terça-feira, 28 de julho de 2015

Vou de Uber


Por Marcos Niemeyer


>> Centenas de taxistas cariocas realizaram recente protesto no Rio de Janeiro contra o aplicativo de celular Uber, que oferece caronas pagas em carros cadastrados.

Após percorrerem vários bairros das zonas Sul, Norte e área central concentraram-se no Aterro do Flamengo, onde interditaram pistas gerando um colapso no já infernal trânsito. Ato contínuo, amarraram fitas brancas e azuis nos carros e seguiram em comboios por avenidas da cidade.

Em São Paulo, Belo Horizonte e outras capitais brasileiras também houve protestos contra o dispositivo. Lançada há seis anos em São Francisco, na Califórnia, a tecnologia acabou transformando-se numa empresa com ramificações em diversas partes dos Estados Unidos e da Europa gerando muita polêmica e reações diversas entre taxistas e usuários.

Muitos alegam que o serviço é ilegal e clandestino e tentam sua suspensão através da Justiça. Ora, nada melhor que a livre concorrência. Uber, o aplicativo revolucionário para facilitar o transporte em veículos particulares sem a roubalheira dos táxis, é mais que bem-vindo.

Recentemente peguei um táxi no centro do Rio com destino ao Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade. O trânsito fluía normalmente, com ligeiras retenções ao longo do percurso.

O motorista tentou fazer uma tramoia inexplicável objetivando me engabelar, entrando e saindo por ruas que eu jamais havia passado. Como conheço o trajeto de cor e salteado, chamei a atenção do cabra para que ele agisse de maneira honesta.

O distinto ficou de cara amarrada e tentou cobrar-me 80 reais ao final da corrida, quando o máximo não chegaria aos 50 reais. Em janeiro deste ano, um motorista de táxi carioca passou-me uma nota de cinquenta mirreis falsificada.

Em todo ramo de atividade existe o bom e o mau elemento. Mas a maioria dos taxistas das grandes cidades brasileiras, principalmente do Rio, carece mesmo de um corretivo. Quem tem competência permanece na praça. Uber neles, pois!
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