quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nomes complicados deixam jornalistas em apuros


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> Apresentadores e narradores esportivos do rádio e da TV do Brésil varonil passam o maior sufoco quando precisam anunciar nomes de alguns atletas estrangeiros. Engana-se quem pensa que é por causa da pronuncia correta.

Afinal, todo jornalista que se preze deve saber falar ou, no mínimo, ter noções de inglês e espanhol. Os mais instruídos costumam dominar várias línguas faladas ao redor do planeta. O phodástico é quando deparam-se com assinaturas do tipo: Milan Bochetti, jogador italiano; Milton Caraglio, atacante argentino; Lukas Merda, goleiro polonês; Verônica Boquete, jogadora da Espanha; Franco Foda, ex-zagueiro alemão; Marco Casseti, lateral do Watford; Shinji Kagawa, meia japonês; Louis Picamoles, jogador de rúgbi francês, Chana Masson, ex-goleira da seleção brasileira de handebol e outras graças não tão famosas.

O sobrenome de atleta mais "delicado", porém, é de uma jogadora de futebol espanhola. A distinta recebeu na certidão de nascimento a assinatura de ANA BUCETA. Na década de 70, quando este humílimo aprendiz de escrevinhador dava seus primeiros passos em locução de cabine na TV Globo do Rio, os apresentadores da "Vênus Platinada" também passavam aperto ao anunciar o nome do mafiofoso TOMASO BUSCHETTA — preso no Brasil, e extraditado para a Itália.

Quem atuava naqueles tempos numa redação de rádio ou TV (e não era locutor) dava cambalhotas de tanto rir ao verificar o apuro em que se encontrava a rapaziada da locução. A única saída pescada pela turma era ler BUSQUETA, que nada tem a ver com a pronúncia italiana. E tome BUSCHETTA pra lá, BUSCHETTA pra cá.

Até que o chefe da Máfia Italiana sumiu do pedaço. Mais tarde, porém, o cabra teria fugido da prisão em seu país de origem e voltado ao Brasil. Ainda bem que a notícia não se confirmou, porque seria novamente, naquele tempo, o "caos" da locução radiofônica e televisiva no país descoberto pelo desocupado Cabral.
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