sábado, 9 de maio de 2015

Useiros & vezeiros


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Certos cantores tirados a "bacana" que impõem obstáculos para falar com a imprensa merecem desprezo absoluto. No início de carreira, agem que nem os políticos: cumprimentam a todos, dão tapinhas nas costas de radialistas, jornalistas e do povo em geral, fazem questão de serem entrevistados e o carayo a quatro.

Ao menor sinal de sucesso, porém, viram as costas e na maior cara de pau dizem que só falam se for para a Globo ou alguma emissora que tenha vínculo com a dita cuja.

Recentemente tentamos marcar entrevista com um conhecido cantor e compositor da MPB (vamos postergar o nome da "fera" por uma questão de ética) para uma importante FM de Juiz de Fora.

O cabra atendeu meu telefonema normalmente e até quis saber porque eu estava morando no "mato" (referindo-se em tom de desprezo a Juiz de Fora). Alegou, durante a conversa, que para qualquer tipo de entrevista era preciso primeiro "agendar com minha secretária".

E olha que eu o conheço há quarenta anos, tendo inclusive, dado-lhe a maior força no rádio quando o mesmo ainda era um mero desconhecido do público e andava matando cachorro a grito.

Não faz muito tempo, essa tal figura enviou-me um e-mail pedindo que eu redigisse um texto sobre a apresentação que faria no Teatro Alterosa, em Belo Horizonte, para colocar em seu site e no Facebook.

Segundo disse, sua assessora de imprensa estava de férias e que "gostava" das minhas escrevinhanças. Como não sei falar não com ninguém (preciso aprender urgentemente!), interrompi uma gravação comercial que estava fazendo para um cliente e em dez minutos preparei a nota enviando-lhe de volta. Sequer recebi uma reposta de agradecimento.

Tenho inúmeros amigos no meio artístico que considero de coração. Sempre os tratei com respeito e cordialidade. A recíproca nunca deixou de ser verdadeira. Desses, apenas uma meia dúzia de gatos pingados é que não posso confiar nem mesmo para uma simples entrevista radiofônica.
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