segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Cabra macho: uma espécie em extinção



Por Marcos Niemeyer


>> Nesses tempos em que ninguém sabe mais quem é quem, as mulheres estão sendo obrigadas a dividir com o namorado ou mesmo com o maridão calcinha, sutiã, maquiagem e até (acreditem!) absorventes higiênicos (pra deixar o cenário ainda mais 'real'). Parece mesmo que grande parte dos homens tem decidido abandonar a cara metade e partir de mala e cuia pras "vias de facto" com alguma figura do mesmo sexo, objectivando suas fantasias sexuais sem pecado & sem juízo.

Foi o que aconteceu com um sujeito de 36 anos, morador na cidade de Cacoal, de 78 mil habitantes, localizada em Rondônia. O cabra resolveu dar um basta na vida a dois com sua esposa para morar com o cunhado, de 38 anos. Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner.

O casamento parecia um conto de fadas até aparecer Pedro Rochinha Siqueira, irmão de Ana Paula, e até então melhor amigo e único confidente. Pedro, que também já foi casado, era conhecido na cidade como um pastor "íntegro e milagreiro".

Em seus testemunhos se apresentava como "ex-homossexual", e creditava ao poder divino o fato de ter virado "homem de verdade". Durante quase uma década ele se apresentou em boates gays sob o pseudônimo de "Shirley Mac Lanche Feliz". Depois de convertido, transformou-se no "Pastor Rochinha".

Sua fama extrapolou os limites geográficos do município e ganhou aparição nacional em programas sensacionalistas de TV sobre temas que exploravam religião e sexualidade. Ana Paula acredita que seu casamento se desfez por conta da recusa em praticar  intimidades "pecaminosas" com o maridão.

“Ele era obcecado por sexo anal & oral”, disse a dona num programa de rádio. A esposa abandonada acredita que seu irmão, o "Pastor Rochinha", se valeu desta informação das mais picantes para oferecer ao marido um diferencial "competitivo". Flavio, por sua vez, deu entrada na justiça em um pedido de guarda definitiva dos filhos gêmeos por acreditar que “é melhor um filho ser criado pelo pai e pelo tio do que por uma mãe solteira”.
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