quarta-feira, 4 de março de 2015

Fascista e preconceituosa


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Não vai fazer falta o fim da coluna "Zona de Desconforto" assinada pela indesejável jornalista Silvia Pilz (foto), no jornal O Globo, em um blog do diário carioca.

O espaço utilizado por ela para descarregar toda a sua raiva e preconceito contra pobres, negros e até mesmo portadores da síndrome de Down foi retirado do ar recentemente após receber milhares de críticas por conta dos indigestos artigos publicados.

Um dos que mais provocaram a ira dos internautas ocorreu quando ela narrou em sua página a descrição de uma viagem feita a Salamanca, na Espanha:

"Nos deparamos com um enxame de crianças com síndrome de Down circulando pelas ruas. Parecia um pesadelo, mas era só um grupo de crianças especiais conhecendo a cidade. Será que o enxame de crianças com Down ainda está por aqui? Eles devem ter alguma coisa para nos ensinar. Vejo sempre relatos de pais emocionados, como se fossem abençoados. Deus, como temos dificuldade em assumir fardos!"

Numa outra postagem, a moça vomitou: “Acho que não conheço nenhuma empregada doméstica que não esteja sempre atacada de nervo ciático inflamado. Ah! pobre também têm colesterol e alega estar com o sistema nervoso abalado quando o médico se atreve a dizer que o problema pode ser emocional.”

Foi a gota d'água para que o site de O Globo  auto proclamado o "maior jornal do país"   passasse a receber milhares de críticas na internet por permitir que um de seus prepostos, em nome da "liberdade de expressão", extravasasse todo seu ódio e preconceito contra os que não lhe parecem bem quistos.

No texto em que anuncia o fim do blog, Silvia tentou minimizar a enxurrada de críticas dizendo que a proposta inicial da página era tratar de temas que ninguém abordava, hipocrisias e questionamentos sobre valores e comportamentos.

“Desandou foi quando resolvi abordar com a mesma franqueza temas que envolvem minorias, incapazes, desvalidos e desfavorecidos. O 'Plano Cobre' desencadeou uma onda de reprovação inesperada.”

Veja a íntegra do texto em que Silvia Pilz anuncia o fim de linha de seu blog, cujo objetivo era humilhar aqueles que não nasceram em berço de ouro ou são portadores de deficiência física ou mental. 

A proposta era trazer ao jornal alguns assuntos que não são naturalmente abordados em jornais e discuti-los aberta e francamente. Dizer o que ninguém tem coragem de dizer. Fazer com que as pessoas reavaliassem hábitos e costumes. O blog foi concebido para tratar de hipocrisia, questionar valores e comportamento. A proposta funcionou enquanto o debate girava em torno de questões sexuais ou temas da família. Mas desandou quando resolvi abordar com a mesma franqueza temas que envolvem minorias, incapazes, desvalidos e desfavorecidos. O post “O plano cobre”, em que satirizo o deslumbramento e o comportamento do pobre  nova classe média  diante das oportunidades oferecidas pelos planos de saúde, desencadeou uma onda de reprovação inesperada. A situação tornou-se tragicômica e insustentável para a imagem do jornal O Globo. Depois desse post, que gerou um terremoto nas redes sociais, leitores revoltados foram buscar outros textos no acervo do Blog. A onda de reprovação cresceu e tomou proporçōes insuportáveis quando começaram as ofensas pessoais. Fui chamada de nazista e fascista por dizer – em um desses posts – que os adultos escondem o desconforto que sentem  por exemplo  quando se deparam com crianças com síndrome de Down ou anões. Enfim, preconceitos velados e disfarçados, de um modo geral, não foram bem aceitos pelos leitores politicamente corretos.

Como é possível perceber diante de suas palavras, essa tal de Silvia Pilz atropela raciocínios elementares de uma sociedade mais justa, menos egoísta e ordinária. A execrável jornalista é absolutamente pobre de espírito e seus argumentos não merecem outro lugar além do esgoto verborrágico.

Ninguém vai chorar a ausência da bisonha figura. A não ser os fascistas imundos que também rezam na cartilha da dita cuja. Revoltado diante de tanta asneira lambuzada pela intolerável carranca, um radialista de Juiz de Fora, pai de criança portadora da síndrome de Down, disse durante a abertura de seu programa policial numa FM da cidade:

"Some do mapa, peste que ronca e fuça! Você não presta nem pra entregar jornal de porta em porta e ainda se diz jornalista, porra-louca. Sua batata tá assando, porqueira dos inferno."
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