sábado, 28 de fevereiro de 2015

Bolsa de mulher desordeira é phoda


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Não dá pra entender porque as mulheres, até mesmo as mais comportadas, carregam tanta coisa em suas estilosas bolsas. Recentemente minha novata vizinha, uma "loira" balzaquiana, chegou tão cambaleante de madrugada que não conseguia sequer encontrar a chave do apartamento na bolsa que transportava.

"Corre aquêee... corre aquêee... Sêo Zé, tô caino de tão bêba, porra! Vê socê acha minhas chave, pode abrí minha bolsa, num tem pobrema, aí dento é limpeza", clamou — ao ver-me passar pelo corredor.

Ato contínuo, fiz o que a distinta pediu e fiquei mais perdido que cachorro vira-lata quando cai do caminhão de mudança. A fogosa e rebelde figura mostrava a calcinha arriada até os joelhos e uma catinga de urina com perereca mal lavada, após chacoalhar-se a noite toda por onde ninguém sabe (só a torcida do Flamengo em Juiz de Fora). Fui obrigado a tapar as narinas. Para facilitar a busca, espalhei os objetos no chão. Tinha de tudo e um pouco mais no carregamento.

Documentos, grampos de cabelo, perfume, anticoncepcionais, preservativos, sabonetes de motel, absorventes Sempre Livre, analgésicos, xilocaína, gel lubrificante, vibrador, pomada japonesa, papel higiênico, maços de cigarro, um baseado cabeça de nego (ainda meio quente), isqueiro, palito de dente, fio dental, estojo de maquilagem, bijuterias, espelho, óculos, escova de cabelo, escova de dente e creme dental, filtro solar, fotografias do pai, da mãe, do filho, do pet e de vários ficantes, peças íntimas, canga estampada com o calçadão de Copacabana, o indefectível smartphone, carregador de celular, pendrive, fones de ouvido, um pau de selfie devidamente dobrado, um CD do tal (pasmem!) "sertanejo universitário", um mini manual do Kama Sutra, uma revistinha pornô, uma Bíblia, um livro de autoajuda do abominável Paulo Coelho, recibos diversos, meia barra de chocolate, bala Halls, agenda de papel, caneta, lápis, borracha, canivete suíço, sombrinha, guardanapos, cartões de crédito, cartões de visita, carnê das Casas Bahia, carnê do dízimo do Edir Macedo, cartelas da Tele Sena, moedas, patuás, fitinhas do Senhor do Bonfim, uma imagem do papa Chico em forma de cartão postal, um bonequinho espetado com alfinetes (tipo Vodu) e o carayo a quatro.

Só não consegui encontrar a penca de chaves. Como a família da periguetchy estava viajando, foi preciso contactar um chaveiro para que a porta se abrisse. Nesse meio tempo, fulana faltou vomitar as tripas. Moradores que presenciaram a cena já reclamaram ao síndico.

Se não tivesse tirado uma foto bem nítida dos objetos, jamais conseguiria lembrar-me de tudo que estava na bolsa. Quem pode com essas fêmeas insaciáveis e desordeiras? Oh! que saudade das Amélias.
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ROUBALHEIRA

A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), cujo objetivo seria regular e administrar o sistema de telecomunicação no país continua cada vez mais conivente com a desonestidade das operadoras que vira e mexe são alvo de intermináveis reclamações por parte da clientela.

No caso da internet, por exemplo, a estatal estabelece que as prestadoras desse tipo de serviço ofereçam, "no mínimo", sessenta por cento do plano contratado.

Ora, se alguém compra um quilo de determinado produto e o comerciante embrulha somente setecentos gramas e cobra o preço do quilo anunciado, isso não é correto.

Além do mais, no boleto de cobrança não há qualquer espécie de desconto em relação à velocidade frequentemente reduzida. Verdadeiro, absurdo, um roubo. Só no Brasil ocorre algo dessa natureza.

Nos países do Primeiro Mundo, cito a França por excelência, a internet não falha. O plano contratado é entregue com precisão impecável. Até mesmo dentro do trem-bala, que viaja a mais de 300 quilômetros por hora pelos quatro cantos do país, não há oscilação na velocidade da internet adquirida.
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THAÍS FRAGA NO BECO DAS GARRAFAS 


Um excelente programa (entre dezenas de outros da mesma linhagem) para este sábado (28) no Rio fica por conta da apresentação da cantora Thaís Fraga que se apresenta logo mais, a partir das nove da noite, no Beco das Garrafas, em Copacabana, na Zona Sul carioca. Acompanhada pelo trio Ricardo Mac Cord (teclado), Rodrigo Villa, (baixo) e Rubinho (bateria), a artista (voz, tamborim e bongô) promete desfilar um repertório de Brazilian jazz, samba-jazz e Bossa Nova.
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