domingo, 27 de dezembro de 2015

Especial de Roberto Carlos tem sua porção positiva


Por Marcos Niemeyer
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>> O especial de fim de ano com Roberto Carlos exibido pela Rede Globo na noite da última quarta-feira (23), não foi muito diferente (como é previsível) dos anos anteriores. Gravado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o show “Detalhes” dividiu-se em três partes.

O cantor Paulo Ricardo, um dos convidados especiais, subiu ao palco juntamente com Carlinhos Brown e os integrantes da banda mineira Jota Quest prestando ao lado de Roberto Carlos justa e merecida homenagem à Jovem Guarda, que está completando cinquenta anos. 

Destaque para a banda Abbey Road, a mesma que gravou com Roberto em Londres, composta por Albert Menendez (teclado), Grecco Buratto (guitarra) e Richard Bravo (percussão). As presenças de Erasmo Carlos e Wanderléa também merecem crédito.

A participação mais envolvente de todas no especial, porém, foi o percussionista de renome internacional Paulinho da Costa (infelizmente desconhecido no Brasil), que emprestou seu talento na canção "Se você pensa". Clique no YouTube para conhecer um pouco sobre a obra deste grande artista.

O resto que pintou na tela não passou de conversa pra boi dormir. Música de verdade continua a ser um verdadeiro desafio no Brasil. Principalmente quando a Rede Globo inventa de fazer parcerias duvidosas em nome da "diversidade cultural".

Por outro lado, Roberto Carlos continua não dando bola para os demais meios de comunicação e ameaçando processar jornalistas e escritores que porventura tentem biografá-lo.

Responsável pela biografia artística mais polêmica dos últimos anos, Paulo Cesar de Araújo viu, em 2007, sua obra "Roberto Carlos em Detalhes", fruto de 15 anos de pesquisa, ser escorraçada das livrarias pelo ídolo da infância. Roberto defendeu sua história como patrimônio e pediu a prisão do autor.

Já o escritor e jornalista Ruy Castro diz que Roberto Carlos é um censor nato. "Ele censura a si mesmo, vetou o primeiro disco, proibiu a própria música porque fala de inferno, e sequer permite que desconhecidos aproximem-se dele."

O cantor já arrumou encrenca com o jornalista. O motivo teria sido algumas informações apuradas por Castro, consideradas ofensivas por Roberto Carlos. Um dos textos destaca as incontáveis manias do artista.

"Ninguém pode chegar perto dele com roupas da cor marrom, o médico que for atendê-lo não pode levar maleta preta, tem que ser azul, entre outras esquisitices", descreve Ruy Castro.

Roberto Carlos, como percebe-se, está bem diferente do início de sua carreira. Naquela época, o cantor fazia questão de visitar emissoras de rádio e TV,  concedia entrevistas aos comunicadores, conversava com fãs e admiradores e outras atitudes inerentes aos grandes artistas. Há mais de três décadas, no entanto, que o distinto só mostra seu largo sorriso diante dos holofotes globais. O "rei" já foi melhor.
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