quinta-feira, 21 de maio de 2015

Correios somem com objeto postado em agência do Aeroporto Santos Dumont, no Rio



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


>> Instituição alardeada como uma das mais "confiáveis" pelos brasileiros — segundo pesquisas anuais dos inconfiáveis institutos de pesquisa — os Correios já não são mais um bom exemplo neste sentido.

Demora na entrega de correspondências ou até desvio e sumiço inexplicáveis de objetos postados em diversas agências do país estão virando rotina.

Em janeiro deste ano, enviei através da agência localizada no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, um pen drive que havia gravado com uma seleção musical de MPB e Jazz para uma amiga em Governador Valadares, no Leste de Minas. Imaginava eu que a distinta havia recebido a encomenda, apesar de ter ficado na surdina.

— Será que dona fulaninha não gostou do insuspeitável repertório musical? Do jeito que a coisa anda, pode ser que tenha mudado radicalmente seus conceitos melódicos e eu tô assim tipo maridão apaixonado enganado, ou seja, o último a saber, matutei.

Esta semana resolvi perguntá-la a respeito, já que decorridos praticamente quatro meses a mesma ainda não havia tocado no assunto.

Para meu espanto, ela disse no "inbox" do tal "Feice Buque" que o carteiro entregou somente o postal remetido. O pen drive, porém, que havia seguido juntamente com a mesma encomenda, simplesmente sumiu, escafedeu-se, ninguém viu.

Como a remessa da postagem foi feita através de uma encomenda simples, sem qualquer espécie de recibo ou documento comprovantes, não tive nem como voltar ao local para reclamar meus direitos. 

Uma falta de responsabilidade imperdoável para uma instituição que, de fato, um dia foi mais séria, ágil e responsável. Até na música ECT, de Cássia Eller, a cantora faz uma alegoria colocando em dúvida a confiabilidade de um funcionário dos Correios (confira no vídeo).

A canção conta a história de uma mulher que, impaciente pela demora na entrega da sua encomenda, vai até uma das agências na tentativa de encontrá-la.

Chegando ao local, ela flagra o carteiro lendo a mensagem que deveria ter sido entregue em sua residência. O moço toma um puta susto ao ser pego violando a missiva e recebe uma bronca: — Esse recado veio pra mim, não pro senhor!

O carteiro tenta se explicar dizendo que recebe todo tipo de correspondência. "crack, colante, dinheiro parco embrulhado em papel carbono e barbante e até cabelo cortado"  e, por isso, abriu o envelope. Phoda, né?

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