quinta-feira, 12 de março de 2015

A mídia e o panelaço dos bacanas


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> As principais notícias políticas da semana dão conta que o tal "panelaço" ocorrido na noite do último domingo em diversas cidades brasileiras não foi uma reação espontânea às palavras ditas pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso no Dia Internacional da Mulher, mas sim uma resposta à convocação feita pela internet, segundo líderes de grupos que atuam nas redes sociais.

A barulheira, afirmam, foi articulada na semana anterior por pelo menos três grupos: Revoltados Online, Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre. Por meio de montagens fotográficas com imagens de Dilma e Lula no Facebook, os grupos convidavam a população (leia-se elite e classe média)  para o bate estaca, independente do que a presidente dissesse em seu pronunciamento oficial.

Os mesmos grupos estão entre os principais articuladores dos protestos marcados para o próximo domingo (15) a favor do "impeachment" de Dilma. 

O brasileiro, coitado, deixa se levar facilmente pelas notícias (raramente verdadeiras) fabricadas nos porões midiáticos. Insuflados através dos podres e diabólicos meios de comunicação, os bacanas estão pedindo a cabeça de Dilma Rousseff  — democraticamente eleita pelo povo.

Nos países do Primeiro Mundo, a mídia (por pior que seja) atua sempre de maneira mais sensata e bem menos mentirosa que a brasileira. Na França, por exemplo, dois dos principais jornais (Le Monde, de linha editorial esquerdista e Le Figaro, de direita) costumam mostrar uma visão equilibrada dos fatos políticos, econômicos e sociais.

O mesmo ocorre com os canais de TV e revistas responsáveis daquela nação. Bem diferente desses trópicos. Na terra descoberta pelo desocupado Cabral, Rede Globo, O Globo, revista Veja e Folha de São Paulo — que praticamente ditam a pauta duvidosa cinicamente copiada por seus capachos de plantão — manipulam da forma que bem entendem a opinião pública.

Suponhamos que Dilma seja "expulsa" do trono após a poluição sonora provocada pelo panelaço das madames, emergentes e plantonistas desocupados dos mais diversos quadrantes.

Qual seria, então, o nome merecedor de respeito e credibilidade pra governar o Brezyl varonil; existe, na atual conjuntura política? Mais fácil seria uma periguetchy oxigenada e siliconada tornar-se fêmea fiel ao cabra por ela embasbacado, apaixonado e night and day chifrado.

Gostei mesmo foi do sarro que um cabra de São Paulo tirou das dondocas no Facebook: "Comprei panela de pressão só pra ver o seu impitmã mais depressa."

Em Juiz de Fora, durante o "panelaço", uma perua moradora num edifício em área nobre da cidade sacolejava sua panela de pressão na janela do décimo andar de um dos apartamentos quando num descuido repentino o objeto escapuliu de suas mãos e foi parar em cima de um veículo estacionado na rua.

O dono do automóvel chamou a polícia, após constatar o rombo causado no teto do carro pelo impacto do utensílio doméstico.

Dona fulana foi intimada em arcar com o prejuízo. Imagina se a panela tivesse atingido o chifre de algum transeunte. Deixem Dilma trabalhar, cambada!
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