quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Noite memorável no cenário artístico-cultural de Juiz de Fora


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> O compositor Toninho Horta e o escritor/jornalista Petrônio Gonçalves proporcionaram momentos da mais pura musicalidade e cultura na noite fria e chuvosa da última terça-feira no Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAMM), em Juiz de Fora.

Toninho lançou no concorrido espaço cultural sua biografia Harmonia Compartilhada. Escrita por Maria Teresa arruda Campos, a obra apresenta sua trajetória artística através de uma narrativa desde o lendário Clube da Esquina, até sua sólida formação internacional  onde atuou ao lado dos mais expressivos nomes da música a exemplo de George Benson e Pat Metheny. De acordo com Toninho Horta, “o livro proporciona ao leitor entendimento profundo de sua forma musical”.

Por sua vez, Um facho de sol como cachecol, também lançado simultaneamente por Petrônio no mesmo local, reúne 231 poemas sem títulos, uma experimentação por parte do autor em sua forma escrita. O trabalho é uma reflexão mineira sobre o tema do homem encarcerado pelo tempo através das paisagens montanhosas do estado. Composto por 231 poesias sem título, o que é uma inovação na forma de elaborar os versos pelo autor, cada poema inicia-se com a primeira frase em destaque, sendo o título de cada texto. Na opinião de Luis Fernando Verissimo, “o autor é uma revelação na poesia, um elo entre o lírico, o irônico, o insólito e o confessional”.

Entre uma cena e outra, ambos permitiram-nos a palavra. Objetivamente destacamos a importância do excelente programa Um café lá em casa, apresentado pelo exímio instrumentista Nelson Faria, para preservação da música brasileira e pela revelação de novos talentos. De viva voz, Toninho Horta incentivou nosso comentário e o público respondeu positivamente.

Um dos momentos mais emocionantes do espetáculo foi quando o músico juiz-forano Marcio Hallack (E) convidado pelo artista subiu ao palco e tocou ao piano "Beijo partido", emblemática canção composta por Toninho acompanhado no dueto vocal com o excelente cantor Gilbert Salles (D), também de Juiz de Fora. O público presente aplaudiu de pé e pediu bis. No dia seguinte ao espetáculo, dois de dezembro, Toninho Horta completaria 68 anos de idade. Modesto, ele não disse nada sobre seu aniversário e ninguém lembrou a data. Caso contrário, não teria faltado em coro o tradicional "parabéns pra você".
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