sexta-feira, 16 de junho de 2017

Querelas do Brèzyl varonil


Por Marcos Niemeyer
mniemeyer50@hotmail.com


Nesses tempos modernosos em que a boa música, seus compositores e intérpretes deixaram de ser regra e passaram a ser exceção na preferência popular, é praticamente impossível dar um passo por onde quer que seja nesse país sem ouvir falar (literalmente) sobre o lixo sonoro reinante.

Essas figuras tidas como "cantores", não passam de autênticos produtos midiáticos que nada acrescentam em benefício da cultura brasileira. Duas delas por exemplo, conhecidas por Anitta e Valeska Popozuda, transformaram-se numa espécie de "unanimidade". A segunda, inacreditavelmente, é motivo até mesmo de longas e intermináveis teses acadêmicas.

Não será surpresa caso ambas recebam a qualquer momento a medalha de "Honra ao Mérito pelo conjunto da obra" na Academia Brasileira de Letras e tornem-se imortais na instituição literária fundada por Machado de Assis, Ruy Barbosa e Olavo Bilac, entre outros grandes escritores.

É bom lembrar que o jogador Ronaldinho Gaúcho, que jamais deve ter lido um livro na vida dele, também foi agraciado tempos atrás com a Medalha Machado de Assis, a mais alta insígnia da ABL, pelos "relevantes" serviços prestados à pátria.

Por outro lado temos visto ultimamente sociólogos, antropólogos, conceituados jornalistas, professores universitários, artistas consagrados (como é o caso do cantor e compositor Caetano Veloso) e outros formadores de opinião falando bem do lixo sonoro e de seus representantes.

O que poucos sabem é que eles não fazem isso de graça. Recebem muito dinheiro, restaurantes luxuosos, hotéis cinco estrelas e viagens áreas ao redor do Brasil e do mundo com tudo pago para agirem de tal forma.

A indústria de entretenimento das massas montou uma estrutura fortíssima, quase que inderrubável, graças à ignorância do povo e o apoio da podre mídia. Uma autêntica máfia, um desserviço prestado à verdadeira cultura nacional. Enquanto isso, a autêntica MPB torna-se cada vez mais esquecida e desconhecida do grande público. Principalmente pelas novas gerações. Lamentável!
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