sábado, 17 de setembro de 2016

Políticos mentirosos e trapaceiros



Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com
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>> "Podem esperar um cara totalmente diferente de todos os prefeitos que já tiveram aqui. Quero andar nas ruas, quero ver a necessidade do povo e ver, por exemplo, um vazamento de água e eu mesmo ligar para o Serviço de Água e Esgoto da cidade e dizer: O que vocês estão fazendo aí que não vieram consertar? Eu quero ser o prefeito que vai olhar cada esquina. Comigo não vai ter roubalheira; pau é pau, pedra é pedra."

A manjada retórica é de um certo candidato a prefeito de Governador Valadares, no Leste mineiro, em entrevista ao Diário do Rio Doce — jornal de direita local, que há mais de cinquenta anos defende os interesses das classes dominantes da região. Agora, como de costume, candidatos prometem de tudo.

Após as eleições, somem como que num passe de mágica. Conhecida por exportar nativos para os Estados Unidos desde meados da década de 1950, a calorenta Valadares experimenta um dos piores momentos políticos de sua história, com vereadores de diversos partidos presos ou afastados de suas funções pela justiça por desvios criminosos de verbas públicas.

O milionário esquema de corrupção desarticulado recentemente pela Polícia Federal na chamada “Operação Mar de lama” — numa alusão à tragédia gerada pelo rompimento da barragem da Samarco em novembro do ano passado e que contaminou o Rio Doce em seu trajeto que passa pela cidade —, envolve representantes do primeiro escalão da prefeitura e empresários até então conceituados no município.

A prefeita Elisa Costa (PT) também está sendo denunciada por receber propina dos foras da lei. O dinheiro roubado pelos políticos de Governador Valadares havia sido repassado pelo governo federal para atender vítimas das últimas enchentes que deixaram centenas de desabrigados na cidade.
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