segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Escalada da violência aterroriza Juiz de Fora



Por Marcos Niemeyer


>> Considerada segura até há pouco mais de uma década, Juiz de Fora passa por uma onda de violência sem precedentes em sua história. As manchetes policiais estampam diariamente casos cada vez mais macabros. 

Assaltos a mão armada, latrocínios, brigas com mortes no trânsito, crescente tráfico de drogas, etc, tornaram-se frequentes na cidade, cuja população é de cerca de 700 mil habitantes. Na noite deste sábado (29) mais um crime estarrecedor chocou a opinião pública. 

A empresária Elisane Aparecida Moreira Dias, 36 anos, foi morta com um tiro na cabeça após criminosos de gangues rivais invadirem um restaurante e pizzaria de propriedade da vítima localizado na Avenida Governador Valadares, no bairro Manoel Honório, na região central e disparar suas armas contra clientes e funcionários que estavam no estabelecimento.

Um rapaz de dezoito anos levou cinco tiros e foi transportado em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro. Uma criança de onze anos também foi atingida de raspão. Elisane foi atingida com vários tiros e morreu no local. Os assassinos, filhos de Satanás com a Pombagira, fugiram num veículo estacionado nas proximidades.

Encurralados por viaturas da PM, eles foram presos no centro da cidade. Um adolescente de quinze anos que fazia parte do bando foi dominado por populares e entregue à polícia. Com o "di menor", os PMs encontraram um revólver calibre 38 carregado e dois celulares, provavelmente roubados.

Pouco antes da tragédia, ocorreu violenta troca de tiros entre bandidos de gangues rivais, e um deles teria entrado no restaurante na tentativa de se esconder. Ato contínuo, os desafetos invadiram o estabelecimento e abriram fogo. Gritos e desespero tomaram conta do ambiente. Um cenário de horror a poucos metros da delegacia do bairro.

Os delinquentes já tem várias passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo. Dois dias após o crime, o restaurante permanece fechado. Populares e amigos da família enlutada depositaram flores e mensagens na porta do restaurante. Comerciantes e moradores da área estão revoltados, inseguros e clamam por justiça.

Enquanto o Brasil não mudar seu arcaico Código Penal, adotando leis mais rigorosas contra a criminalidade, o cidadão de bem vai continuar à mercê da violência desenfreada. Policiamento ostensivo, revistas em suspeitos, busca e apreensão fazem-se urgentemente necessários.

Ainda neste fim de semana, um grupo de menores fez um arrastão na Avenida Rio Branco, em pleno centro de Juiz de Fora. Motoristas e pedestres que passavam pelo local foram saqueados sob a mira de revólveres.
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