quarta-feira, 12 de julho de 2017

Atenção políticos: mirem-se na honestidade desses bons rapazes


Por Marcos Niemeyer
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>> Anderson dos Santos e Saulo Gage dos Reis (foto), cobrador e motorista respectivamente de ônibus urbano em Juiz de Fora, proporcionaram na manhã do dia quatro deste mês de julho uma prova de honestidade cada vez mais rara nesses tempos modernosos. 

No coletivo conduzido por eles que faz a linha Jardim Esperança/ Praça da Estação, em Juiz de Fora, os dois encontraram uma sacola com quatro mil reais. Ao abri-la, para ver se era algum documento, avistaram também um boleto bancário com o nome do dono do dinheiro. Imediatamente o motorista percebeu que conhecia o passageiro que havia perdido a quantia.

Era um aposentado, de setenta anos. Ambos moram no mesmo bairro. Em menos de uma hora, Saulo Gage foi até a casa do idoso devolver o valor encontrado. Duvido que se a grana tivesse sido achada por algum político — se bem que esses cafajestes não andam de busão — seria devolvida ao seu proprietário.

Mas nem tudo está perdido. Saulo e Anderson são um exemplo de profissionais dignos e honestos. Merecem, pois, todos os aplausos possíveis. Por outro lado, quem acha algo e devolve tem direito a ser recompensado. Isso mesmo: direito.

Não é algo que o dono do pertence pode ou não querer dar. Para evitar dúvida, o Código Civil estabelece algumas regras básicas. Ficando em apenas uma delas: quem restitui algo alheio achado tem direito a uma recompensa de cinco por cento.

Logo, se o valor restituído era de quatro mil, as duas pessoas deveriam receber duzentos reais como recompensa (e dividir igualmente entre si). Mas a lei não diz que esses cinco por cento precisam ser em dinheiro. Pode ser pago por meio de qualquer coisa que tenha valor financeiro e seja aceito por quem achou.
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