói. Traficar drogas, sim, era sua especialidade. Ainda bem que o bandido teve o destino merecido. Que sirva, pois, de exemplo. Afinal, "Dura lex, sed lex" (A lei é dura, mas é a lei). Em outros países, obviamente.